Arquivo de Dezembro de 2007
Fechamos 2007!
Nosso primeiro ano do blog desabalada carreira. Muita coisa foi feita, mas muito mais ainda será feito em 2008. Temos inúmeros projetos prontos para serem implantados nesse novo ano …… aguardem.
Esperamos continuar contando com voces. Até 2008!
Sem comentários »
CEO: profissão perigo III
As lideranças nas empresas não sabem como lidar com a permanente incerteza. O fato de viverem na instabilidade torna muito complicado fazerem previsões do que vai acontecer com os negócios e, por conseguinte, do que vai ser a evolução de suas carreiras e a de seus colaboradores. As empresas devem adaptar-se no “aqui-e-agora” às evoluções do seu ambiente, enquanto que a gestão da carreira e das competências são atividades de longo prazo. Enquanto o período básico do ciclo de produção e controle de resultados é mensal, a base de tempo para a gestão das pessoas vai muito além, sobretudo quando se trata de desenvolvimento de competências, independentemente do setor profissional ou dos cargos. Esta dualidade temporal nos sistemas de gestão acarreta conseqüências para o desenvolvimento organizacional da empresa. Ela leva, freqüentemente, os líderes a reconhecerem a impossibilidade de se prever as necessidades de desenvolvimento. Ao invés de uma de gestão previsional, estatística, o mais correto seria a criação de um modelo de gestão mais prospectivo, avaliativo, na tentativa de antecipar o que vai acontecer no futuro, pela observação e análise do já está ocorrendo.
Esta problemática da incerteza traduz-se por uma necessidade de antecipação das decisões, que se impõe, particularmente, no domínio das competências essenciais para o sucesso do negócio e dos indivíduos. Nestes tempos de grandes mudanças, é muito mais complexo o desenvolvimento e a gestão das competências, devido a diversos fatores. Primeiro a aceleração dos ritmos das empresas (ciclos de vida dos produtos, evoluções tecnológicas e organizacionais, mudanças sociais, etc) que afeta todas as áreas e funções da empresa. Todos devem estar preparados para enfrentar uma mudança profunda e rápida da natureza do trabalho. Além disso, as ansiedades e expectativas dos empregados devem ser, muito mais que antes, levadas em conta, porque o descontentamento e as frustrações podem originar disfunções prejudiciais ao desempenho global da organização, sobretudo porque a continuidade da carreira e o valor das remunerações não estão mais associados à experiência, mas sim as competências e as necessidades do mercado.
Sem comentários »Artigo do Dia
Liderança e desemprego
A situação de insegurança e instabilidade gerada pela nova forma de gestão e pela expectativa de reestruturações acaba criando um significativo medo de perder o emprego. Este medo de perder o emprego é muito prejudicial para a economia e para a produtividade. O profissional que está com medo de ser despedido passa a ter uma atitude de defesa, não inova, não cria, não enfrenta e, muitos até se afastam por doença. Começam a ver a empresa como a “dona da sua sobrevivência”, e a sentir revolta e ressentimento, já que é natural não se gostar de quem é uma ameaça o tempo todo. Esta relação conflituosa entre o medo e o ressentimento é terrível do ponto de vista da produtividade da empresa e da economia. Finalmente, este medo da demissão, acaba prejudicando a cooperação entre membros de uma equipe. Será sempre, nestes momentos de reestruturação, “ou ele ou eu” a ser demitido, e sempre será ”melhor ele do que eu”. As equipes se desagregam, e a produtividade cai. O importante agora é conseguir romper este círculo vicioso, reduzindo esse medo. Além de se atacar os aspectos econômicos geradores do desemprego, é fundamental atacar os aspectos psicológicos do medo da perda do emprego.
O fator da eficácia da empresa se apóia sobre as competências dos empregados, mas a empresa, hoje, não se considera mais como a única responsável por identificar e desenvolver suas competências. No novo modelo, são os empregados que devem também assumir essa responsabilidade. Os empregados devem até ser incentivados a olhar no mercado as novas oportunidades de trabalho que se apresentam e as novas competências e habilidades exigidas. Faz parte de um novo pacto social, o fato da empresa se comprometer a assegurar o emprego apenas enquanto o mercado permitir, mas, deve ajudar a desenvolver as novas competências para permitir aos empregados fazerem carreira e terem possíveis promoções, mesmo fora da empresa. A empresa deve também procurar tornar o trabalho o mais interessante e “atualizado” possível como forma de recompensar o desempenho e assegurar a empregabilidade dos empregados. A relação entre empregador e empregado seria, então, fundada sobre a análise das opções possíveis para cada uma das partes, de acordo com os períodos e o estado do mercado de trabalho. A lealdade e o comprometimento, o turn-over, a satisfação no trabalho, etc, estão ligados à possibilidade de encontrar um outro trabalho. Gerenciar estas dimensões representa incluir na função do líder uma maior capacidade de antecipação. É também sua função criar uma nova ética nas relações de trabalho que permita compartilhar um sentido comum e que passe pela edição de princípios, devem estruturar as relações entre empregador e empregados.
Sem comentários »-
O chefe morreu
A chefia, tal como a conhecemos, não faz mais sentido. Na nova “Sociedade do Conhecimento”, a inovação, a informação e o conhecimento passam a ser tão ou mais importante que o capital financeiro. Surgem grandes corporações constituídas com muito pouco capital. Isto amplifica o conceito da valorização do indivíduo, pois conhecimento é gente, competência é o conhecimento aplicado. O Conhecimento é o primeiro “produto” na história econômica que se produz, vende, e entrega, mas se continua com a posse dele. A capacidade de solucionar o problema continua com cada um. O trabalhador do conhecimento é, finalmente, o dono dos seus meios de produção e do produto do seu trabalho. Isso é radicalmente novo e muda completamente a forma de organizar e gerir as pessoas.
Não se consegue mais impor a antiga forma de gestão por números, métricas, valores e prazos, através de estruturas hierárquicas, pré-definidas, departamentalizadas. Não se aplica mais o conceito básico de subordinação. Os trabalhadores do conhecimento sabem mais do que seus “chefes”. Não existe mais a estrutura clássica de subordinação. O chefe, tal como o conhecíamos, morreu.
A nova estrutura organizacional precisa incorporar essa flexibilidade e especialização na qual o chefe vira um maestro e passa a liderar especialistas, definir e transmitir sua visão, fixar metas, mobilizar e incentivar.
Sem comentários »1 - o governo “economiza” mais de R$10 bilhões com o fim da CPMF sobre suas próprias movimentações financeiras. O diabo não é tão feio quanto ele pinta.
2 - o mercado (consumidores) recebe de volta para poder gastar os R$40 bilhões que a CPMF tirava de circulação e dava ao governo. Só isso já justifica um aumento de consumo e, portanto, mais receita de outros impostos pelo governo. O diabo não é tão feio quanto ele pinta.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Alimentos tem maior alta desde janeiro de 2003 (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- Bancos apostam no dólar e compram 2,5 vezes mais em dezembro que em janeiro. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- Trigo fecha em forte alta nos USA. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
DROPS Empresas:
- Telefonica anuncia mudanças no comando. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
DROPS Carreira:
- Alivio no emprego; pelo metodo do Dieese taxa de desemprego cai de 15% para 14,6% nas 6 capitais onde é feito o levantamento. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
Sem comentários »DROPS Pergunta e Resposta:
- envia sua pergunta para blog@desabaladacarreira.com.br
DROPS Carreira:
- 4,2 milhões trabalham com cultura no país. Mão-de-obra empregada em atividades culturais cresce 5,4% de 2005 a 2006, contra 2,4% de expansão da média geral. (mais detalhes, Folha de S. Paulo)
DROPS Economia:
- Sonia Racy: As perspectivas não tão boas para 2008 estão deixando o mercado financeiro de mau humor… (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- Exportadores prevêem que superávit caia 22% em 2008. (mais detalhes, Folha de S. Paulo)
- Brasil é o único país dos Brics que não avança em lista de PIB. País foi a 10ª maior economia em 2005 em dois métodos usados pelo Banco Mundial. (mais detalhes, Folha de S. Paulo)
- A internet superou a TV, na Europa, como fonte de informação. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- A construção de residências novas nos Estados Unidos diminuiu 3,7% em novembro e caiu ao ritmo mais lento em 16 anos. (mais detalhes, Valor Econômico)
- Depois de fechar o cerco contra as más condições de trabalho e a exploração infantil nos canaviais paulistas nos dois anos, a atuação do Ministério Público do Trabalho irá se concentrar na citricultura em 2008. (mais detalhes, Valor Econômico)
- Analistas descartam estagflação nos EUA. Maioria discorda de Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, para quem país já sente efeitos do fenômeno. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- BCE injeta US$ 500 bilhões no mercado financeiro. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- OCDE pede ao Brasil mais rigor contra corrupção. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
DROPS Empresas:
- Em menos de um mês, montadoras fazem recalls de 100 mil carros. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
Sem comentários »
CEO: Profissão Perigo II
por Fernando Blanco
O capitalismo, ou o mercado, vive um momento de esquizofrenia, pois sabe que as corporações não prosperam sem uma correta e consistente implementação das estratégias de médio e longo-prazo, que foram tão exaustivamente discutidas e, finalmente, aprovadas.
Porém, este mesmo mercado avalia as empresas, e estas avaliam seus executivos com base em resultados de curtíssimo-prazo.
Isto não vai longe, pois o grau de stress que atinge os altos escalões fará com que estes errem ou deixem as empresas, levando a uma queda na qualidade e na produtividade de tais empresas. Aí sim teremos perda de valor na bolsa, por conta de más decisões estratégicas e gerenciais, e não apenas pela miopia de se avaliar empresas pelo curtíssimo-prazo.
O tecido organizacional vai se esgarçando e veremos uma virada em direção a posturas mais coerentes. Veremos uma virada - dolorosa - em direção à diminuição da remuneração financeira para todos os agentes, ou talvez que esta seja mais diluída no tempo. Afinal, no limite, a remuneração da cadeia de “opinion makers” é o grande agente motivador de tamanha aceleração na busca de resultados imediatos.
Fernando Blanco é executivo formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, com pós-graduação em MSc International Banking & Financial Studies, pela Heriot-Watt University. Presidente da Coface do Brasil, seguradora de crédito de origem francesa, foi diretor de crédito para clientes Middle Market e Corporate dos bancos ABN Amro e ING.
Sem comentários »DROPS Carreira:
- A fabricante de tecidos Paramount investe em moda casual e planeja rede de 30 lojas em 4 anos. (mais detalhes, Valor Econômico)
DROPS Empresas:
- A GP Investiments, maior empresa de participações da América Latina, vai comprar quatro brasileiras de recursos humanos por R$ 100 milhões (US$ 55,2 milhões). A empresa disse a autoridades reguladoras que irá comprar Soma Gestão de Serviços e Desenvolvimento de Recursos Humanos, Soma Staffing Trabalho Temporário, Top Services Serviços e Sistemas e People Domus Assessoria em RH. (mais detalhes, Folha de S. Paulo)
- O Ministério Público do Trabalho (MPT) iniciou Ação Civil Pública contra a rede C&A por utilizar uma cooperativa de fachada na intermediação da mão-de-obra de costureiras. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- Nissan vai fabricar carro de passeio no Brasil. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- BS Colway fecha fábrica e demite 700. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
DROPS Economia:
- IGP-10 fecha ano com maior alta desde 2004. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- Açúcar dispara e tem maior preço em 5 meses. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- Alta de grãos pressiona Natal e terá “próspero ano novo”. (mais detalhes, Valor Econômico)
- Fim da era dos alimentos baratos no mercado mundial. (mais detalhes, Valor Econômico)
- Arroz acompanha a curva ascendente das commodities. (mais detalhes, Valor Econômico)
- Armínio vê risco alto de esfriamento. (mais detalhes, Valor Econômico)
- Boato; Corre que um grande banco quer sair do Brasil, a exemplo do BankBoston. (mais detalhes, O Estado de S. Paulo)
- Conselho Nacional de Seguros Privados aprovou ontem as regras para a abertura do mercado de resseguros no Brasil a partir de janeiro. (mais detalhes, Valor Econômico)
DROPS Perguntas e Respostas:
Tenho mais de 50 anos e não consigo arrumar emprego… Por onde eu começo? (Ricardo, São Paulo)
O mercado de trabalho tem mudado muito. Um dos pontos mais importantes dessa mudança e a re-valorização de profissionais “seniors”. Na verdade o mercado busca profissionais que rapidamente entrem em ação, sem muita necessidade de formação adicional. As áreas que mais valorizam a experiência são as que exigem mais conhecimento e especialização, como TI, engenharia civil, logística, controladoria financeira, etc.
O importante é manter a motivação nas buscas e estar “visível”.
envie sua pergunta para blog@desabaladacarreira.com.br
Sem comentários »-
CEO: Profissão Perigo
Enquanto a longevidade dos seres humanos cresce, a longevidade dos executivos cai assustadoramente. Estamos assistindo um festival mundial de demissões de CEOs. No varejo, no sistema financeiro, na indústria, nos serviços, a lei é uma só: ou ele consegue resultados de curto prazo, ou é trocado por novas promessas. Sempre existirá alguém que se julga capaz de promover uma reviravolta.
Os CEOs entraram para o grupo de profissões de alto risco, que é ainda liderado pelos técnicos de futebol.








