Arquivo de Novembro de 2007
Pequenas atitudes que provocariam grandes revoluções
Caiu a emenda que eliminaria a obrigatoriedade de pagamento do imposto sindical, mas as centrais poderão ser fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União.
- Fábrica de normas; O relatório Doing Business do Banco Mundial utiliza informações do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário sobre a verdadeira fábrica de normas vigentes no país. Nos 19 anos após a promulgação da Constituição, o Brasil ganhou 3,6 milhões de normas editadas (766 normas por dia útil), 253.900 normas tributárias (2 normas tributárias por hora). 55 emendas constitucionais, 6 emendas constitucionais de revisão. 2 Leis Delegadas, 69 Leis Complementares, 1.012 Medidas Provisórias, 5.491 reedições de MP e 9.240 decretos federais.
- Siemens; O conglomerado industrial alemão Siemens irá reestruturar a empresa e reduzir o conselho de administração. As oito unidades da companhia serão transformadas em apenas três (Siemens, Industrial, Siemens Energy e Siemens Medical Technology). Além disso, de 11 integrantes, o conselho agora terá apenas 8.
- Claro; A Claro lançou ontem, em Brasília, o seu serviço de terceira geração (3G). O próximo passo é lançar o serviço em São Paulo e Rio de Janeiro. Antecipando-se ao leilão de freqüências 3G, marcado para o dia 18 de dezembro, a empresa oferece o serviço em freqüência de 850 MHz.
- Wal-Mart; A inauguração de postos de combustível e a estréia na venda pela internet estão entre as estratégias de expansão do Wal-Mart para 2008.
- Tecnologia; A produtora de softwares Adobe e o grupo Yahoo anunciaram o serviço Ads for Adobe PDF Powered by Yahoo, que permitirá veicular publicidade no formato de documentos PDF.
- A Ping Na Insurance, segunda maior empresa de seguros da China, adquiriu uma participação de 4,2 na Fortis, maior empresa de serviços financeiros da Bélgica, por US$ 2,7 bilhões, na maior aquisição já realizada por uma seguradora chinesa no exterior.
Sem comentários »Artigo do Dia
Desempregado é tratado como doente contagioso, diz especialista
Laura Marques Castelhano
O desemprego não escolhe gênero, não escolhe nível ou escala social e pode atingir a todos que vivem e dependem do emprego e do trabalho para sobreviver. Apesar de ser uma realidade, ou melhor, uma dura realidade, o que vemos é uma sociedade cada vez mais hostil e preconceituosa diante do desempregado.
“Eu tenho uma doença contagiosa: sou um desempregado” é uma frase que expressa em poucas palavras o sofrimento, a marginalização, o sentimento de impotência e por que não dizer a culpa que muitos desempregados sentem por se encontrarem nessa situação. A analogia entre desemprego e doença contagiosa é muito comum nos relatos de profissionais desempregados. É um sentimento constantemente expresso, mas que deve ser analisado com muito cuidado.
Não devemos olhar tal afirmação de maneira simplista, pois estaríamos dizendo: o desempregado é um doente. E isso não é verdade. Dizer que a expressão do que sentem os desempregados sobre sua condição podem ser compreendidas quando nomeiam esse sentimento como ‘uma doença contagiosa’, é diferente de dizer que desemprego é uma doença contagiosa.
A reflexão que devemos fazer é: por que o desempregado sente-se um doente? E por que a sensação de ser algo contagioso? Sem dúvida, o desemprego provoca uma mudança na forma como os contatos sociais são estabelecidos. Antes empregado, o profissional tinha um papel reconhecido e valorizado, agora, com o desemprego, vê sua contribuição social sendo questionada.
É no mundo do trabalho que somos nomeados, ganhamos um lugar de representação de sucesso, de reconhecimento social. Nossa sociedade tenta sustentar a qualquer custo a imagem ideal e são as organizações as maiores produtoras dessa imagem, além de disseminarem o discurso de excelência e perfeição.
Não é incomum vermos os tipos ideais estampados em anúncios de revista, principalmente aquelas que são direcionadas para o público que trabalha na organização. Crescemos ouvindo que ‘o trabalho enobrece o homem’, que ’só não trabalha quem não quer’, evidenciando uma valorização e uma cobrança social, que só reconhecerá quem trabalha e um tipo específico de trabalhador, já que não é qualquer trabalho que é valorizado e reconhecido socialmente.
Nitidamente o emprego institui e define um papel social. Ter um emprego faz com que o sujeito sinta-se parte de um projeto coletivo, que quando perdido põe em cheque sua contribuição social e seu lugar na sociedade.
Por isso o desempregado é colocado numa categoria de margem à sociedade. Ele é visto como um marginal, como pária. Julgado por sua situação, terá que lidar com a hostilidade e a rejeição.
Quantas vezes você não julgou alguém por estar desempregado? Quantas vezes você não disse: “fulano de tal é um vagabundo, ele não trabalha!”, sem ao menos se perguntar o que deve tê-lo colocado nessa situação?
O desempregado vive diariamente o preconceito por sua condição e tem que lidar com situações constrangedoras, principalmente àquelas que estão relacionadas com a busca de um novo trabalho. A maioria dos profissionais que está desempregado reclama do tratamento que recebe nas entrevistas de emprego, muitas vezes relatando histórias de humilhações, desrespeito e preconceito.
Como lidar com situações em que a empresa determina que não contrata desempregados? Como lidar com as situações em que entrevistadores utilizam-se de sua condição de ‘poder’ para colocar o desempregado numa situação de pedinte? E principalmente como lidar com as rejeições dos colegas e amigos que não atendem mais suas ligações?
O desemprego é um fantasma que ronda as relações. As pessoas ‘fogem’ do desempregado, é como se dissessem a ele: fique longe, você me faz lembrar a desgraça e a possibilidade que ocorra comigo o que ocorreu com você, fique longe porque isso pode ser contagioso e eu não sei lidar com esses sentimentos.
Ninguém quer chegar perto de um desempregado, como se fosse uma doença contagiosa, em que qualquer contato pode ser perigoso. O desempregado representa ao outro a concretização de um medo.
Assim, é sentido como uma doença, porque esse é o sentimento do que está à margem; é contagioso, porque ninguém quer estar por perto. Doente pela imagem que têm de si, contagioso porque dele todos fogem.
Esse tipo de sentimento revela a imagem negativa que possui o desempregado em nossa sociedade. O que você vai fazer para mudar isso?
Laura Marques Castelhano é graduada em psicologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), com aperfeiçoamento em psicologia clinica e mestrado em psicologia social, também pela PUC-SP. Atualmente coordena as atividades de pesquisa e desenvolvimento da ONG Amigos do Emprego. Durante seis anos, trabalhou em uma consultoria francesa especializada em gestão de carreira e processos de reestruturação, acompanhando profissionais demitidos dos processos de reestruturação das empresas.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2006/04/26/ult880u4192.jhtm
Sem comentários »- Alimentos; Os preços dos alimentos tiveram alta expressiva na terceira quadrissemana de novembro - período de 30 dias até 22/11 - e fizeram com que o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe ficasse em 0,19% no período, contra uma variação positiva de 0,05% no intervalo anterior.
- Engenharia; A indústria de transformação permanece como principal empregadora de engenheiros no Estado de São Paulo, representando 41,7% da categoria, seguida do setor de serviços, com 28,2%, e de construção civil (11,3%). Cerca de 60% desses profissionais atuam em estabelecimentos com mais de 250 trabalhadores, sendo que nas empresas privadas estão 80% da mão-de-obra. Os dados são de estudo do Dieese, com o Seesp (sindicato de engenheiros). A análise será apresentada hoje.
- O Citigroup Inc. receberá um aporte de US$ 7,5 bilhões em dinheiro do emirado de Abu Dhabi para reforçar seu capital, após os prejuízos recorde registrados devido à inadimplência de setor de empréstimos imobiliários. O valor equivale a uma participação de 4,9% no capital do banco. Ontem, as ações do Citigroup subiram 5,7% nas negociações realizadas na Alemanha após o executivo interino da empresa, Win Bischoff, ter dito em comunicado que o Departamento de Investimento de Abu Dhabi ajudará a “fortalecer nossa base de capital”.
- Benefícios fiscais; O governo prepara mudanças na legislação que trata das renúncias fiscais a instituições filantrópicas. O projeto, coordenado pelo Ministério do Trabalho, visa endurecer critérios para concessão desse benefício.
- Descontos à vista; O projeto que permite aos comerciantes fixar diferentes preços em suas vendas, conforme sejam feitas em dinheiro ou com cartão de crédito, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Estado.
- Tributação; A Associação Brasileira de Franchising (ABF) está montando uma nova ofensiva para extinguir a cobrança de Imposto Sobre Serviços (ISS) das franquias.
Sem comentários »Artigo do Dia
“O mundo não vai esperar pelo Brasil”
Rubens Barbosa - presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp
“O presidente Nicolas Sarkosy, eleito justamente por seu programa de reformas estruturais que pretende levar a França para a linha de frente dos países mais competitivos da Europa, defendeu as medidas propostas como um primeiro passo para introduzir modificações no sistema previdenciário, com o aumento da contribuição e da idade da aposentadoria. Além dessa mudança, Sarkosy propõe a ampliação da jornada de trabalho de 35 para 39 horas, maior facilidade para as demissões, restrições ao direito de greve, preenchimento de apenas metade das vagas abertas por aposentadoria no serviço público, a redução do poder dos sindicatos e da autonomia universitária.”
Depois das reformas de Margaret Thatcher, a Inglaterra foi recolocada na estrada para o futuro, e hoje o país tem um dos índices de desemprego mais baixos do mundo. Depois disso, Felipe González e José María Aznar mudaram a cara da Espanha através de reformas trabalhistas e da flexibilização das legislações fiscal e tributária e trouxeram a Espanha de vota ao século XXI. O que vocês diriam de um país com carga tributária de quase 50%, um crescimento pífio do PIB, com déficit de público qualificado, uma previdência social inviável e altas taxas de desemprego. Essa é a herança maldita que Sarkozy enfrenta na França. E será a herança, pelo andar da carruagem, que será deixada aos próximos governantes brasileiros.
Sem comentários »De novo, sobre pequenas ações que provocam revoluções:
O preço da gasolina nos EUA está na casa dos US$ 3,00 o galão, no Brasil é de US$ 5,00 o galão e na Europa, US$ 7,00 o galão. Caso os EUA aumentem os impostos sobre os combustíveis, fazendo o preço ficar US$ 2,00 mais caro, acaba o déficit americano, cai o consumo e o mundo muda. E por que não mexer? A longo prazo, tem eleições…
- Trabalho; O forte aumento da demanda por carros tem levado o setor automobilístico a ampliar o quadro de funcionários. A Volkswagen e a Ford anunciam mais contratações.
- Varejo; A Magazine Luiza anunciou que abrirá 50 lojas em São Paulo. Para facilitar as operações, a rede inaugurou um centro de distribuição que consumiu R$ 57 milhões e será o pilar da estréia na capital.
- Alimentos; O Grupo Bertin, segundo maior exportador de carne bovina do País, anunciou ontem a compra do controle da Vigor, uma das líderes no mercado de produtos lácteos da região Sudeste. Segundo fontes de mercado, o valor do negócio chegou a R$ 400 milhões.
- Inflação; O mercado financeiro reviu para cima as projeções de inflação. A previsão para o IGP-M é de encerrar o ano em 6,11%.
- Embratel; A Embratel pretende investir cerca de US$ 600 milhões na implantação de uma rede de banda larga sem fio (WiMax). O serviço deverá estar disponível até março nas principais capitais do país.
- Dell; A Dell considera que o ano de 2007 foi de preparação para atuar com agressividade no varejo do Brasil no próximo ano via novas parcerias com grandes redes varejistas e lançamento de novos produtos para conquistar a liderança do mercado total de computadores do país, detida pela Positivo Informática.
- A Anheuser-Busch, segunda maior cervejeira do mundo, lançou marca própria de vodca. Batizado de “Purus”, o produto é feito na Itália a partir de trigo orgânico e custará ao redor de US$ 35,00, segundo a Bloomberg.
- Unilever; A Unilever cortou milhares de empregos nos últimos dois anos e planeja cortar mais 20.000 até 2009. Para realizar o projeto de reorganização total que começou com o corte de metade dos 1.200 executivos de alto escalão da empresa em 2005, o diretor-presidente Patrick Cescau conta com o diretor de recursos humanos, Sandy Ogg. O objetivo da empresa não é apenas cortar o excesso de pessoal, como também mudar a descrição de cargos numa empresa conhecida por ser inflada e lenta.
Sem comentários »Carrefour; O Carrefour, da França, anunciou que planeja registrar até junho seu portfólio de imóveis como uma nova empresa com ações negociadas em bolsa. Terá 60% dos ativos imobiliários do grupo, avaliados em até US$ 35 bilhões.
Crise; A crise no mercado americano de crédito imobiliário de alto risco, ou “subprime”, pode piorar no ano que vem, quando cerca de US$ 362 bilhões em financiamentos imobiliários com juros variáveis estarão sujeitos a aumento nas prestações.
Aviação; A Airbus enfrenta um sério problema por causa da fraqueza do dólar e pode ter que aumentar sua meta de economia de custos para manter-se competitiva em relação à rival americana Boeing.
Energia Nuclear; A Areva, estatal francesa de energia nuclear, deve fechar hoje contratos avaliados em US$ 10,4 bilhões para fornecer dois reatores nucleares à energética estatal chinesa CGNPC, bem como o combustível para alimentá-las por 15 anos e mais urânio para outras usinas, segundo autoridades chinesas e executivos franceses.
Construção; A construtora e incorporadora Rossi Residencial, com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), tem planos de crescer na baixa renda, segmento econômico no qual se especializou.
Xerox; Após uma ausência de seis anos, a Xerox voltou ao grande varejo. A estratégia começou no sábado, na quinta edição da Super Casas Bahia, no Pavilhão de Exposições Anhembi, que funcionará até 23 de dezembro. Em janeiro, os produtos chegam às prateleiras da rede e, no início de 2008, a outros grandes varejistas, como supermercados.
Santander; A companhia britânica de investimentos Sun Capital Partners está pronta para comprar a rede de 1,2 mil agências bancárias de varejo do espanhol Santander por 2 bilhões de euros. O Santander continuará ocupando todas as agências e pagará aluguel ao Sun Capital. O Santander colocou quase todos os seus ativos imobiliários à venda para ajudar a financiar sua parte na compra do holandês ABN Amro, feita em conjunto com o Royal Bank of Scotland e o Fortis.
Fusão e os bancários; Bancários do Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai, Colômbia, Peru e Espanha decidiram, sexta-feira, na 3a reunião conjunta fazer uma ofensiva unificada junto aos governos destes países e à direção mundial do Santander para exigir que os empregos e os direitos trabalhistas e sindicais dos funcionários do ABN e do Santander sejam respeitados durante o processo de incorporação.
Sem comentários »Mudar de emprego dá o maior trabalho, prepare-se
Fonte: Jornal Valor Econômico - 26/11/2007
A idéia de planejar uma mudança de emprego ou de carreira (como empreendedor, por exemplo) ainda é novidade para muitos profissionais e poucos têm a real noção do que significa na prática. Às vezes, mergulha-se de cabeça na primeira oportunidade de mudança e descobre-se, pouco tempo depois, que nem tudo que reluz é ouro. Mudar de emprego dá trabalho e se não for assim, é bom ficar atento.
A transição entre empregos ou carreiras pode e deve ser encarada como um projeto que tem início, meio e fim. Simplesmente mergulhar de cabeça numa mudança dessa magnitude sem cumprir etapas importantes deste projeto, pode gerar insatisfação, perda de tempo, frustração, desgastes desnecessários e, óbvio, re-trabalho.
Uma das fases mais importantes deste projeto é o diagnóstico da situação atual. Ter claro os elementos que mais o caracterizam hoje é fundamental, pois estes servirão de base comparativa para todas as novas oportunidades que aparecerem. Requer tempo e disciplina para que a análise seja isenta dos problemas pontuais e diários que todos têm e que, em maior ou menor dose, sempre existirão como parte intrínseca de qualquer emprego ou carreira.
O que gera a insatisfação com o emprego atual? É o trabalho em si? Ou são as relações estabelecidas entre os pares, superiores ou subordinados? Valores e princípios pessoais e corporativos colidem diariamente? As perspectivas são menores que as pretendidas? A família está pagando um preço alto pela sua demanda profissional? Enfim, estas são apenas algumas das perguntas que podem ajudar a resolver uma das grandes armadilhas da transição profissional que é o querer sair da empresa “x” ou querer, de fato, trabalhar na empresa “y”. Muitas vezes quando só “querer sair” é verdadeiro, trata-se apenas do fugir da situação atual (e muitas vezes sem tentar resolvê-la) e aí qualquer nova oportunidade pode parecer muito melhor. É importante que o “querer trabalhar” na outra empresa também seja verdadeiro.
Quando esta parte do projeto estiver pronta e a resposta estiver fora da empresa atual, é hora de olhar no mercado o comportamento de outras empresas. Como? Através de seus produtos, menções na mídia em geral, publicidade, clientes, fornecedores e principalmente, dos funcionários. As pessoas de uma empresa dizem muito sobre ela e não apenas falando ou escrevendo. O seu comportamento é um grande sinalizador dos princípios e dos demais elementos que a empresa realmente valoriza. E como fazer contato com as pessoas de uma determinada empresa? É um bom momento para colocar em ação o famoso networking- alguém que conhece alguém que trabalha na empresa que você procura.
Estamos acostumados à premissa de que é a empresa quem escolhe um profissional, mas esta crença precisa ser ampliada. Ao iniciar o relacionamento com uma nova empresa, seja através de um headhunter ou de seus executivos, inicia-se o processo de recrutamento e seleção em mão dupla. Um profissional obrigatoriamente deve selecionar a empresa durante sua transição a ponto de declinar ou não de um processo em função das suas constatações. É nas atribuições e atitudes investigativas do candidato que o processo deixa de ser mão dupla.
Muitas vezes não ser assim (investigativo) tem relação com a crença de estar numa posição inferior ou a não querer ser chato ou mal visto pela empresa. E aí perguntas importantes deixam de ser feitas pelo candidato durante o processo de transição, como estas: é uma posição nova na estrutura da empresa? Dá idéia do quanto você terá que trabalhar para mostrar resultados e o quanto de liberdade você terá ou não para criar novos processos, relações, produtos, serviços, entre outros.
É uma substituição? Se sim, vale a pena investigar a razão da troca e para onde foi o antigo ocupante. Saber isto pode dar uma idéia da velocidade de crescimento das pessoas na empresa ou tamanho da paciência, quando os resultados não aparecem. O cargo ainda está ocupado? Esta informação sempre deve ser fornecida pelo condutor do processo a fim de garantir confidencialidade e transição segura, mas quando não o fazem, busque-a. Evite comentar e causar uma situação desconfortável para todos os lados. Lembre-se que o mercado é pequeno e as informações correm rapidamente. quanto tempo ficou no cargo o antigo ocupante? Esta informação pode sugerir vários pontos de atenção, entre eles se a empresa re-trabalha muito a posição, se o perfil foi desenhado corretamente ou se há algo mais sério internamente. Turnover alto também significa erro de gestão de pessoas. A culpa não é só dos candidatos.
Como o processo de transição pode levar bastante tempo é estratégico usar este tempo para explorar e buscar no mercado informações. Planejar a transição pode levar um profissional a diversas conclusões, entre elas, que seu atual ambiente de trabalho é melhor que muitos outros que o mercado oferece. O fato é que, independente do ambiente de trabalho, os problemas que incomodam precisam ser enfrentados antes que cheguem numa situação insuportável.
Sempre fazemos parte dos problemas e das soluções. Ninguém é só problema e ninguém é só solução o tempo todo. O difícil é ver com clareza o cotidiano. Mergulhamos tanto nas atividades e nas rotinas que nos esquecemos de refletir e buscar estrategicamente um jeito diferente de fazer a mesma coisa.
Muitas vezes tirar o fio da tomada por algum tempo pode ajudar. Desligar-se temporariamente para reorganizar a vida em geral, inclusive a carreira, é uma excelente ferramenta de apoio para tomada de decisão. Pode começar pequeno, com um dia de folga, depois com uma emenda de feriado, mais tarde com férias merecidas esticadas e por que não, um período sabático mais longo.
Escrito por Marco A. Quége - coordenador geral dos Certificates e da Educação Executiva do Ibmec São Paulo
Sem comentários »- Empregos I; Mulheres e idosos têm mais vagas novas: Criação de postos aumenta 6,6% entre mulheres, 5,2% entre homens e 9,8% para os empregados entre 50 e 64 anos. Já entre jovens, desempenho é inferior ou negativo, e ministro admite que governo precisa melhorar ação para essa faixa etária.
- Empregos II; Apesar de os números do desemprego divulgados ontem pelo IBGE serem bastante otimistas, o mesmo não se pode dizer em relação aos salários.
O crescimento do rendimento médio real das pessoas ocupadas subiu 1,2% em outubro em relação ao mesmo mês de 2006, depois de altas bem mais significativas no início do ano. Pelos números divulgados, a conclusão é que a economia está empregando mais no país, o que é extremamente animador, mas, ao mesmo tempo, com salários menores. O consultor do Iedi diz que o crescimento do emprego na indústria está subindo pouco, apenas 0,9% em outubro. Já o número de pessoas ocupadas cresceu 2,9%. “O número do crescimento do emprego na indústria é de chorar”, diz o economista. “O problema é que a indústria paga os mais altos salários.”
- Construção Civil; A aposta das principais construtoras e incorporadoras brasileiras no segmento de baixa renda ganha um reforço importante hoje, quando o Sindicato da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon) apresenta um plano para zerar o déficit habitacional brasileiro, que, de acordo com dados do IBGE compilados pela Fundação Getúlio Vargas, está em cerca de oito milhões de moradias.
- Reclame Aqui; Criado em 2002 para clientes indignados reclamarem de maus vendedores ou prestadores de serviços, o site Reclame Aqui se tornou serviço de utilidade pública e agora transforma-se em negócios.
- Minoritários; Um dos mais agressivos acionistas minoritários do país é um advogado português que começou a trabalhar aos dez anos para ajudar a família. Manuel Moreira Giesteira obteve a maior vitória no fim do ano passado, ao negociar a venda de participação minoritárias no Sudameris as ABN AMRO por cerca de R$ 200 milhões. Giesteira era procurador de 28 acionistas, mas outros aderiram ao contrato. O advogado dedicou-se à briga com o Sudameris por sete anos, que incluiu ações na Justiça e turbulento mandato como conselheiro fiscal.
- Rio Tinto; As ações da Rio Tinto subiram ontem na Bolsa de Londres com o possível interesse da Companhia Vale do Rio Doce em fazer uma oferta pelo controle da empresa, para competir com a BHP Billiton.
- Varejo; A Casino, varejista francesa e acionista do Grupo Pão de Açúcar, decidiu acelerar sua estratégia de consolidação no mercado brasileiro colocando mais produtos seus nas gôndolas de sua controlada nacional.
- Accor; A rede francesa Accor Hospitality intensifica seus investimentos na América Latina com o objetivo de dobrar sua capacidade hoteleira na região. A ampliação vai demandar cerca de 2,5 bilhões de euros, sendo 60% deles aplicados no Brasil, principalmente nas bandeiras de médio padrão (Mercure, Ibis e Formule 1) e longe das capitais, em cidades como Petrolina e Sorocaba, onde a empresa já tem empreendimentos.
Sem comentários »EUA só ganham com dólar fraco
Coluna do Alberto Tamer (O Estado de S. Paulo)
Os Estados Unidos só ganham, e muito, com a desvalorização persistente do dólar frente ao euro ou a uma cesta de moedas, 22,5% em cinco anos! E isso, simplesmente, porque se desvaloriza também a sua dívida com o resto do mundo, os seus déficits fiscal, comercial, em conta corrente, enfim. Além disso, um dólar fraco impulsiona as exportações americanas, que não param de crescer sustentando o mercado interno que representa mais 70% do Produto Interno Bruto nacional! O grande desafio dos EUA é a soma dos seus déficits com o resto do mundo. Os EUA tinham um passivo externo líquido decorrente desses déficits da ordem de US$ 2,6 trilhões. Isso representa 19,5% do PIB. Como toda a dívida americana é cotada em dólar, uma desvalorização da moeda em torno de 10% leva a um desconto desse passivo, que era de 19,25% do PIB, para aproximadamente 6% do PIB. Um dólar mais fraco é um fenômeno mais duradouro que irá ajustar os desequilíbrios no mundo, onde a dívida americana só vinha crescendo.
Conclusão
Temos de nos adaptar a esta realidade: o dólar desvalorizado veio para ficar.
- Exército de vendas; 10 mil empregos devem ser gerados ainda neste ano na indústria de shopping centers. Se somados os postos temporários do Natal , esse número pode chegar a 111 mil.
- Varejo; O Brasil entrou na mira das duas maiores cadeias americanas de farmácias, a Walgreens e a CVS. Segundo informações do mercado, as duas já teriam contratado bancos de investimentos para negociar a compra de redes locais de farmácias.
- Setor automotivo; A oferta da indiana Tata Motors pelas inglesas Jaguar e Land Rover, marcas que estão sendo vendidas pela americana Ford, recebeu um apoio importante. O sindicato de trabalhadores Unite disse que a Tata atende aos requisitos de “um parceiro com presença e histórico estabelecidos em fabricação” de veículos. Além da Tata Motors, também estão na disputa pelas marcas a também indiana Mahindra & Mahindra e o fundo de investimentos One Equity Partners.
- Gestão; Comunicação corporativa, reuniões e apresentações devem ser feitas de forma mais concisa possível. Pesquisa mostra que 67,4% detestam pessoas que lêem o que está escrito nos slides de PowerPoint, em vez de explicá-los, e 45,4% preferem tópicos curtos a frases longas. Para melhorar suas apresentações, siga o roteiro:
- Comece pelo fim: Em uma apresentação, comece mostrando as conclusões às quais chegou após sua pesquisa
- Explicação: O segundo passo é explicar por que as conclusões foram aquelas. Apresente motivos e informações concretas, como casos e custos.
- Seu esforço não interessa: A audiência não tem tempo para saber quanto você se dedicou ao projeto. Deixe sua experiência de lado e conte o que querem saber: a idéia, o custo, o tempo
- Tamanho ideal: Bem montada, nenhuma apresentação é curta demais. Executivos não reclamam se você acabar depressa, mas os informar do essencial. Talvez a audiência até o segure mais tempo
Artigo do Dia
O que vem pela frente?
Parece que o fim da era de bonança começa a aparecer. Primeiro a crise dos créditos fáceis nos Estados Unidos. Agora, o novo choque do petróleo. O preço do petróleo bateu mais um recorde. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o contrato para janeiro de 2008 foi vendido a US$ 98,03, alta de mais US$ 3,39. Já na Bolsa de Londres, o Brent para janeiro foi negociado a US$ 95,49, alta de US$ 3,21. Há menos de seis anos atrás, um barril de petróleo podia ser comprado por no máximo US$ 20. Um aumento de quase 400% nesses cinco anos. Até quando a economia mundial agüenta esta alta? Um petróleo ao preço atual, sem dúvida, vai ajudar a provocar uma nova recessão.
O preço do petróleo tem um lugar especial no mundo econômico. As mais danosas recessões mundiais, em décadas recentes, foram precedidas por grandes altas; em 1973 e em 1979, resultantes da atuação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Iniciou-se, então, o período de maiores mudanças ocorridas em prazos tão curtos. Começou lá, mas ainda estamos assistindo o período mais revolucionário desses tempos de grandes mudanças. Não apenas na sociedade, mas também e principalmente nas Organizações. Gente que, quando nasceu, nem rádio tinha, assistiu, ao vivo, a guerra do Golfo, o 11 de setembro, a invasão do Iraque, fala no celular, tem e-mail, invade e é invadido em sua privacidade, acessa o mundo via Internet, e é afogado por milhões de notícias e informações. Grande parte da sociedade economicamente relevante está totalmente integrada, e isto está revolucionando a forma de fazer negócios e a economia mundial.
Tudo começou com o encarecimento dos preços da energia, e, as empresas se viram fragilizadas na estrutura de seus custos. Para se manterem no mercado, racionalizaram a produção, implantaram programas de redução de custos e dos efetivos. Para se fortalecerem começaram a buscar foco e concentração nas atividades mais promissoras e lucrativas e se desfizeram de atividades pouco rentáveis e, também partiram para a conquista de novos mercados, em novas fronteiras. No início dos anos 80, milhares de empresas desapareceram pura e simplesmente, e as reestruturações foram feitas por reagrupamento e fusão de empresas o que acabou gerando grandes grupos, líderes de mercado. A partir daí, a concorrência se aguçou e alguns dos grandes símbolos empresariais começaram a desmoronar. Foi o início da concentração na indústria, no comércio, nas finanças. O mercado se globalizou e a concorrência se estabeleceu além das fronteiras. As relações comerciais internacionais explodiram, crescendo com taxas superiores a 10% ao ano.
Desde então, aumentos do petróleo provocam temor de redução do crescimento. As empresas que usam petróleo ficam sujeitas a custos mais elevados que, se não puderem ser repassados através de aumentos nos preços, podem fazer com que parte da produção torne-se não lucrativa. Os consumidores, ao pagar mais por seu petróleo, seu transporte, seu aquecimento, seus produtos plásticos e embalagens, vêem sobrar menos dinheiro para gastar em outras coisas. E, se estes custos forem repassados, a inflação volta. O preço do petróleo afeta não só o custo da energia, altera a matriz de transportes, mexe na cadeia química, farmacêutica, nas embalagens, quase tudo, enfim.
Porque então a recessão não parece ter começado ainda? Dois novos estudos de três economistas - um de Olivier Blanchard e Jordi Galí; outro de William Nordhaus - propõem-se a explicar as razões. Eles chegaram a conclusões similares: os choques já não são tão prejudiciais porque o consumo de petróleo é menor do que no passado, porque a economia é mais flexível e porque os bancos centrais são mais eficazes no controle da inflação. Os países ricos consomem menos da metade do petróleo que usavam em 1970 para cada dólar (ajustado pela inflação) de Produto Interno Bruto (PIB). Assim, embora os preços, em termos reais, tenham voltado a níveis da década de 70, seu impacto não é tão violento. Um impacto adverso mais amplo no mercado de trabalho e na produção depende de em que medida esses custos mais altos sejam absorvidos. Se os trabalhadores insistirem em aumentos salariais reais para conservar seu poder de compra, os custos das empresas sofrerão um impacto adicional, resultando em demissões, maior desemprego e demanda reprimida. Na medida em que os trabalhadores absorverem o impacto, aceitando o encarecimento do petróleo reduzindo, assim, seu salário líqüido -, o dano colateral será menor. A rigidez das economias na década de 70 - quando o poder dos sindicatos e os contratos de trabalho indexados implicavam salários “imexíveis” - apenas multiplicava os efeitos adversos dos choques do petróleo. Os atuais mercados de trabalho flexíveis permitem que os choques do petróleo sejam absorvidos com menores conseqüências nefastas.
Mas, em menor ou maior grau, um novo modelo econômico e um novo pacto social estão por vir. É bom preparar-se, antecipar mudanças, alterar leis ultrapassadas, reduzir carga tributária para devolver poder de compra, recriar uma infra-estrutura, já baseada em novas formas e modelos. Enfim, quem ficar parado vai pagar caro, de novo.








