Arquivo de Fevereiro de 2008
O lado bom:
País anuncia que ‘zerou’ dívida externa.
O lado ruim:
A custa de um prejuízo de US$ 15,314 bilhões do Banco Central que compra e aplica dólares e se endivida em Reais.
DROPS Empresas:
- A gigante de alimentos Nestlé é um navio-tanque pesado. O futuro presidente-executivo da empresa, que assume o cargo em abril, disse que pretende transformá-la numa frota de veleiros ágeis e eficazes.
- Google vai vender publicidade em vídeos.
- A Microsoft planeja abrir a programadores de outras empresas interfaces que ajudam a criar aplicativos compatíveis com o sistema operacional Vista e Office 2007.
- Vivo registra prejuízo de R$ 99,4 milhões no ano passado. Em 2006, a empresa havia lucrado R$ 16,3 milhões.
- A alteração na alíquota do ICMS em São Paulo, aprovada em dezembro, pode reduzir em até 1,5 ponto percentual a margem de lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações da Positivo Informática.
- TAM muda marca para tentar reverter desgaste.
- A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo anunciou novo aumento do preço do aço no mercado europeu, 40 euros por tonelada para alguns produtos planos.
- O UBS, banco suíço que foi um dos mais atingidos pela crise dos títulos hipotecários “subprime”, reduziu de três para um ano o mandato dos membros do conselho, numa aparente reação a pressões de acionistas por mudanças no órgão.
- A fabricante de sandálias Crocs encerrou o ano passado com lucro líquido de US$ 168,2 milhões, um aumento de 161,2% em relação a 2006.
- A Johnson Controls inicia no próximo mês o projeto de expansão de sua produção de compressores alternativos. Após transferir a fábrica da Dinamarca para São Paulo, a companhia prevê elevar sua produção de 300 unidades para 2 mil unidades por ano a partir de 2009.
- O grupo de private equity Calyle, com ativos globais de US$ 75 bilhões, fechou acordo com o grupo Fibra, da família Steinbruch, para construit um edifício comercial no centro do Rio.
- A Continental, fabricante alemã de autopeças, anunciou que vai cortar 2.000 vagas em todo o mundo como parte da integração da firma de eletrônicos para carros VDO, comprada recentemente da Siemens.
DROPS Economia:
- A economia dos 27 países que formam a União Européia terá crescimento econômico de 2% este ano afirmou a Comissão Européia.
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Caos e oportunidades
A cidade de São Paulo atinge hoje a marca recorde de 6 milhões de veículos. São feitos 800 novos licenciamentos por dia. Caos e oportunidades.
Quanto ao caos, não há o que fazer.
Para as oportunidades, treinamentos não presenciais, trabalho remoto (home office) e interiorização de empregos são tendências que vão dar dinheiro.
DROPS Economia:
CONSELHO DO FMI
França tem de mudar regras de trabalho
Depois de reduzir a projeção de crescimento da França em meio ponto porcentual, para 1,5% este ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) insistiu ontem que o país precisa promover reformas no mercado de trabalho. Em nota, o FMI disse que a rigidez do mercado de trabalho e do setor de serviços é a raiz dos problemas de crescimento francês. Os membros do Conselho Executivo do FMI aconselharam o governo a pôr limites nos reajustes futuros do salário mínimo, afrouxar as normas que regem as 35 horas de trabalho semanais e flexibilizar os contratos para facilitar a admissão e dispensa dos empregados.
- Cotação do petróleo volta a bater recorde em NY. Possível corte nos juros dos EUA anima investidores, e barril chega a US$ 100,74, a maior cotação da história.
- O número de empresas americanas que deixaram de pagar dívidas elevou-se a cinco em janeiro. O resultado é o pior em 28 meses, com mais de US$ 4 bilhões em dívidas não pagas, de acordo com relatório da Standard & Poor’s.
- Redução de juro não afastou risco, revela ata do Fed.
- 2,4 milhões foi o número de cheques devolvidos por falta de fundos em janeiro.
- Começam as pressões para alta no preço do aço.
- Receita atua contra entrada de pneus usados.
DROPS Empresas:
- Banco do Brasil dá partida à incorporação de banco catarinense. Como ficarão os PDVs já assinados que previam grandes indenizações e outplacement?
- Sun adere ao código aberto e volta ao azul.
- Crocs cresce com vendas fora dos EUA.
- O Wal-Mart afirmou que planeja abrir de 10 a 15 lojas atacadistas na Índia nos próximos sete anos.
- A GMAC, financeira que já pertenceu à GM, vai fechar a maioria de suas agências de financiamento de veículos nos EUA e Canadá este ano e cortar quase 1.000 vagas, para diminuir custos em face da queda dos lucros no negócio.
DROPS CEO – Profissão Perigo:
- Carreira e Oportunidade: Maioria dos CEOs não fala inglês. Segundo levantamento, apenas 13,7% dos dirigentes de empresas domina completamente o idioma.
Sem comentários »CEO – Profissão Perigo: Aprendendo a ler nas entrelinhas
Uma quantidade grande de CEOs e fundadores estão sendo promovidos para funções não operacionais. Normalmente, isso acontece quando os acionistas das empresas ainda precisam do conhecimento, da liderança e da imagem deles, mas tem planos estratégicos ou vivem momentos que necessitam de outras competências e ambições renovadas.
No mercado chamam essa promoção de “cair para cima”.
Sem comentários »DROPS Carreira:
- Executivos, que evitavam a Justiça do Trabalho e preferiam meios alternativos para solucionar controvérsias, têm cada vez mais procurado o Judiciário para resolver pendências com as empresas nas quais trabalharam. Essas ações têm uma peculiaridade: pleiteiam indenizações porque os executivos se sentiram “injustiçados” por práticas que eles consideram humilhantes.
DROPS Empresas:
- A Petrobras firmou parceria com a japonesa Mitsui e a Camargo Correa para a construção do alcooduto ligando a cidade de Senador Canedo (GO) à Paulínia (SP).
- A partir de março, a General Motors vai implantar o terceiro turno na fábrica de São Caetano do Sul. A medida inclui a contratação de 600 funcionários temporários e um acréscimo de 50 mil unidades à produção anual.
- O edifício GM, na Quinta Avenida em Nova York, que pertence ao investidor Harry Macklowe, foi colocado à venda e já atraiu uma oferta de pelo menos US$ 3 bilhões, feita pelo investidor Joe Cayre e sócios do Oriente Médio. Se concluída a venda, será um preço recorde para um edifício vendido.
- Depois de perder a licença da Lacoste, a Paramount não poderia começar diferente. A primeira coleção de sportwear da Alfaiataria Paramount abusa das camisetas pólos.
- A rede carioca de ensino superior Estácio Participações, que é a maior do país em número de alunos, anunciou a compra de três instituições paulistas: as faculdades Brasília, Interlagos e Europan.
- A Femsa prevê que investirá US$ 400 milhões em 2008. A maior engarrafadora da Coca-Cola da América Latina, dona da Kaiser, informou também que teve lucro de US$ 242 milhões no quarto trimestre, 58% maior que o de um ano.
- O acordo de livre comércio entre os Estados Unidos e o Cafta, bloco que reúne os países da América Central, em vigor desde janeiro do ano passado, foi a senha para a instalação da fábrica de tecidos Pettenati, fabricante de Caxias do Sul (RS), está construindo em El Salvador.
- Seis meses depois de assumir o volante da Chrysler LLC, o diretor-presidente da empresa, Robert Nardelli, começa a pôr em prática sua primeira grande reorganização na montadora: uma ampla mudança nas operações de engenharia. Nos próximos meses, a Chrysler vai expandir operações nos centros de engenharia na China e no México e preparar a abertura de outros na Índia e no Leste Europeu, como parte de uma iniciativa para internacionalizar uma empresa altamente dependente do seu mercado interno na América do Norte.
- Zara muda para ficar mais ágil e acelera expansão internacional.
- Lucro da Nossa Caixa recua 33,2% em 2007.
- O Citigroup anunciou que venderá ou fechará algumas operações de varejo bancário e de crédito ao consumidor na Europa, América Latina e Ásia.
- O Credit Suisse informou que erros e alocações equivocadas feitos por vários operadores, bem como condições desfavoráveis ao mercado, obrigaram-no a reduzir em US$ 2,85 bilhões o valor de sua carteira de títulos lastreados por recebíveis imobiliários, o que reduzirá em US$ 1 bilhão o lucro no primeiro semestre.
- Pressionada pelo câmbio, que afetou suas exportações, a Buettner, empresa de confecções de Brusque (SC), fará seu terceiro ajuste desde 2005. Vai cortar o número de funcionários e reduzir a produção entre 10% e 15%.
DROPS Economia:
- As oportunidades de negócios entre empresas brasileiras e estrangeiras atraem escritórios de advocacia de grande porte do exterior para abrir filial aqui o atuar em Direito estrangeiro.
- O petróleo teve alta ontem de 4,7% para US$ 100,01 o barril no mercado futuro de Nova York.
DROPS Emprego:
- O emprego formal bateu recorde em janeiro, com a criação de 142,9 mil vagas. Foi o melhor desempenho para o mês, com alta de 35,5% sobre janeiro de 2007. Em 12 meses, foi criado 1,6 milhão de empregos.
Sem comentários »DROPS Carreira:
- Executivos, que evitavam a Justiça do Trabalho e preferiam meios alternativos para solucionar controvérsias, têm cada vez mais procurado o Judiciário para resolver pendências com as empresas nas quais trabalharam. Essas ações têm uma peculiaridade: pleiteiam indenizações porque os executivos se sentiram “injustiçados” por práticas que eles consideram humilhantes.
DROPS Empresas:
- A Petrobras firmou parceria com a japonesa Mitsui e a Camargo Correa para a construção do alcooduto ligando a cidade de Senador Canedo (GO) à Paulínia (SP).
- A partir de março, a General Motors vai implantar o terceiro turno na fábrica de São Caetano do Sul. A medida inclui a contratação de 600 funcionários temporários e um acréscimo de 50 mil unidades à produção anual.
- O edifício GM, na Quinta Avenida em Nova York, que pertence ao investidor Harry Macklowe, foi colocado à venda e já atraiu uma oferta de pelo menos US$ 3 bilhões, feita pelo investidor Joe Cayre e sócios do Oriente Médio. Se concluída a venda, será um preço recorde para um edifício vendido.
- Depois de perder a licença da Lacoste, a Paramount não poderia começar diferente. A primeira coleção de sportwear da Alfaiataria Paramount abusa das camisetas pólos.
- A rede carioca de ensino superior Estácio Participações, que é a maior do país em número de alunos, anunciou a compra de três instituições paulistas: as faculdades Brasília, Interlagos e Europan.
- A Femsa prevê que investirá US$ 400 milhões em 2008. A maior engarrafadora da Coca-Cola da América Latina, dona da Kaiser, informou também que teve lucro de US$ 242 milhões no quarto trimestre, 58% maior que o de um ano.
- O acordo de livre comércio entre os Estados Unidos e o Cafta, bloco que reúne os países da América Central, em vigor desde janeiro do ano passado, foi a senha para a instalação da fábrica de tecidos Pettenati, fabricante de Caxias do Sul (RS), está construindo em El Salvador.
- Seis meses depois de assumir o volante da Chrysler LLC, o diretor-presidente da empresa, Robert Nardelli, começa a pôr em prática sua primeira grande reorganização na montadora: uma ampla mudança nas operações de engenharia. Nos próximos meses, a Chrysler vai expandir operações nos centros de engenharia na China e no México e preparar a abertura de outros na Índia e no Leste Europeu, como parte de uma iniciativa para internacionalizar uma empresa altamente dependente do seu mercado interno na América do Norte.
- Zara muda para ficar mais ágil e acelera expansão internacional.
- Lucro da Nossa Caixa recua 33,2% em 2007.
- O Citigroup anunciou que venderá ou fechará algumas operações de varejo bancário e de crédito ao consumidor na Europa, América Latina e Ásia.
- O Credit Suisse informou que erros e alocações equivocadas feitos por vários operadores, bem como condições desfavoráveis ao mercado, obrigaram-no a reduzir em US$ 2,85 bilhões o valor de sua carteira de títulos lastreados por recebíveis imobiliários, o que reduzirá em US$ 1 bilhão o lucro no primeiro semestre.
- Pressionada pelo câmbio, que afetou suas exportações, a Buettner, empresa de confecções de Brusque (SC), fará seu terceiro ajuste desde 2005. Vai cortar o número de funcionários e reduzir a produção entre 10% e 15%.
DROPS Economia:
- As oportunidades de negócios entre empresas brasileiras e estrangeiras atraem escritórios de advocacia de grande porte do exterior para abrir filial aqui o atuar em Direito estrangeiro.
- O petróleo teve alta ontem de 4,7% para US$ 100,01 o barril no mercado futuro de Nova York.
DROPS Emprego:
- O emprego formal bateu recorde em janeiro, com a criação de 142,9 mil vagas. Foi o melhor desempenho para o mês, com alta de 35,5% sobre janeiro de 2007. Em 12 meses, foi criado 1,6 milhão de empregos.
Sem comentários »A Convenção 158 e Empregabilidade
O governo espera que o Congresso Nacional ratifique a convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Nos poucos países que já ratificaram a convenção 158, o sistema funciona como um impedimento à demissão não justificada. A maioria dos países que aderiu são pequenos e pouco desenvolvidos, da África e do Leste Europeu. Dos países desenvolvidos, destacam-se a Europa com França, Espanha, Finlândia, Portugal e Suécia, que acabaram se transformando em países com alto grau de desemprego estrutural. Com a dificuldade de demitir, as empresas optam por não contratar.
Junto com a aprovação da 158, os países europeus criaram a legislação do plano social, que analisa as justificativas econômicas da demissão e obriga as empresas a ajudarem na recolocação dos demitidos.
Mais do que uma discussão em Congresso, este tema deveria ser discutido com muito mais profundidade pela sociedade brasileira por ser definidor do nosso amanhã. Não é um assunto político.
DROPS CEO – Profissão Perigo:
- Troca a estratégia, troca o executivo: Carlos Aguinaga – especialista no mercado de ações, há 30 anos em Nova York – assumiu a presidência do conselho da IdeasNet, em substituição a George Ellis. A mudança é parte da estratégia de internacionalização.
DROPS Empresas:
- O HSBC foi apontado como a marca mais valiosa do setor bancário, segundo a listagem Top 500 Financial Brands, da revista “Banker”.
- A americana Lawson Software chega ao Brasil pelas mãos da Consultix, de José Carlos Gouveia (ex-diretor-geral da Silicon Graphics, PeopleSoft e JD&Edwards).
- A empresa de benefícios Vis Vale estréia no segmento de vale-transporte com a compra da Smart Benefícios, a quarta maior de um segmento que movimenta R$ 8 bilhões por ano. O valo da aquisição não foi divulgado.
- A Odontoprev comprou a Care Plus Dental e a Biodent Assistência Odontológica numa única tacada de R$ 29 milhões.
- A Petroflex, fabricante de borracha sintética comprada pela alemã Lanxess no fim do ano passado, encerrou o ano de 2007 com lucro R$ 69 milhões, alta de mais 200%. O faturamento, no mesmo período, cresceu 4,7% para R$ 1,7 bilhão.
- O lucro líquido da Marisol somou R$ 9,6 milhões em 2007, um resultado quase três vezes menor do que o lucro de 2006, de R$ 28 milhões. O desempenho refletiu a reestruturação interna, pela qual a empresa diminuiu o número de fábricas e eliminou duas marcas.
- A Telmex, maior operadora de telefonia fixa do México, cortou 750 empregos e informou que mais funcionários vão sair para trabalhar na companhia que a Telmex planeja criar, a Telmex International. A maioria das pessoas aderiu a um plano de aposentadoria antecipada.
- A Ericsson, maior fabricante mundial de equipamentos para redes sem fio, acertou a venda de centrais telefônicas, dentro de sua estratégia de focar-se em clientes do setor de telecomunicações.
DROPS Economia:
- Vale e Petrobras representam juntas mais da metade do patrimônio dos fundos de ações populares – com aplicação inicial de até R$ 50 mil.
- Hotéis prevêem dobrar no interior em 5 anos; o turismo de negócios vai revolucionar a imagem do interior do país nos próximos cinco anos, com o dobro da expansão hoteleira nessas regiões puxada pela migração industrial.
- Pequeno varejo fecha 2007 com queda de 1,2% em São Paulo.
- A inflação da China deve disparar para seu maior patamar dos últimos 11 anos em janeiro, intensificando as pressões para que o governo controle os preços sem comprometer a economia do país, a de crescimento mais acelerado do mundo.
Sem comentários »“Há uma necessidade em toda a Europa de reduzir a rigidez do mercado de trabalho.”, Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu.
A mensagem também vale para o Brasil.
DROPS Economia:
- “Estamos à beira da recessão”, diz Greenspan.
- Ações de frigoríficos têm queda de 25% em 2008.
- Crise reforça assédio a mercados emergentes. Grandes empresas de private equity voltam a investir no Hemisfério Sul.
- O setor de turismo no Brasil exibe aumento continuado de receita. Faturou US$ 3,2 bilhões em 2004 e, em 2007, avançou para US$ 4,9 bilhões. É um crescimento de 53,7%. Esse desempenho tem três explicações: o aumento do poder aquisitivo das classes médias, a valorização do real ante o dólar e a redução dos preços das passagens aéreas.
- Mercado em ebulição traz de volta ex-executivos.
DROPS Empresas:
- A fábrica de extratos de tomate Etti, de Araçatuba, do grupo Hypermarcas, demitiu 380 dos seus 490 trabalhadores e anunciou que não fará nova safra de tomates em 2008.
- Para driblar o câmbio, o aumento dos custos internos e a falta de acordos comerciais do Brasil com as principais economias do mundo, a confecção gaúcha Pettenati inicia a produção em El Salvador
DROPS CEO: Profissão Perigo
- Fundos apertam cerco a empresas. O que muda no dia-a-dia das companhias que estão recebendo fundos de investimento como sócio: donos temem perder o controle do negócio.
Sem comentários »Já está disponível para vendas on-line o livro Esta Desabalada Carreira, uma coletânea de vários artigos publicados por Gilberto Guimarães nesses anos recentes. Foram selecionados por tratarem do tema gestão e planejamento de carreira.
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Esta Desabalada Carreira
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Truques e Trecos para ter sucesso profissional
Quem é o profissional do futuro? Quais são as suas características? Quais são as competências essenciais? Como se forma? Qual será o novo pacto social?
A construção da carreira profissional está cada dia mais difícil. Seja para conseguir uma colocação, para tomar decisões estratégicas, gerenciar uma equipe ou até mesmo para abrir um negócio. Pesquisas recentes indicam que até mesmo profissionais de níveis executivos e gerenciais demonstram uma profunda infelicidade com seu trabalho e com sua vida.
Nesse cenário, saem na frente aqueles que erram menos e, para atingir seus objetivos faz-se necessário a busca por conhecimento e orientação. Foi pensando nisso que Gilberto Guimarães, diretor da BPI Brasil, criou o livro Esta Desabalada Carreira, onde reúne seu conhecimento acumulado durante anos dirigindo grandes empresas, com sua destreza em ensinar, fruto do trabalho desenvolvido no Ibmec-SP e na FGV, para ajudar todos os que desejam dar passos firmes na sua caminhada rumo ao sucesso.
Os textos, voltados para a evolução profissional e pessoal, expressam de maneira leve, simples e sempre ilustrados com histórias e exemplos, toda a experiência adquirida ao longo de sua trajetória profissional e acadêmica. Leia e tenha sempre um bom conselho e uma boa sugestão sobre as mais difíceis situações que serão enfrentadas no dia-a-dia.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Governo propõe fim das demissões sem justa causa: governo enviou ontem ao Congresso pedido para retificação de duas convenções da OIT. Se ratificadas pelo Legislativo, as convenções entram em vigor depois de um ano.
- “Acho que nossa economia continuará avançando, mas o seu ritmo nos próximos trimestres será menor do que o observado ultimamente.” Ben Bernanke, presidente de Fed.
- EUA reduzem déficit comercial; o déficit comercial americano recuou 6,2% no ano passado, para US$ 711,6 bilhões, após cinco anos consecutivos de alta. A China ultrapassou o Canadá e tornou-se o maior exportador para os EUA.
- A corrida do ouro: novamente o ouro mostrou-se uma aplicação defensiva eficiente em tempos de crise internacional. Desde o início de 2007, a cotação do metal subiu 42,59% em dólares no exterior. No Brasil, com a valorização do real, a alta é menor, mas chega a 14,94%.
- Demanda da indústria eleva preço de sucata. A pouca disponibilidade de materiais recicláveis no mercado nacional inflacionou os preços da sucata e desafia as empresas que já incorporaram o uso dessa matéria-prima à produção.
DROPS Empresas:
- Lucro do Unibanco dobra e vai a R$ 6,45 bilhões. “Até parece banco…”
- Venda da Esso no Cone Sul; em parceria com a GP Investimentos, os empresários Ernesto Gutiérrez e Eduardo Eurnekian negociam a compra da rede Esso no Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. A oferta seria de US$ 2 bilhões.
- ‘New York Times’ fará cem cortes na redação.
Sem comentários »Nas empresas, abuso no cartão corporativo é caso de demissão
(O Estado de S. Paulo - 14/02/2008)
Segundo especialistas, são feitas auditorias freqüentes para que uso do cartão se restrinja a gastos ligados ao trabalho
Ana Paula Lacerda
No setor privado, o uso de cartões corporativos é uma prática comum entre os executivos do primeiro escalão das empresas. Como no setor público, cargos de confiança costumam ter acesso a essa verba. “Em geral, executivos em posição de representação recebem esses cartões, para cobrir despesas profissionais”, diz o presidente da consultoria francesa BPI no Brasil, Gilberto Guimarães.
Diferentemente do que ocorreu no governo, no entanto - onde o uso abusivo do cartão derrubou a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro e abriu uma guerra entre o governo e a oposição - o controle costuma ser mais rígido. “Abusos acontecem, mas esses gastos devem passar periodicamente por auditorias. Já vi casos de executivos serem demitidos por fazerem mau uso desse instrumento”, diz Guimarães. Os deslizes mais comuns ocorrem em viagens de negócios. “A empresa deve cobrir diárias de hotel e alimentação, mas uísque no quarto não pode ser considerado despesa da empresa.”
O bom uso do cartão, segundo analistas, é cobrir gastos com diárias, refeições, material e transporte relacionadas com o trabalho realizado. “É simples estipular o que é interesse da empresa e o que é particular. Usar cartão para fins pessoais é como usar o carro da empresa para levar filhos na escola - é abusivo”, diz o professor de direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Carlos Sundfeld. “Não há lei que proíba um executivo de gastar com despesas pessoais, mas ele coloca sua posição em risco.”
Ele explica que as regras do que é permitido não são exatas, mas o cartão não pode representar uma “renda extra”. “É um custeio de despesas de trabalho, mas se ele tiver contrato ou valores estipulados, pode-se caracterizar renda. Então, o executivo teria de pagar imposto sobre os gastos.” A conduta mais comum é averiguar os gastos posteriormente, e caso a empresa discorde do uso do cartão, o executivo é advertido e deve pagar o valor devido.
O diretor de comunicação da Monsanto, Lúcio Mocsányi, diz que a multinacional opta por esse instrumento para agilizar a cobertura de despesas. “A empresa ganha em agilidade e também pode ter um controle melhor dos gatos”, diz ele. “Ao fazer uma compra, ele deve pedir nota fiscal e anotar no verso nome e cargo das pessoas envolvidas. Além disso, é ele quem paga a fatura, depois é reembolsado pela empresa.”
Não existe uma medida exata de quanto é gasto com cartões corporativos em empresas. “Mas por ter de prestar contas a acionistas e não ter a mesma estabilidade que tem um funcionário público, os executivos costumam ser muito mais comedidos ao usar o cartão corporativo”, diz Guimarães, da BPI.
O Palácio do Planalto está avaliando trocar o cartão pelo pagamento de diárias e também recriar a chamada “verba de representação” para cobrir os gastos dos ministros em seu local de trabalho.
“Uma das idéias é pagar uma diária para o ministro. Ele viaja, recebe uma diária e pronto”, disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Para ele, o mecanismo de pagamento de despesas de servidores, principalmente em caso de viagens, precisa ser aperfeiçoado.
“Se não for estabelecido um limite para os cartões do governo, o benefício poderia ser até considerado um acréscimo ao salário - sobre o qual deveriam incidir impostos”, diz Guimarães. “Caso isso não seja feito, o governo está sonegando.”
Outro problema é que o salário de funcionários públicos é definido por lei. “Eles não podem receber valores acima do estipulado, e um cartão sem limites certamente cai nessa categoria.”
PERMISSÕES E PROIBIÇÕES
Bebidas alcoólicas: A maior parte das empresas permite que despesas com bebidas sejam pagas com cartão corporativo, desde que em refeições de representação
Combustível: Pode ser pago no cartão se o executivo estiver usando o carro da empresa, e não seu próprio automóvel - mesmo que ele esteja indo trabalhar
Refeições: Nesse caso, vale o bom senso. Levar um cliente ou parceiro para almoçar é válido. Se a idéia for levar uma equipe inteira, é bom avisar antes
Gasto com cônjuge ou filhos: Não se deve utilizar nunca o cartão para custear despesas do cônjuge, filhos ou amigos
Viagens: Viagens a trabalho são pagas pela empresa. Extensões dessas viagens, para lazer, devem ser pagas do próprio bolso
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