O chefe morreu

A chefia, tal como a conhecemos, não faz mais sentido. Na nova “Sociedade do Conhecimento”, a inovação, a informação e o conhecimento passam a ser tão ou mais importante que o capital financeiro. Surgem grandes corporações constituídas com muito pouco capital. Isto amplifica o conceito da valorização do indivíduo, pois conhecimento é gente, competência é o conhecimento aplicado. O Conhecimento é o primeiro “produto” na história econômica que se produz, vende, e entrega, mas se continua com a posse dele. A capacidade de solucionar o problema continua com cada um. O trabalhador do conhecimento é, finalmente, o dono dos seus meios de produção e do produto do seu trabalho. Isso é radicalmente novo e muda completamente a forma de organizar e gerir as pessoas.

Não se consegue mais impor a antiga forma de gestão por números, métricas, valores e prazos, através de estruturas hierárquicas, pré-definidas, departamentalizadas. Não se aplica mais o conceito básico de subordinação. Os trabalhadores do conhecimento sabem mais do que seus “chefes”. Não existe mais a estrutura clássica de subordinação. O chefe, tal como o conhecíamos, morreu.

A nova estrutura organizacional precisa incorporar essa flexibilidade e especialização na qual o chefe vira um maestro e passa a liderar especialistas, definir e transmitir sua visão, fixar metas, mobilizar e incentivar.



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