Arquivo de Março de 2008
DROPS Economia:
Adeus à China dos produtos baratos
As coisas estão mudando na China. Agora, muitos fabricantes chineses vivem o tipo de reestruturação que dilacerou o coração dos EUA uma geração atrás. Uma nova lei trabalhista entrou em vigor em 1º de janeiro e fez aumentar consideravelmente os custos de mão-de-obra. A disparada nos preços de commodities e energia, assim como o cancelamento, por Pequim, de políticas preferenciais para exportadores, prejudicaram os industriais. A valorização da moeda chinesa tornou mínimas as margens das indústrias e levou milhares de fabricantes para a beira da falência.
- A China reajustou em 9% o preço mínimo pago aos produtores de arroz e trigo do país, numa tentativa de aumentar a oferta e baixar a inflação, que em fevereiro chegou a 23% ante o mesmo mês em 2006.
- Pequenos negócios aquecem mercado de domínios na web: 33 milhões de domínios foram registrados no mundo em 2007, incluindo aqueles que possuem extensão de países; 153 milhões é a base global de domínios, de acordo com dados de dezembro do ano passado.
- As grandes varejistas de vestuário, setor onde há enorme pulverização, ganharam mercado em 2007 e as expectativas são de que o processo de consolidação ganhe impulso daqui para frente.
- Bancos estão colocando Santa Catarina como mercado prioritário na região sul. Bradesco, HSBC, e BicBanco têm planos de aumento do número de agências no Estado mesmo movimento que foi anunciado pelo Banrisul e pelo Sofisa.
DROPS Empresas:
- A Hon Hai, fabricante de eletrônicos de Taiwan também conhecida como Foxconn, obteve um contrato exclusivo para fabricar a nova geração do popular celular iPhone, disse uma pessoa a par da situação. A Apple não quis comentar.
- A Cooxupé, maior cooperativa de café do país, registrou faturamento recorde em 2007. A receita ficou em R$ 1,265 bilhão, valor 33,69% maior em relação ao ano anterior.
- JBS-Friboi encerra ano com prejuízo. Para 2008, grupo projeta crescimento após aquisições e vê cenário global positivo.
- Os minoritários do Grupo Ipiranga sofreram nova derrota na batalha jurídica contra a incorporação das ações da companhia pela Ultrapar, na venda de ativos ao consórcio formado com Petrobras e Braskem.
- A Lehman Brothers anunciou a descoberta de um empréstimo fraudulento de US$ 350 milhões, obtido com base em documentos falsos. Segundo pessoas a par do assunto, o esquema teria envolvimento de funcionários da trading japonesa Marubeni, que nega responsabilidade.
DROPS Empregos:
Taxa de emprego natural indica crescimento no limite
O desemprego natural no país é estimado entre 7,4% e 8,5%. Essa taxa, que indica o nível mínimo que a economia suporta sem provocar a alta da inflação, foi divulgada pela primeira vez pelo Banco Central. A taxa de desemprego real, que segundo o IBGE ficou em 8,7% em fevereiro, está muito próxima de atingir o nível do desemprego natural.
- Faltam especialistas em resseguros.
Sem comentários »DROPS Economia:
- BC já prevê inflação acima da meta; relatório reforça sinais de nova alta dos juros.
- Greve de fiscais e argentinos congestionam as fronteiras.
- Resorts brasileiros sentem os efeitos da desvalorização do dólar. Real mais forte facilita viagens ao exterior e torna mais caro o turismo no país para os estrangeiros.
- Lucro das empresas dos EUA cai 3,3% no 4º trimestre; PIB do período cresce 0,6%, o mais baixo desde 2002.
- Importados sobem 18% e já não amortecem a inflação.
- Governo quer mudar uso de recursos no Sistema S.
- São Paulo deixa informática sem benefícios. Fazenda paulista ainda não reeditou vantagens fiscais para indústria paulista.
- Venda de balas cai e consumidor prefere chocolates.
- Classe emergente sustenta o segmento do ‘novo luxo’, que vem ganhando a atenção das lojas de grife que apostam em produtos de preço mais acessível.
- Baixo investimento e rápido retorno estimulam a abertura de salões de beleza. Mas grande parte dos negócios ainda é informal e funciona de forma improvisada.
DROPS Empresas:
- ‘Estadão’ lança nova versão na internet.
- Neeleman lança empresa aérea com TV a bordo e preços mais baixos.
- O último obstáculo para a aquisição do controle acionário da Brasil Telecom pela Oi foi vencido ontem à noite, após um acordo para resolver um litígio entre Citigroup e Opportunity, acionistas de ambas empresas.
- A rede de sorvetes argentina Freddo deve entrar no mercado brasileiro.
DROPS Empregos:
- Desemprego e formalização sobem, diz IBGE.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Ascensão das classes C e D muda o perfil do varejo.
- Celulares usados atingem vendas recordes; linhas de segunda mão já respondem por 26% do total, aponta pesquisa; baixa renda sustenta expansão. O que explica o fenômeno da ampliação do mercado de celulares usados é a expansão da renda das classes C, D e E. Aparelhos já são utilizados por 66% da população.
- Brasil já tem 22 milhões de internautas residenciais.
- A inadimplência das empresas cresceu 4,7% no primeiro bimestre de 2008, na comparação com os dois primeiros meses do ano passado.
- Jornal domina noticiário na internet e ganha leitor. Audiência aumenta com sites, aponta relatório.
DROPS Empresas:
- Ponto Frio expande rede e corta despesas em 2008.
- Bayer investirá R$ 130 milhões no país.
- Natura contrata executivo e muda modelo de gestão. O ano de 2007 foi o mais difícil para a Natura, que teve sucessivas quedas no lucro e enfrentou uma Avon mais agressiva e disposta a ganhar não só mercado, como também as consultoras que trabalham para as duas marcas. As ações caíram 41,3% em um ano em que a Bovespa teve alta de 43,6%.
- A família Nasraui, dona da rede de franquias Rei do Mate, com cerca de 240 lojas em 16 estados, informou que está organizando a estrutura financeira da empresa, melhorando seus processos de gestão. “Já recebemos uma proposta de compra, mas ainda não era nosso momento.”
- Sob pressão de acionistas, Motorola vai dividir-se em duas companhias.
- A Vailly terá de pagar R$ 2,2 milhões por ter comprado ações preferenciais da Suzano Petroquímica e vendido toda a posição uma semana depois, logo após anúncio de aquisição do controle da companhia.
Sem comentários »DROPS Economia:
A década perdida das bolsas americanas
As bolsas dos EUA estão no mesmo nível de nove anos atrás. As ações, há muito tidas como o melhor investimento para o longo prazo, foram um dos piores nesse período, superadas até pelos superconservadores títulos do Tesouro americano.
- Sebrae Nacional e Cebrasse (central empresarial de serviços) fazem convênio para alavancar negócios na área de serviços. O projeto começa com grupos de trabalho para apontar deficiências em negócios como LAN houses, academias e escolas de idiomas.
- Publicidade faz congresso em busca de novas regras. Pela primeira vez, setor será medido pelo IBGE.
- Banda larga sem fio atrai os gigantes do setor. Companhias começam a disputar com maior ênfase o mercado de internet WiMAX neste ano.
DROPS Empresas:
- Banco do Brasil perde ação trabalhista de quase R$ 400 milhões. Segundo a defesa do banco, a decisão do TST de indenizar 385 funcionários do Amazonas resultou de conluio entre sindicatos e seus próprios advogados.
- As diretorias da Bovespa e da BM&F divulgam hoje pela manhã os detalhes da fusão entre as duas bolsas.
- As bandeiras Marriot e Renaissance, da rede americana Marriott, deixarão no primeiro dia de junho a administração dos dois hotéis que estão sob sua batuta no complexo hoteleiro da Costa do Sauípe, no litoral norte da Bahia. O grupo Accor também havia saído.
DROPS Carreira:
- A dificuldade em encontrar profissionais qualificados está levando empresas a adotar práticas inovadoras. A Accenture criou um programa batizado de “Traga seus amigos”.
Sem comentários »DROPS CEO – Profissão Perigo:
- A Melhoramentos, a mais antiga das companhias de papel do Brasil, com 118 anos de vida, tem um problema recorrente: a última linha do balanço não sai do vermelho. Na tentativa de reverter o prejuízo, o que ainda não aconteceu, a empresa contratou há dois anos um novo presidente e fez mudanças estruturais importantes: contratou um novo diretor financeiro e um novo diretor de marketing.
E até agora nada…
DROPS Economia:
- Os bancos de Wall Street atingidos pelos prejuízos gerados por empréstimos imobiliários e por baixas contábeis demitiram 34 mil funcionários nos últimos nove meses, o maior volume de cortes desde que o boom de empresas de tecnologia chegou ao fim, em 2001. Citigroup (6.000), Lehman Brothers (4.990) Bank of America (3.650) e Morgan Stanley (2.940) estão entre as empresas que divulgaram demissões até o momento.
- O preço do petróleo bruto recuou pelo terceiro dia devido a sinais de que a desaceleração americana reduzirá a demanda por combustíveis. O contrato de WTI fechou com queda de US$ 0,98, em US$ 100,86.
- A indústria de materiais de construção registra um início de ano de crescimento recorde.
DROPS Empresas:
- Fnac e Fast Shop duelam para ter a primeira loja Apple.
- Holcim prevê investir R$ 2 bilhões no Brasil. Fabricante planeja aumentar sua produção de 4 milhões para 7 milhões de toneladas até 2012.
- Estimuladas pela expansão do setor moveleiro, a Fibraplac e a Masisa Brasil iniciaram as obras de duas novas fábricas de chapas de madeira. As duas unidades exigirão investimentos de quase R$ 750 milhões.
- Zoomp deve propor acordo a demitidos.
- A Ford deverá anunciar amanhã o aguardado acordo para a venda das marcas de luxo Jaguar e Land Rover para a montadora indiana Tata.
- O Google, dono da ferramenta de busca mais utilizada da internet, propôs um plano que poderá permitir que os aparelhos sem fio que acessam a rede utilizem os sinais de TV nos Estados Unidos que ficarão ociosos depois das emissoras converterem seus sinais para a tecnologia digital, em 2009.
DROPS Carreira:
Os executivos que se destacaram em 21 setores da economia brasileira em 2007 recebem hoje à noite, em São Paulo, o prêmio “Executivo de Valor”.
Sem comentários »DROPS CEO: Profissão Perigo
Presidente do UBS fica sem 90% do salário
As perdas bilionárias (mais de US$ 18 bilhões) sofridas com a crise nos Estados Unidos pelo UBS, o maior banco da Suíça, tiveram drástico reflexo no salário de seu presidente, Marcel Ospel.
De acordo com o relatório anual do banco os ganhos de Ospel em 2007 encolheram 90% em relação ao ano anterior.
Ainda assim, a remuneração de Ospel ficou em 2,57 milhões de francos suíços (R$ 4,4 milhões) entre salário e bonus. Os ganhos em anos anteriores de Ospel eram da ordem de 26,6 milhões de francos (R$ 45,5 milhões) por ano.
Se a moda pega!
Sem comentários »Nunca é tarde para ficar milionário
O empresário mineiro José Mendes Nogueira, de 82 anos, já pode ser considerado o mais novo membro do seletíssimo clube de bilionários brasileiros. “Seu Zé Nogueira”, como é conhecido na pacata Itaúna, se tornou um dos homens mais ricos do país.
Fundada há quatro décadas por “Seu Zé Nogueira”, a mineradora J. Mendes foi vendida recentemente para a Usiminas por US$ 925 milhões – em dinheiro e à vista. Mas o preço final pode chegar a US$ 1,9 bilhão caso se comprove o total das reservas, estimado em 1,4 bilhão de toneladas de minério.
DROPS Empresas:
- O novo presidente da Net, José Antonio Félix, aposta no consumidor da classe C. Já lançou um pacote voltado a esse segmento, com telefone, internet e TV.
- Publicidade no celular traz a Mobx ao país.
DROPS Economia:
- Companhias têm de criar produtos voltados às classes C, D e E, que já são 50% do mercado. Ameaçados pelo avanço de marcas mais ‘populares’, fabricantes estão tendo de fazer com que seu produto ‘caiba no bolso’ desse público.
- Há mais vagas do que candidatos nas áreas de informática, tecnologia da informação, engenharia da computação, educação e para profissões relacionadas à saúde e ao setor comercial e de vendas.
- Em 2007, cerca de 30 mil profissionais estrangeiros, entre temporários e permanentes, vieram trabalhar no Brasil. O número de autorizações do Ministério do Trabalho cresceu 65% entre 2004 e 2007.
- Smartphones terá 31% de mercado em 6 anos.
- Assunto de debate na semana passada, a queda no preço das commodities seguirá preocupando os investidores no Brasil nesta semana. Isso porque mais da metade do Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, está ligado a empresas produtoras de commodities, como Vale e Petrobras, cujas ações ON tiveram perdas de 10,47% e 11,43%, respectivamente, na semana passada.
- O presidente da Opep espera a redução da demanda mundial de petróleo em cerca de 1,2 milhão de barris por dia a partir de abril.
- Venda de champanhe bate recorde no Brasil e no mundo. Franceses miram mercado brasileiro, um dos que mais crescem.
- Os private banks estão realizando uma nova série de seminários sobre consultoria de administração de fortunas neste primeiro trimestre, numa tentativa de educar aqueles que precisam de mais orientação sobre como gerenciar seu patrimônio. E as lições sobre como entender o jargão financeiro e lucrar no mercado imobiliário estão na agenda de muitos herdeiros.
Sem comentários »CEO: Profissão Perigo
Literalmente uma fria
Hoje, com a globalização e as relocalizações industriais, é muito pouco provável que um CEO comece e termine sua carreira ser ter tido que mudar da sua cidade natal. E hoje, quase sempre, marido e mulher trabalham.
Juan M. Goujon, espanhol, CEO da BPI na Espanha, foi convidado e aceitou “tocar” a nova empresa da BPI em Chicago, EUA. Nunca passou tanto frio na vida.
Como se isso não bastasse, sua segunda esposa, por não ter o casamento civil formalizado, não consegue visto de trabalho nos EUA.
Ou ele casa, ou volta, ou fica sem ela. E agora?
DROPS Empresas:
- Em meio às igrejas centenárias de Olinda, começa a se formar um pólo de tecnologia. A mais nova ocupante da cidade é a catarinense Datasul, que está dando os últimos retoques nos dois casarões que irá ocupar, perto do sítio histórico.
- Grife francesa Goyard abrirá butique para cães.Vendas de produtos para animais movimentam € 3,2 bilhões na França.
DROPS Economia:
- Em 2007, as mulheres ultrapassaram os homens pela primeira vez no nível de empreendedorismo no Brasil. Segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM).
- A região da avenida Faria Lima abriga alguns dos escritórios inteligentes mais caros de São Paulo. Mas o endereço glamouroso não garante eficiência. Frequentemente a área sofre com os apagões da internet. Na última terça, os cafés da avenida ficaram lotados com funcionários que esperaram por quatro horas o retorno da conexão.
- Compra via internet fica mais cara, diz estudo.
- Indústria já admite risco de esgotar capacidade.
- Projeto impões limite às teles por assinatura.
- As commodities, que até aqui blindaram a bolsa brasileira - e, por que não dizer, a economia - de um contágio mais intenso da crise americana, começam a ter a sua escalada questionada. O chacoalhão que os preços tiveram nesta semana - especialmente ontem -, com as vendas capitaneadas pelos fundos hedge, acendeu o sinal de alerta se esse é um movimento de queima de gordura ou se o ciclo de alta, iniciado em 2003, estaria próximo do fim.
- Os editais para a licitação de oito obras viárias de grande impacto para a capital paulista nos próximos anos devem ser divulgados hoje. O montante a ser gasto nas intervenções chega a R$ 20 milhões.
- Pedro Malan é eleito para curadoria do Iasb.
- O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu inscrições para um novo programa de apoio a centros liderados por jovens pesquisadores. O edital terá recursos da ordem de R$ 36 milhões para financiar atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação acadêmica.
- Os prejuízos que começaram a aparecer nos balanços dos bancos americanos por conta da chamada marcação a valor de mercado de ativos e passivos não devem gerar uma mudança nas regras contábeis internacionais.
- A GM, a Ford e a Chrysler, as três maiores montadoras americanas, preparam cortes de custos e na produção, juntamente com outras medidas, como parte de um plano de contingência caso as vendas de carros caiam mais do que o esperado por conta da crise econômica nos EUA, disseram diretores e executivos das montadoras.
Sem comentários »E o FED copiou o nosso PROER
por Fernando Blanco
Na metade dos anos 90, uma série de bancos de grande e médio porte do Brasil quebrariam se o governo não tivesse criado um programa de recuperação de bancos com problema de liquidez, mais conhecido como PROER. Em síntese, o banco “doente em estado terminal” era repassado para um outro com bom estado de saúde. Exemplos notórios foram: Unibanco resgatando o Nacional e o HSBC resgatando o Bamerindus.
Foi praticamente isso que o FED fez com o Bear Sterns. O FED, que já devia ter injetado recursos no banco para mantê-lo “respirando artificialmente”, negociou a aquisição do mesmo pelo sólido J.P.Morgan. Desta forma, ficaram preservados todos os depositantes do antigo Bear Sterns, evitando outros colapsos em cadeia que certamente ateariam ainda mais fogo no já suficientemente conturbado mercado internacional.
Por que um banco quebra, mesmo sem quebrar?
O evento do desaparecimento do Bear Sterns, 5º maior banco de investimento americano, absorvido pelo J.P.Morgan, traz de volta uma antiga máxima do mercado: bancos não quebram por conta de prejuízos, mas sim por falta de liquidez. Parece óbvio, mas não é. Um banco pode ter um prejuízo muito maior do que outro, mas nessa hora o que vale é a percepção dos depositantes (sejam eles pessoas físicas, fundos, ou outros bancos).
No caso específico dos bancos envolvidos na crise do subprime americano, o fundamental não é “quanto perderam”, mas sim “quanto ainda tem a perder”, i.e. pura gestão de expectativa. É assim. Os agentes econômicos que acreditam que um determinado banco já lançou a prejuízo todas as perdas incorridas, ganham confiança e mantém seus depósitos no dito banco. Por outro lado se acharem que além das perdas já divulgadas ainda há mais, aí ocorre a chamada fuga de depósitos, onde quem tem e pode, saca o máximo possível. Não há banco que resista sem a ajuda do seu banco central.
Atenção executivos e empresários de organizações não financeiras: a mesmíssima coisa acontece com empresas. Nenhuma quebra pelo prejuízo em si, mas por conta da falta de liquidez, seja do fornecedores ou banqueiros. É por isso que se teme a universalização da crise americana.
Contribuição para o blog de Fernando Blanco: Presidente da Coface Brasil. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Mestrado em International Banking & Financial Studies na Heriot-Watt University (Edinburgh/Escócia). 24 anos de carreira, atuando em grandes corporações multinacionais no mercado financeiro: Barclays Bank - Credit Manager, ING – Diretor de Crédito & Risk Management, e Clientes Corporate, ABN AMRO – Diretor Executivo de Corporate e Middle Market.
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Reflexo da crise
Nos Estados Unidos, parlamentares questionam e criticam as “regras de remuneração” dos CEOs, e dizem que enquanto as empresas perdem dinheiro, eles continuam ganhando muito.
Por exemplo, no Citibank o banco perde e executivos ganham. O Banco pagou bonificações aos diretores em 2007, apesar da perda de US$ 20 bilhões. US$ 250 milhões foi o valor pago para Vikram S. Pandit assumir o posto de diretor-executivo.
Charles O. Prince III, que renunciou abruptamente como diretor-executivo em novembro, recebeu US$ 10,4 milhões ao sair.
Outros três executivos tambem receberam grandes boladas: Lewis B. Kaden, vice-presidente a quem o diretor de administração de riscos se reportava; Michael S. Klein, co-diretor do banco de investimento, e Stephen R. Volk, outro vice-presidente. Na prática, eles foram contemplados com participações em dinheiro, equivalentes a milhões de dólares. Kaden acrescentou US$ 8,3 milhões ao seu salário de US$ 500 mil em 2007. Klein recebeu o equivalente a US$ 19,3 milhões, que se somaram ao seu salário de US$ 212.500. Volk foi contemplado com US$ 10,3 milhões em prêmios similares, além do salário de US$ 212,500.
Na média, nos Estados Unidos um CEO chega a ganhar 411 vezes mais que a média de salários dos demais empregados.
Na França esta diferença é de 23 vezes e no Japão de apenas 11 vezes.
Aparentemente, no Brasil, os CEOs ganham de 60 a 100 vezes mais que a média salarial.
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