Artigo do Dia
“O mundo não vai esperar pelo Brasil”
Rubens Barbosa - presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp
“O presidente Nicolas Sarkosy, eleito justamente por seu programa de reformas estruturais que pretende levar a França para a linha de frente dos países mais competitivos da Europa, defendeu as medidas propostas como um primeiro passo para introduzir modificações no sistema previdenciário, com o aumento da contribuição e da idade da aposentadoria. Além dessa mudança, Sarkosy propõe a ampliação da jornada de trabalho de 35 para 39 horas, maior facilidade para as demissões, restrições ao direito de greve, preenchimento de apenas metade das vagas abertas por aposentadoria no serviço público, a redução do poder dos sindicatos e da autonomia universitária.”
Depois das reformas de Margaret Thatcher, a Inglaterra foi recolocada na estrada para o futuro, e hoje o país tem um dos índices de desemprego mais baixos do mundo. Depois disso, Felipe González e José María Aznar mudaram a cara da Espanha através de reformas trabalhistas e da flexibilização das legislações fiscal e tributária e trouxeram a Espanha de vota ao século XXI. O que vocês diriam de um país com carga tributária de quase 50%, um crescimento pífio do PIB, com déficit de público qualificado, uma previdência social inviável e altas taxas de desemprego. Essa é a herança maldita que Sarkozy enfrenta na França. E será a herança, pelo andar da carruagem, que será deixada aos próximos governantes brasileiros.
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