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Reflexo da crise
Nos Estados Unidos, parlamentares questionam e criticam as “regras de remuneração” dos CEOs, e dizem que enquanto as empresas perdem dinheiro, eles continuam ganhando muito.
Por exemplo, no Citibank o banco perde e executivos ganham. O Banco pagou bonificações aos diretores em 2007, apesar da perda de US$ 20 bilhões. US$ 250 milhões foi o valor pago para Vikram S. Pandit assumir o posto de diretor-executivo.
Charles O. Prince III, que renunciou abruptamente como diretor-executivo em novembro, recebeu US$ 10,4 milhões ao sair.
Outros três executivos tambem receberam grandes boladas: Lewis B. Kaden, vice-presidente a quem o diretor de administração de riscos se reportava; Michael S. Klein, co-diretor do banco de investimento, e Stephen R. Volk, outro vice-presidente. Na prática, eles foram contemplados com participações em dinheiro, equivalentes a milhões de dólares. Kaden acrescentou US$ 8,3 milhões ao seu salário de US$ 500 mil em 2007. Klein recebeu o equivalente a US$ 19,3 milhões, que se somaram ao seu salário de US$ 212.500. Volk foi contemplado com US$ 10,3 milhões em prêmios similares, além do salário de US$ 212,500.
Na média, nos Estados Unidos um CEO chega a ganhar 411 vezes mais que a média de salários dos demais empregados.
Na França esta diferença é de 23 vezes e no Japão de apenas 11 vezes.
Aparentemente, no Brasil, os CEOs ganham de 60 a 100 vezes mais que a média salarial.
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