A ruptura do pacto social
As reestruturações e a interpenetração de mercado desestruturaram os compromissos sociais anteriores, baseados na lealdade dos empregados e na capacidade das empresas de assegurar-lhes carreira e longo tempo na empresa. Essa primeira ruptura atingiu as categorias menos qualificadas. As empresas, concentrando o foco sobre as suas atividades mais lucrativas, sobre as tarefas fim e automatizando suas linhas de fabricação, despediram os empregados cujas remunerações eram mais elevadas e que, eram mais velhos e menos adaptados aos processos modernos e automatizados. O controle e a coordenação que antes eram assegurados por procedimentos e sistemas de informações, baseados no saber dos antigos, foi automatizado e informatizado. Neste momento, os níveis de supervisão e controle conheceram também o desemprego, o que representou um trauma social para uma geração de empregados que tinha o sentimento que a sua lealdade e conhecimento da empresa constituía uma garantia contra a demissão. Os gerentes tiveram que cancelar os seus compromissos informais assumidos com o seu pessoal. Os diretores ou responsáveis pelos recursos humanos, se sentiram culpados, mesmo que tivessem apenas que executar estas decisões, sem necessariamente terem participado delas. Esta ruptura do pacto social ainda tem conseqüências difíceis de serem avaliadas.
| Hits para esta publicação: 185
Deixe uma resposta.








