Arquivo de Outubro de 2007
Inteligência Estratégica - Jorge Hori, membro do PNBE
Mudanças das bases não refletidas nas cúpulas
Luiz Fernando Levy, criou em 1977, ainda pela Gazeta Mercantil, a eleição de líderes empresariais.
Dos dez eleitos, um era minerador (Tajano Azevedo Antunes), dois banqueiros (Olavo Setúbal e Amador Aguiar) e todos os demais industriais (Jorge Gerdau, José Mindlin, Antonio Ermirío de Moraes, Cláudio Bardella, Luiz Eurálio de Bueno Vidigal, Paulo Villares, Laerte Setúbal e Paulo Velinho).
O empresariado brasileiro reconhecia como líderes os industriais, complementados pelos dois principais banqueiros. O que fazia sentido, diante do bem sucedido processo da industrialização brasileira.
O setor primário era representado pela mineração privada, pois a CVRD, a maior, ainda era estatal. O setor agrícola, tinha perdido peso econômico e político, ainda que um grande exportador. Olacyr de Moraes, só aparece como líder, em 84 e Roberto Rodrigues, em 87.
O setor de serviços, mesmo já sendo predominante no PIB e nos empregos, não tinha nenhum lider empresarial reconhecido, inicialmente, pelos seus pares. Abílio Diniz, aparece em 79, e Arthur Sendas, em 80, representando o setor comercial.
O setor aparece ainda pelos publicitários Roberto Dualibi e Júlio César Ribeiro e pelos setor securitário com Nilton Molina e Luiz Campos Salles, para citar apenas aqueles que são “campeões do voto”.
O que são líderes empresariais?
Seriam aqueles que na condução das suas empresas ou grupos empresariais são bem sucedidos, promovendo o crescimento dos mesmos, e sendo reconhecidos como paradigmas de empresários nacionais. Nesse visão Olavo Egydio Setúbal, Jorge Gerdau Johannpeter e Antonio Ermírio de Moraes, ainda comandam ou influenciam no comando de algum dos maiores grupos empresariais brasileiros.
Seriam também aqueles que tem maior poder de influência sobre as políticas públicas, o que pode decorrer das suas proposições, da sua capacidade de mobilização e adesão às suas propostas, ou de atuação junto ao Poder Público.
A FIESP sempre teve posição importante, nessa última modalidade e seu Presidente reconhecido como líder empresarial. O descolamento do governo, buscando maior independência e se opondo à prorrogação da CPMF, vem enfraquecendo a liderança de Paulo Skaff. Ao mesmo tempo, que cresce junto ao Governo a posição de Paulo Godoy, da ABDIB. Representa a cadeia produtiva dos empreendimentos de infra-estrutura.
O setor do agronegócio tinha em Roberto Rodrigues o seu principal líder empresarial, que o levou ao governo, como Ministro da Agricultura, mas acabou saindo por não conseguir vencer a tecnocracia fazendária, incapaz de reconhecer a importância estratégica da atuação governamental no setor.
Já o setor de serviços, em que pesa a sua importância dentro do PIB e dos empregos continua sem lideranças fortes, seja pelo sucesso empresarial como pelo poder de influência.
No mundo os novos grandes líderes são do setor de conhecimento. Um segmento diferenciado dentro do próprio setor de serviços. Bil Gates, os meninos do Yahoo ou da Google são os novos paradigmas. No segmento, o Brasil não apresentou nenhum líder forte e reconhecido.
Uma das razões apontadas é que o setor é ainda muito difuso, com centenas ou milhares de empresas de pequeno e médio porto, não contando ainda com empresas de grande porte. As que tem esse porte são subsidiárias de multinacionais.
O fato real é que as bases empresariais carecem de líderes visíveis.
O mundo empresarial como é mostrado e conhecido pela mídia e, consequentemente, pela sociedade organizada, não reflete a sua realidade. Mais por responsabilidade dos próprios empresários do que dos meios de comunicações.
O que é preciso fazer, ou acontecer para a emergência de líderes empresariais do setor de serviços?
Essa é a pergunta que ficou, como lição de casa, após uma reunião do PNBE com Luiz Fernando Levy, o Presidente do Conselho Curador do Fórum de Líderes.
Sem comentários »Alerta: Petrobrás reduz suprimentos de gás
No Rio de Janeiro e em São Paulo, indústrias pararam a produção porque distribuidoras não tinham o combustível. A Petrobrás opta por abastecer as TERMOELÉTRICAS e desabastecer o consumo final. A razão é clara e política… Não pode haver outro apagão!
Conforme estudos feitos por Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), as restrições no fornecimento de gás às termoelétricas afetam o balanço de oferta e demanda de energia. No cenário otimista para esta situação, os resultados mostram que a restrição no suprimento de gás às termoelétricas reduziria a oferta de energia para 49,3 GW médios em 2007 e 57,2 GW em 2011.
Já no cenário pessimista, com restrição no suprimento de gás às termelétricas, a oferta de energia elétrica cairia para 48,5GW médios em 2007 e para 54,5 GW médios em 2011. O impacto causado pela restrição ao suprimento de gás, sobre a oferta neste cenário seria da mesma monta que no cenário otimista, uma vez que a capacidade de termelétricas a gás com algum impedimento não é significativa. Neste cenário, o excedente de energia cairia para próximo de zero em 2007. Um déficit de energia com 1,6 GW médios, que teria início em 2008, aumentaria até 3,9 GW médios em 2011.
- Apagão II; A Battistella Distribuidora aposta em duas novidades para dobrar o tamanho em três anos. A primeira é o equipamento denominado grupo gerador 100% biodiesel, resultado de pesquisas iniciadas em 2002. A segunda, que será oficializada ainda este ano, é uma parceria com a Tyco Eletronics para a venda de células de hidrogênio.
- Mercado de Trabalho; Os desenvolvedores brasileiros de softwares estão na mira das matrizes das multinacionais do setor de TI e das companhias que se internacionalizaram. O movimento tem criado um novo problema para as empresas de tecnologia, que já sofrem com a escassez de mão-de-obra no país. Dados da Brasscom mostram que sobram 40 mil vagas por ano em TI.
- Mais construção, mais emprego I; O governo ampliou orçamento do Fundo de Garantia ao Tempo de Serviço (FGTS) e liberou o acesso ao crédito habitacional para mais uma camada da população. No ano que vem, o Fundo terá R$ 11,6 bilhões.
- Mais construção, mais emprego II; O Itaú fecha acordo com o conselho curador do FGTS para repasse de recursos do fundo a financiamentos imobiliários para a baixa renda. A primeira tranche será de R$ 200 milhões.
- Professor se aposenta em São Paulo antes do Europeu; Docente da rede estadual sai com idade inferior à de 11 países:
Noruega 62
Itália 61
Holanda 61
França* 61
Grécia 60
Espanha* 60
Bélgica 58
Austrália 55
Reino Unido* 55
Israel 54
Coréia* 53
Brasil 52
* idade mínima para aposentadoria.
- Aborrecimento no trabalho; Um estudo norte-americano sobre o que mais irrita as pessoas no trabalho, feito pela Harris Interactive para a empresa de recursos humanos Randstad USA, descobriu que 60% dos profissionais entrevistados (2.429) consideram a fofoca o maior aborrecimento durante o serviço.Em seguida aparece a dificuldade para a administração do tempo (54%), bagunça (45%), perfume forte e cheiro de fumaça (42%) e a má utilização do e-mail (22%).
- Kroton Educacional; A Kroton Educacional, recém-chegada à bolsa, planeja expansão calcada na aquisição de instituições de ensino superior de pequeno porte. Meta é ter 16 novos campi até o fim de 2008.
- Haztec; A Haztec, do setor de gestão ambiental, controlada pela Synthesis e pelo Infra Brasil (fundo do ABN Real), comprou a Geoplan, do ramo de perfurações de poços artesianos, que pertencia ao fundo americano Nexus.
- Prestação de serviços internacionais; A exportação de serviços está crescendo acima das vendas externas de bens pelo Brasil. O crescimento 20,8%, em 2006, na prestação de serviços internacionais, contra 17,1% do crescimento da balança comercial, levou o país a subir no ranking da OMC dos exportadores de serviços: foi do 35º lugar para o 30º em um ano.
- Perdigão; A Perdigão concluiu hoje a compra da Eleva, antiga Avipal. A aquisição está avaliada em R$ 2 bilhões. Com o processo, a Perdigão ultrapassa sua principal concorrente, a Sadia.
- Accenture; A Accenture, empresa global de gestão, serviços de tecnologia e outsourcing, anuncia acordo com a Microsoft para a terceirização de parte dos sistemas financeiros no setor de contabilidade da companhia. O contrato prevê atuação em 92 países e 36 línguas, por meio de delivery centers em cinco continentes.
- Alta renda; Executivos do mercado brasileiro de private banking, de gestão de fortunas, esperam crescimento anual médio de 24% dos ativos sob gestão nos próximos três anos, aponta pesquisa da PricewaterhouseCooper.
Sem comentários »- Microsoft; A Microsoft investirá em um novo centro de distribuição em Belo Horizonte até o final deste ano, para ampliar a participação em Minas Gerais e nos estados da região Centro-Oeste. O valor do investimento é mantido em sigilo e a iniciativa faz parte do plano de expansão da companhia, que visa maior proximidade com clientes e parceiros.
- Pátria Investimentos; O Pátria Investimentos, dono da Casa do Pão de Queijo e do laboratório Delboni Auriemo, vendeu 100% da sua participação na rede de óticas Fotoptica as grupo holandês Hal. A Fotoptica tem 29 lojas próprias e 39 franqueadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina e fatura cerca de R$ 60 milhões por ano.
- Google; O Google Inc. está perto de anunciar uma iniciativa há muito em gestação para chacoalhar o mercado americano de celulares. Numa proposta que deve gerar um aquecido debate sobre os moldes que a indústria de celulares terá no futuro, o Google quer facilitar a disponibilidade aos usuários de uma variedade de serviços extras em seus telefones – de mapas a funções de redes sociais e compartilhamento de vídeo.
- Marisol; O faturamento bruto do grupo Marisol (SC), do setor de confecções atingiu R$ 105,35 milhões no terceiro semestre de 2007, bem abaixo dos R$ 126,55 milhões registrado no mesmo período no ano passado. O lucro líquido do período R$ 5 milhões, ante R$ 12 milhões registrados em mesmo trimestre de 2006.
Sem comentários »Artigo do Dia
Antes a gente só tinha emprego, hoje, a gente faz carreira.
Nestes tempos bicudos não esperem que as empresas se ocupem de suas carreiras. Não importa sua idade, nem há quanto você tempo trabalha. É você que tem que se preocupar com sua evolução profissional.
Feliz ou infelizmente, a grande maioria de nós acaba se acostumando com as situações, por piores que sejam. O receio das mudanças e uma certa dose de inércia acabam prevalecendo e somos levados a permanecer em empregos que já não nos despertam paixão ou que não nos levarão a lugar algum. Cuidado! pode ser um perigo se isto estiver acontecendo com você.
As empresas fazem crer aos seus profissionais que elas vão cuidar da carreira deles. Quase nunca isto corresponde à realidade. Salvo para aqueles raros “craques” que são “paparicados”, a maioria não deve esperar muita coisa de seus empregadores, e devem partir para gerenciar, eles mesmos, a evolução de suas carreiras.
Praticamente ninguém tem um projeto de vida e de carreira bem definido. Tem algumas idéias, mas normalmente não dedicaram tempo suficiente para estruturar uma estratégia, e um plano de ação.
Ter um projeto não significa ter uma carreira totalmente formatada, sem surpresas. Muito pelo contrário; na verdade, é ter, permanentemente, duas ou três idéias em mente, e estar alerta e atento para riscos e oportunidades, para não ser jamais pego de surpresa. Se suas aspirações mudam, melhor, seu projeto muda. O importante é saber que dentre aqueles que estão tendo sucesso profissional, a grande maioria sabe o que quer e aonde quer chegar. Em qualquer entrevista de recrutamento ou promoção, essa assertividade sobre o futuro tem peso considerável na escolha.
Portanto, para ter sucesso, planeje sua vida e sua carreira, defina aonde você quer estar no futuro, fazendo o que?, com quem?, etc….. E lembre sempre que a carreira é apenas o veículo e não o “destino”. E que este veículo tem que ser adaptado a duas coisas: ao seu objetivo, ou seja, o que você quer ter, ser e fazer, e aos conceitos básicos - o que você gosta de fazer e o que você sabe fazer - suas preferências e suas competências. Ter sucesso é poder fazer o que mais gosta, sendo pago por isto.
A evolução de uma carreira pode ser analisada por faixas etárias; os primeiros anos (abaixo dos trinta), a subida (os trinta), a idade das certezas (os quarenta), o arranque final (além dos cinqüenta). A idéia é que a cada momento e cada idade temos “check points”, oportunidades a aproveitar; o primeiro cargo gerencial; a gestão de uma unidade; uma carreira internacional, etc. Cometer erros nestes momentos pode gerar problemas na seqüência da carreira.
Os primeiros anos (abaixo dos trinta)
Não é tão fácil fazer boas escolhas quando se começa a vida profissional. Primeiro emprego, primeiras experiências. Ganha-se conhecimentos, descobre-se habilidades, busca-se limites. É um momento excitante, mas também é o das primeiras decepções. A profissão talvez não agrade, a empresa não corresponde, poucas responsabilidades e muitas tarefas corriqueiras. Não é muito fácil. Aos vinte e poucos anos tem-se dificuldades para estabelecer um projeto profissional, fazer escolhas. No entanto estas primeiras escolhas são cruciais, pois uma carreira de sucesso é estabelecida bem antes dos 40 anos. Portanto, não se tem muito tempo a perder.
É preciso desconfiar um pouco quando lhe dizem “no início você ocupará um cargo que não lhe é adequado, mas esteja confiante que em breve você terá a posição que corresponde ao seu potencial”. As decisões devem ser tomadas em vista da realidade e não de promessas… se você não está aprendendo nada, mude e o mais rápido possível. Se ficar você corre o risco de pagar um preço bem alto daqui a 10 anos.
Outro ponto. Escolher entre uma pequena empresa ou um grande grupo é uma decisão que depende da personalidade e comportamento. Para deixar suas marcas e ser reconhecido numa grande estrutura é preciso ser flexível para poder se adaptar ao mundo muito normatizado. Por outro lado, na pequena empresa terá sucesso aquele que gosta de pôr a “mão na massa”, e prefere a liberdade de criar e agir.
É importante controlar a ambição e evitar aceitar toda e qualquer tarefa ou projeto, correndo riscos de derrapagens e fracassos. Muitos jovens, sobretudo no mercado financeiro, entram muito cedo em “burn out”.
Última constatação. Nesta idade, os jovens, em sua maioria, gostariam de montar seu próprio negócio. Irrealismo? Talvez . Mas não podemos esquecer que alguns deles tem realmente a fibra empreendedora e será inútil esperar a maturidade. Há inúmeros exemplos de jovens de sucesso com suas empresas nesta sociedade do conhecimento. Que tal Bill Gates?
A subida (os “trinta”)
Eles já passaram por muitas provas, adquiriram experiência. Chegou o momento de subir os degraus da hierarquia. É preciso aproveitar todas as ocasiões que se apresentam. Os “trinta” é a idade dos que querem se impor e assumir desafios; um projeto inovador, a gestão de uma equipe multidisciplinar, um cargo no exterior, etc. Mas, não acredite muito que sua empresa vai criar um plano para a sua carreira… cabe a você criar suas oportunidades.
Os percursos não tradicionais são muitas vezes interessantes. Idas e vindas entre responsabilidades hierárquicas e “missões” em projetos especiais, pequenas empresas - grandes responsabilidades, grandes grupos - grandes equipes, tarefas operacionais, atividades estratégicas… Em todos os casos é bom lembrar que bons resultados não serão suficientes para fazer subir de escalão. É necessário saber antecipar, saber se colocar à frente, influenciar, convencer e gerenciar equipes e pessoas… ou seja, aprender a sobreviver no maravilhoso mundo da habilidade política corporativa.
Aos trinta só se pensa em ser “chefe”… no entanto, não é só este o caminho para os altos postos. Um cargo em planejamento estratégico, um projeto de reestruturação importante, podem também ser altamente enriquecedores da bagagem para o topo.
Também é importante vivenciar ocasiões de negociações internacionais ou de tomada de decisões importantes, estratégicas para o futuro da empresa. Uma parada em um cargo de planejamento entre dois cargos de gestão operacional pode permitir uma visão geral, do alto, complementar àquela do dia-a-dia.
Mas, é importante ressaltar, que a boa gestão de pessoas continua a ser a competência obrigatória de quem quer subir. E isto tem que ser aprendido cedo. Alguns profissionais de RH julgam que aos 35 anos será tarde demais para começar a ser “chefe de equipes”. Se até lá nunca lhe deram uma equipe para chefiar é porque provavelmente você deve ter demonstrado que nunca quis… cargo gerencial se conquista, não se pede! Seu empregador tem que perceber, em suas atitudes, sua capacidade de liderar pessoas.
Se, nos “trinta” você ainda não tem um cargo com nome pomposo escrito no seu “cartão de visita”, não se desespere. Há caminhos alternativos como chefiar projetos internos importantes. São mais facilmente acessíveis, pois são muito mais numerosos que os cargos hierárquicos clássicos. Além do mais, participar desses projetos multidisciplinares é uma boa formação em outras áreas e funções da empresa. Lembre-se, na fase seguinte, nos “quarenta”, não existe muito espaço para especialistas solitários.
Um último conselho aos “trinta”: tenham cuidado com as armadilhas… a pressa e a sensação de onipotência podem cegar. Exemplos clássicos: assumir a gerência de uma filial problemática na qual vários antecessores já “quebraram a cara”. Outra: pular dois degraus de uma só vez, como, por exemplo, ser promovido a “chefe” pela primeira vez, e além disso em uma filial de outra região, ou pior ainda, de outro país. Ter que enfrentar dois desafios simultâneos, chefiar pessoas e aprender uma nova cultura,… é muito risco.
Tem gestores “trintões” que sabem como enquadrar os mais jovens, mas existem outros que não conseguem; um trampolim para os primeiros e um tobogã para os segundos. Não é fácil dirigir jovens especialistas competentes seguros de si e que normalmente não respeitam a disciplina. Para eles a empresa é apenas uma passagem. Eles não estão lá para fazer carreira, mas para ganhar dinheiro. Eles querem rapidamente tirar o máximo possível. É muito difícil mobilizá-los. Difícil, mas não impossível. Primeira solução é oferecer, sem parar, mudanças e novos desafios. Eles se aborrecem muito rapidamente. Em seguida, procurar estar muito junto com eles, com seus projetos, trazer conhecimento, experiência, métodos de trabalho, etc. Um jovem executivo trainee, super diplomado, que conhece Internet como a palma da mão, que já viajou pelo mundo inteiro prestando serviços e fazendo intercâmbio não vai ter escrúpulos para chegar no RH, para reclamar que seu chefe “trintão” não o escuta, não o entende, não ensina nada à ele…
Uma constatação; com estes jovens talentosos é preciso falar tudo diretamente, nada de belos discursos sobre o futuro, promessas… o que eles querem dos seus chefes é uma análise realista das situações, uma visão clara daquilo a ser feito e objetivos concretos… e muito feedback e reconhecimento. São talentosos tecnicamente mas ainda inseguros emocionalmente.
Finalmente, quem não avança, anda para trás. Nada de ficar mais do que cinco anos no mesmo cargo fazendo as mesmas coisas, para não correr o risco de ser associado a uma tarefa, primeiro degrau para a obsolescência.
A idade das certezas (”os quarenta”)
Será que você não gosta mais do que faz? Será que você não quer ser seu próprio patrão? A hora de mudar é agora. Depois poderá ser muito tarde.
Os “quarenta” é o período dos grandes dilemas. Mudar ou não de função, cargo, empresa? Tentar subir na carreira ou tomar a frente de um projeto? Tirar o pé ou pisar fundo? Vida dura em São Paulo ou tranqüilidade no interior? E por que não trabalhar por conta própria?
Nesta idade ainda se pode pegar uma bifurcação, mas ficará difícil depois dos cinqüenta. Portanto, gaste tempo para fazer um bom balanço da sua carreira, de suas competências e realizações.
Alguns aproveitam e relançam a carreira. Outros se questionam, se dão conta que passaram a vida controlando e abafando parte considerável de sua personalidade e percebem que não chegarão mais no cargo dos seus sonhos.
Nos quarenta, é preciso tomar um pouco de distância do dia-a-dia da empresa e partir na descoberta das motivações mais profundas, “largar a mala” e refletir sobre o que fazer, tentar reencontrar o prazer que tinha aos ‘trinta”. Um balanço de competências é uma ferramenta extraordinária para isso.
Para partir de novo, com o “pé direito”, na busca dos sonhos, dois caminhos são possíveis; romper e começar de novo; ou virar lentamente, passo a passo na direção do sonhado. Os dois caminhos podem dar certo, mas, “convencer” alguém que já te conhece para lhe dar uma nova oportunidade pode ser mais fácil do que se fazer contratar, num cargo novo, por alguém que só te conhece pelo currículo e pela entrevista.
Esta dúvida não existe quando a opção é partir para trabalhar por conta própria, como empreendedor ou como consultor. Tem que romper. Não dá para ser os dois, executivo e empreendedor, ao mesmo tempo.
A pergunta é: e se fracassar? Como superar e buscar novos desafios? Como abordar esse assunto nas próximas entrevistas de recrutamento? É a angústia de todo mundo, principalmente dos “quarentões”.
No caso da ruptura ter sido por demissão, um executivo de direção, nesta idade, pode alegar sempre uma divergência estratégica com o novo diretor, na empresa anterior. Mas, cuidado! O mercado é pequeno e tudo se sabe, de todo mundo. Talvez, seja melhor, reconhecer sua parte de responsabilidade no contexto; o mercado, os resultados, as tensões políticas, etc, mas, preste atenção, existem duas armadilhas a serem evitadas; se auto-flagelar afundando-se em culpas diante do entrevistador ou jogar toda a responsabilidade nos ombros da chefia anterior. O importante é que você saiba a causa do fracasso e consiga comunicar ao entrevistador sem passar mágoas e ressentimentos.
Partir de novo é mais fácil quando se é acostumado a mudar, aliás é até um bom momento para questionar seus métodos e suas competências. Se o “quarentão” ficou muito tempo no mesmo lugar ele corre o risco de ser visto como “enferrujado”… “Por que será que nunca deram uma chance para ele?”
E o que acontece depois dos “quarenta”? O único caminho é um cargo de direção?
Depois dos “quarenta” os degraus podem parecer mais altos e o fôlego mais curto. Normalmente, os “quarenta” é a idade limite de passar do operacional para o estratégico, por isso, a pressão é intensa. Para ultrapassar este momento decisivo as competências técnicas já não são mais suficientes. Agora é preciso saber controlar as emoções, compreender os outros, saber convencer, passar mensagens, e antecipar. Claro, é também preciso saber construir uma rede de contatos.
Nessa fase, muito provavelmente um coaching pode ajudar muito, para fazer perceber os bloqueios (as trincas), e descobrir meios e formas de superá-los (os truques).
Finalmente, os “quarenta” é definitivamente o momento em que se tem o maior valor para o mercado de trabalho; a fusão de conhecimento, experiência e ambição.
O arranque final (além dos cinqüenta)
A maior parte dos “cinquentões” não tem ainda vontade de “tirar o pé”. E eles tem razão! A dúvida; curva prudente ou capotar, é agora ou nunca mais.
Os tempos estão mudando, está começando um “papy-boom” no mercado. Nos últimos anos a quantidade de seniores que são contratados tem sido cada vez maior. A batalha para os cargos mais interessantes se mostra cada vez mais difícil. Na verdade, nos “cinqüenta” ainda se tem tempo para mais dois ou três cargos importantes na carreira.
Não foi um percurso fácil para esta geração sacrificada. Os “cinquentões” viveram todas as crises; choques do petróleo, mudança do padrão dólar-ouro, globalização, etc,. Para piorar eles tiveram dificuldades de alcançar o topo, porque a geração anterior envelheceu se agarrando ao poder, adiando a aposentadoria. Os planos de previdência eram ainda raros. Mas, agora, nem tudo está perdido. Para os que não desistiram, e não querem “tirar o pé”, as empresas começam a olhá-los com um novo olhar. Muitos exemplos de contratação ou promoção para diretoria de “cinquentões”.
Sem, no entanto, partir para a guerra, os executivos experientes podem mais facilmente assumir posições de risco, se colocar em projetos difíceis, conflitantes, sobretudo aqueles que ninguém quer, muito menos os mais jovens por medo de um passo em falso. Os “cinquentões” tem muita “estrada” e se sentem tranqüilos neste tipo de trabalho. Podem, por exemplo, negociar grandes acordos, fechar usinas, demitir grandes grupos, etc. Mas, não é só isso, existem outras missões menos expostas para esta faixa etária. Os “cinquentões”, podem também, dar uma virada lenta e suave para cargos mais funcionais, recursos humanos, por exemplo. Eles conhecem bem a casa, as pessoas, as filiais, etc. Para conseguir esses lugares, eles têm que aceitar certos sacrifícios, do tipo; símbolos de poder, status, responsabilidades, e finalmente, uma progressão financeira mais lenta. Sem problemas para eles. Nos “cinqüenta”, um executivo experiente, em tese, estará mais desembaraçado de constrangimentos financeiros e familiares, pois os filhos já devem ter partido e constituído novas famílias.
Cada vez mais, as grandes empresas contratam os “cinquentões” para trabalhos de duração determinada, começo, meio e fim (ínterim management), com desafios precisos, freqüentemente, com mudanças geográficas e até mesmo internacionais.
As pequenas e médias empresas também são uma grande mina para os “cinquentões”. Pesquisas recentes constataram que as pequenas empresas estão buscando seniores, porque o perfil financeiro e técnico permite que eles sejam extremamente adequados e que aportem muita competência para essas pequenas estruturas. A grande maiorias dos “cinquentões” aceita trabalhar por remuneração variável e até mesmo por um “success fee”, o que permite uma perfeita adequação entre necessidades e possibilidades.
E vamos parar de acreditar que para os “cinquentões” só resta se aposentar e começar uma segunda carreira como “coach”. Isto é marginal.
Concluindo
O mundo vive tempos de grandes mudanças e tudo muda e muito depressa. As empresas são obrigadas a se reinventarem a cada dois ou três anos. Qualquer que seja a sua idade, qualquer que seja o seu momento profissional, uma pessoa não pode parar, ou dormir sobre os louros de uma vitória. O mercado cada vez exige mais competência e experiência.
- A Telefónica e investidores italianos concluíram a aquisição da participação acionária indireta de controle da Telecom Itália, por US$ 5,95 bilhões. A companhia esperava o sinal verde da Anatel, que aprovou na última terça-feira a transação anunciada em maio.
- A Stora Enso, maior fabricante de papel e papelão do mundo, anunciou ontem que vai cortar capacidade de produção por meio de fechamento da fábricas na Finlândia e Suécia para reduzir custos. A companhia sueco-finlandesa, que tem uma parceria com a brasileira Aracruz na Bahia, tem trabalhado para melhorar a lucratividade nos últimos anos, assim como seus rivais, em uma indústria onde o excesso de capacidade tem sido um peso para os preços.
- O Secretário da Indústria e Comércio do Paraná, Virgílio Moreira Filho, confirmou ontem que a Perdigão vai investir uma nova unidade industrial, um frigorífico, em Castro (PR) onde a empresa adquiriu 51% de participação na Batávia, que controla a marca Batavo.
- A previdência aberta deverá encerrar 2007 com crescimento de 25% sobre as vendas de R$ 22,9 bilhões de 2006. A projeção está cinco pontos percentuais acima do que havia sido previsto no começo do ano. O que mostra que uma parcela da população está mais preocupada em poupar para garantir uma renda no futuro.
- A população de baixa renda segue puxando o crescimento do setor de cartões de crédito e pode, já em 2008, ser responsável por mais de 50% do faturamento da indústria. O estudo “Baixa renda: o cartão como instrumento de crédito”, divulgada pela Itaucard, revela que o setor cresce mais forte junto à esta fatia da população tanto em número de plásticos como em faturamento.
Sem comentários »Eventos
- No dia 5 de novembro, Gilberto Guimarães ministrará a palestra “Reestruturando Vidas & Carreiras”, às 16 horas no Auditório 3 da feira ExpoManagement da HSM.
- Após a palestra, às 17h30, haverá uma recepção para a tarde de autógrafos do lançamento do livro “Esta Desabalada Carreira”, de Gilberto Guimarães, no espaço da Livraria Cultura da mesma feira da HSM.
- Aconteceu ontem a entrega do 10º Top of Mind, premiação concedida pela Central de Negócios. O evento, realizado no Tom Brasil, contemplou a BPI com o prêmio na categoria Consultoria de Recolocação (patrocínio pessoa jurídica).
- Em 29 de outubro, será realizado o Fórum de Terceirização, no Novotel Jaraguá São Paulo Conventions, realizado pelo Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo. O objetivo do evento é criar novas proposições para o desenvolvimento, modelos de aplicação e acompanhar as tendências e a competitividade do setor.
Sem comentários »- Imóveis nos EUA; As vendas de imóveis usados caíram 8% em setembro nos Estados Unidos, para a taxa anual de 5,04 milhões de unidades, informou ontem a Associação dos Corretores de Imóveis. É o menor nível em oito anos. A queda superou amplamente as projeções de analistas, que previam recuo de 4,6% para 5,25 milhões de unidades. Em agosto, as vendas somaram a média anual de 5,48 milhões de unidades.
- Merrill Lynch & Co; A Merrill Lynch & Co. registrou o maior prejuízo trimestral de seus 93 anos de história após ter computado US$ 8,4 bilhões em baixas contábeis, o maior valor dado como perdido dentre todas as corretoras até o momento. O prejuízo do terceiro trimestre
- Comércio Exterior; As trocas comerciais do Brasil com o mundo deverão somar US$ 277 bilhões este ano e ultrapassar a barreira dos US$ 300 bilhões no ano que vem. As projeções são da Fundação Centro de Estudos em Comércio Exterior (Funcex). A entidade havia previsto, no fim do ano passado, que a soma das exportações e importações brasileiras seria de US$ 255 bilhões este ano. A projeção foi revista e aumentada por conta do bom desempenho do País.
- Terceira Geração; A Agência Nacional de Telecomunicações divulgou o edital de licitação voltado à telefonia móvel, para a compra de faixas de freqüência por meio da tecnologia 3G (terceira geração) por cerca de R$ 2,8 bilhões.
- Bovespa; A Bovespa conseguiu levantar um valor estimado ontem em R$ 6,625 bilhões na maior abertura de capital já feita no mercado brasileiro. O IPO (oferta pública inicial) foi o mais agitado do ano, com demanda recorde e alteração de preço no meio do processo. Até então, o maior IPO tinha sido o da Redecard, que conseguiu obter R$ 4,64 bilhões.
Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), as ações saíram por R$ 23 -teto do preço fixado pelos coordenadores. Os papéis começam a ser negociados amanhã no Novo Mercado da Bolsa.
- Turismo; A crise da aviação civil não impediu o crescimento do setor de turismo no Brasil. Em 2007, o turismo deverá crescer até 18% se comparado com os dados do ano anterior. A estimativa é do presidente da Associação Brasileiras de Agentes de Viagens (Abav), João Martins Neto. “Na verdade, não existe crise de mercado, pois a atividade e sua demanda estão em franco crescimento, exigindo cada vez mais oferta dos vôos e frequência”, afirmou ele em evento do setor no Rio de Janeiro.
Sem comentários »- Câmbio; Prometida há quatro meses, os benefícios aos setores exportadores foram finalmente transformados em lei. As medidas para os setores mais afetados pela valorização do real ante o dólar constam da lei 11.529, publicada ontem no “Diário Oficial” da União. Serão disponibilizados R$ 3 bilhões.
- Cisco Systems; A Cisco Systems anunciou ontem que concordou em comprar a Navini, fabricante de equipamentos especializada na tecnologia de banda larga sem fio WiMax, por US$ 330 milhões em dinheiro. Objeto de investigação pela Receita e Polícia Federal no Brasil, a companhia informou nos EUA que a tecnologia WiMax poderá ajudar na expansão de negócios em países em desenvolvimento com pouca estrutura tecnológica.
- Nestlé; O gigante do setor de agroalimentação Nestlé anunciou ontem um acordo com o grupo Maabarot Products para controlar sua divisão de alimentação para bebês Materna, líder no mercado israelense, segundo anunciou a multinacional suíça.
- Accor; O grupo francês do setor de hotelaria, Accor, anunciou que pretende transferir mais ativos hoteleiros para ativos gerenciados, contratos de franquia ou leasing até 2010, a fim de melhorar a lucratividade e reduzir a volatilidade dos ganhos.
- Trabalho para imigrantes; A União Européia pretende criar um cartão azul (blue card) para atrair imigrantes altamente qualificados com vários benefícios financeiros e habitacionais, além de menos burocracia. O bloco de 27 países tenta competir com o “green card” norte-americano e com iniciativas de outros países desenvolvidos na disputa pela mão-de-obra estrangeira mais capacitada, cada vez mais importante nessas economias ricas por conta do envelhecimento da população nativa.
- Carrefour; O Carrefour começa a operar no próximo mês um cartão de crédito da rede de supermercados com a bandeira Visa, que será processado pela CSU CardSystem.
- Nike; A americana Nike, maior fabricante mundial de calçados esportivos, deverá pagar US$ 580 milhões pela compra da inglesa Umbro, que entre seus produtos têm uniformes da seleção nacional da Inglaterra. A compra elevará em 10% as vendas de roupas para a prática do futebol da Nike, para US$ 3,4 bilhões.
Sem comentários »Artigo do Dia
Talvez sejamos salvos pela incompetência
A idéia original, que já venho defendendo em artigos anteriores, é a de que a Reforma Tributária é mais importante que a Reforma Trabalhista, na busca da melhoria do nível de emprego no Brasil. Está provado que a complexidade burocrática e o alto peso dos impostos, reduzem a criação de novas oportunidades de trabalho e renda.
Em tom de blague, vale lembrar que em nossa sabedoria popular diz-se que “o do bêbado não tem dono”. Aqui, tem dono sim. Considerando que 83% do preço da “pinguinha” é imposto, o do bêbado tem dono sim, é o Governo. Aliás, o de nós todos, se não tem dono, tem sócio majoritário. O dramático é que, em média 50% do preço de qualquer bem ou serviço produzido, no Brasil, é imposto, e isto reduz significativamente o poder aquisitivo da população, e conseqüentemente, reduz o tamanho do mercado consumidor. Menos mercado, menos emprego.
As estatísticas recentes mostram que 40% da população brasileira vive com menos de R$5 por dia, muito abaixo da linha da miséria. Isso significa que somente 60% da população brasileira poderia participar do mercado consumidor. Mas, participando mesmo desse mercado, existe muito menos gente. Apenas 25% da população brasileira teria condições de realmente poder ser considerada “consumidor”, produtora de riquezas, geradora de empregos. O resto participa apenas de um mercado de sobrevivência, consumindo um mínimo, o indispensável para a sobrevivência, no limite da dignidade.
Caso a carga de impostos fosse reduzida dos atuais 38% do PIB para, por exemplo, 18% do PIB, como no México, isso significaria que haveria uma redução de 25% a 30% no preço dos produtos e serviços, ou seja, um desconto direto. Isso provocaria, automaticamente, um aumento do poder aquisitivo da população, permitindo, também, a entrada no mercado de uma leva enorme de novos consumidores. Isto levaria as empresas a implementarem seus projetos de expansão, gerando, portanto, novos empregos. E seguramente não haveria prejuízo de arrecadação para o governo.
É claro que isso teria que ser feito de maneira planejada e organizada, pouco a pouco, reencontrando um novo equilíbrio, para evitar um efeito paralelo inflacionário.
Vou mais longe. É o peso excessivo do Estado na nossa vida que, na verdade, obriga o peso excessivo dos impostos. Isso sim é uma loucura. Nosso Estado consome mais de 80% do que arrecada em custeio. Arrecada incríveis R$ 650 bilhões por ano, mas, sobra quase nada para investir. Devolve muito pouco em serviços e assistência.
Reforma Tributária seria um meio de gerar novos empregos e permitir que o poder público pudesse cumprir suas promessas de campanha. Mas, só isso não basta. É preciso reduzir, também, a presença e o peso do Estado. Ou reduz o Estado ou dificilmente teremos a geração de empregos.
Medo, é o que você sente ao ver que os impostos continuam a aumentar. Pânico é que você sente ao ler, na entrevista do ex presidente a um membro importante da atual situação, amigos de longa data, que ambos concordam que o partido de situação anterior, e a atual situação, tem os mesmos princípios e ideologias. A peça é a mesma, criador e criatura. O conceito de Estado é o mesmo, o que muda é a forma de implementação. Quando escuto o ex-presidente, agora na oposição, dizer que o que falta é competência, eu penso… “graças a Deus”, porque uma má idéia, má implantada, praticamente inexiste. Se eles fossem competentes o risco ia ser maior, porque, o peso do Estado seria maior ainda. Portanto, agradeçamos à incompetência pública, talvez sejamos salvos por ela………
Sem comentários »- Em decisão inesperada a Câmara dos Deputados acabou com a obrigatoriedade do Imposto Sindical, medida pode significar uma verdadeira REVOLUÇÃO no país. Acredito que este assunto não está sendo adequadamente divulgado e discutido. Caso seja mantida no Senado, isto pode representar o começo de um novo pacto social, mais moderno e democrático.
- Economia Americana; Para a economia americana, já atordoada pelo estouro da bolha do mercado imobiliário, o petróleo a quase US$ 90 vem como o segundo de um par de socos. A razão da alta, além da crescimento explosivo da demanda mundial e de mísera expansão da oferta, é o risco de conflito no Oriente Médio, com a tensão entre turcos e curdos na fronteira norte do Iraque. Segundo economistas, a alta do barril pode fazer EUA crescerem só 1,5% em 2008.
- Pão de Açúcar; O grupo passa a atuar como atacadista e fornecerá mercadorias à União Brasil – um grupo de 203 supermercados no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais e Pernambuco.
- Tributação; A Receita Federal decidiu que o frete relativo ao transporte de carga entre unidades de uma mesma empresa não pode ser deduzido da base de cálculo do PIS e da Cofins. Isso significa que os dois tributos passam a ser cumulativos nesses casos, prejudicando principalmente os setores varejista, agroindustrial, químico/petroquímico e de alimentos e bebidas.
- GlobalAgri; Para atender o contrato de exportação de biodiesel para a França, a GlobalAgri, formada por agricultores e pecuaristas de São Paulo vai investir US$ 100 milhões em usina no Tocantins.
- Telecom Italia; Sob pressão das operadoras e o olhar atento dos investidores, a Anatel deve julgar o acordo de aquisição do controle da Telecom Italia por um consórcio do qual faz parte a espanhola Telefônica. A análise da compra está na pauta da reunião de hoje do conselho diretor da agência.
- Call Centers; As pequenas empresas também têm vez no setor de call center. Com equipes enxutas e serviços especializados, elas conquistam cada vez mais espaço em um mercado que cresceu 11% nos últimos anos e emprega cerca de 750 mil pessoas no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Telemarketing (ABT), os pequenos call centers (com aproximadamente 100 posições de atendimento, as chamadas PAs) já representam 50% do mercado.
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