Arquivo de Abril de 2008

O que é dar certo?

Jim McNerney, o presidente da Boeing, quebrou recordes de lucro durante três anos no emprego. No entanto, as ações despencaram.

McNerney vai ter que encarar a assembléia geral ordinária da empresa, a primeira desde que a Boeing começou a enfrentar turbulências.

Normalmente, investidores preferem valorização das ações. “ Viúvas e aposentados ” é que preferem dividendos.

Dar certo é dar lucro e conseguir valorizar a empresa.

DROPS Empresas:

- Avon: As vendas da fabricante de cosméticos Avon deram um salto de quase 60% no Brasil no primeiro trimestre, em relação a igual período do ano passado. Foi a maior taxa de crescimento nas operações internacionais da companhia, segundo dados do relatório de resultados trimestrais divulgado ontem pela matriz, nos Estados Unidos.

- MasterCard: A MasterCard atribuiu a valorização do real ante o dólar como uma das razões para a alta de mais de 100% no lucro do primeiro trimestre.

- Bimbo: A mexicana Bimbo, grupo que tem 80 fábricas e fatura 5,8 bilhões, negocia compra da gaúcha Nutrella.

- Matsushita Electric Industrial, dona da marca Panasonic, informou que o lucro operacional no ano fiscal de 2008 (encerrado em 31 de março) aumentou 13%, atingindo 19,5 bilhões de ienes (US$ 5 bilhões), em comparação ao ano fiscal de 2007.

- SulAmerica: A SulAmerica concluiu ontem a operação de fechamento de capital da Sul América Companhia Nacional de Seguros, sua subsidiária que tinha o capital aberto desde 1979, mas sem liquidez atualmente.

- Cadastra: Os investimentos dos anunciantes de mídia on-line, que deverá chegar a R$ 712 milhões neste ano, impulsionam os negócios de empresas como Cadastra, que projeta um faturamento 200% maior.

- Santander: Lucro do Santander recua 31%, mas tem alta pela regra externa.

- Deutsche Bank: O maior banco alemão, teve um prejuízo de 141 milhões nos primeiros três meses deste ano, a primeira perda trimestral da instituição desde 2003.

- Selecta: Perdas de US$ 160 milhões com contratos de “hedge” na bolsa de Chicago obrigaram a Sementes Selecta, de Goiás, a entrar com pedido de recuperação judicial.

- VarigLog demitirá 962 empregados. Em crise, empresa pretende reduzir pela metade suas operações.

DROPS Economia:

- Seria o feijão manteiga ou o chumbo? IGP-M em 12 meses chega a 9,81%, maior alta desde abril de 2005. Puxado pelos alimentos, índice que serve para o reajuste dos aluguéis sobe 0,69% em abril. “A culpa é do ‘feijãozinho’.” Garante Mantega.

- Combustíveis I: Lula adia decisão de elevar preço da gasolina. Depois de mais de três horas de reunião com Gabrielli, Dilma, Lobão e Mantega, presidente não define reajuste temendo alta da inflação.

- Combustíveis II: As companhias petrolíferas Shell e British Petroleum (BP) tiveram aumentos expressivos nos seus lucros no primeiro trimestre deste ano, ajudadas pela alta nos preços do petróleo -que bateu vários recordes nos últimos meses- e superando a expectativa de analistas.

- Combustíveis III: A Petrobras reajustará o preço do querosene de aviação (QAV) em 6,06% no mês de maio, depois de já ter elevado o preço do combustível em 10,4% em abril. A alta do QAV vendido no Brasil já chega a 19,9% no acumulado deste ano, em linha com as cotações do petróleo.

- Crise dos alimentos: Cana avança em áreas de alimentos. Estudo da Conab confirma o que o governo negava, mas substituição ainda é pequena.

- Leasing dispara no início do ano. O leasing voltou ao centro das atenções dos compradores de veículos. No primeiro trimestre, enquanto o saldo das operações de crédito direto ao consumidor (CDC) apresentou crescimento de 3%, subindo para R$ 83,7 bilhões, o arrendamento mercantil para pessoas físicas avançou 20%, para R$ 36,3 bilhões, segundo dados do Banco Central (BC).

- Crédito: O crédito para empresa teve o maior salto entre os empréstimos no período de 12 meses encerrado em março, superando pela primeira vez R$ 300 bilhões. A elevação foi de 35,8% para R$ 304,8 bilhões, com alta de 7,5% no primeiro trimestre.

- Licitações: Pequenos empresários voltam suas atenções para licitações públicas e já são responsáveis por 17% das compras governamentais no país, diz William Rodrigues Brito, do Sebrae.

- Cultura: O acirramento da competição entre as editoras brasileiras, o maior poder de compra dos consumidores e a valorização do real têm inflacionado os preços dos direitos autorais de títulos internacionais. Na hora de adquirir uma obra - geralmente de apelo mais comercial e de auto-ajuda -, os valores ofertados chegam a ser dez vezes maiores do que há dois anos.

- Turismo: As agências de viagens vêem a venda de pacotes internacionais da próxima temporada crescer com a desvalorização do dólar, enquanto os gastos dos brasileiros batem recordes no exterior.

- Impostos: Carga tributária deve subir este ano, mesmo sem CPMF. Projeção com base na arrecadação da Receita indica crescimento para 36,8% do PIB, de 35,9% em 2007.

- Varejo: As vendas de produtos importados para o Dia das Mães em categorias como bazar podem ter alta de 50% em comparação às do ano passado, em redes como Carrefour.

- Carcinicultura: Proibição à cultura de camarão em áreas de conservação ambiental e manguezais ameaça a atividade no país e opõe o Ministério do Meio Ambiente à Secretaria de Aqüicultura. A disputa será levada à Casa Civil.

- Evento: A Fecomercio SP, em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), realiza no dia 5 de maio, em sua sede, o seminário “Repensando o Futuro”. O evento, que vai abordar a história econômica do Brasil dos últimos 40 anos, terá nomes como os ex-ministros Delfim Neto e Luiz Carlos Bresser-Pereira, professores da FGV-SP e da UFRJ, entre outros.

- O 1º de Maio, Dia do Trabalho, das centrais sindicais deve mobilizar, no país, em diversos atos, mais de 8 milhões de pessoas. CUT e Força vão gastar juntas R$ 5 milhões, em São Paulo.

Sem comentários »

Cena Executiva : Expondo e se expondo

(Cenário: sala de reunião, mesa grande com papeis e pastas espalhadas, datashow ligado, imagem de gráficos e tabelas na tela. Sentados à mesa um grupo de 6 pessoas e na cabeceira um senhor, sênior diretor, todos lendo pastas e papéis. Em pé e em frente da mesa e de lado para a platéia, um jovem, com cara e roupa de executivo, fala mas parece meio sem jeito.)

Sobe o pano

Passando as primeiras transparências

Diálogo:

Jovem Executivo: Gostaria de iniciar a apresentação mostrando como fizemos nossas pesquisas e o quanto foi difícil ter acesso aos principais clientes ….. blá blá blá

Diretor: Vejo aqui na sua ultima transparência que os resultados apresentaram uma queda de 12%…. o senhor poderia nos explicar as razões??

J.E.: Bem, o Senhor sabe…. era o que eu estava tentando dizer…. a turma é meio fraquinha, o mercado está, talvez, como dizer, meio conturbado ……estamos tenho dificuldades …. Eu até, faz tempo, queria falar mesmo com o senhor. Eu gostaria de poder, talvez, fazer uma reavaliação, o senhor entende…..

D.: Meu rapaz. Numa apresentação temos que ser como Odorico Paraguaçu… ir direto aos finalmente e deixar os entretanto pra depois… e só se caso alguém perguntar. Só perdedores explicam

(Cai o pano rapidamente)

(Por trás dos panos)
“lo que pasa” é que queremos que os outros valorizem nossos esforços. Temos “orgulho” do que fazemos e sobretudo do como conseguimos fazer. Infelizmente, esforços só têm valor quando se atinge os objetivos e metas estabelecidas. Só os resultados interessam. Só as conclusões é que justificam um estudo, um plano, uma apresentação.

DROPS Economia:

- Brasileiro trabalha metade da vida para o fisco, diz estudo. Para expectativa de vida de 72,3 anos, 36,3 deles irão para pagar tributos, aponta instituto. Somente neste ano serão mais dois dias (148) de trabalho, em relação a 2007, para os tributos, diz IBPT; Receita não comenta.

- Inflação: Alta do petróleo e dos alimentos já preocupa indústria. Sondagem da CNI revela que matéria-prima mais cara já é 3º maior problema enfrentado pelas empresas.

- Inflação II: Lula já se convenceu de que o aumento da gasolina é inevitável. Data do resjuste não foi definida, mas, segundo Lobão, deve sai esta semana.

- Inflação III: Mercado espera IPCA de 4,79% Segundo o BC, analistas elevaram projeção pela 5ª semana seguida.

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, bateram o martelo numa agenda mínima para promover “mudanças radicais” nas relações entre capital e trabalho no Brasil, após reunião de quase três horas, na noite de quinta-feira, com a participação dos dirigentes de seis centrais sindicais. Depois de oito meses de discussões e negociações que ainda estão em curso com trabalhadores e empresários, Mangabeira produziu o documento intitulado “Diretrizes a respeito da reconstrução das relações entre o trabalho e o capital no Brasil”, que será divulgado oficialmente hoje. Algumas das medidas são: desonerar a folha de salários das empresas da contribuição patronal; tornar compulsória a participação dos empregados nos lucros e resultados, assegurando o acesso dos trabalhadores à contabilidade das empresas; e criar uma espécie de Consolidação das Leis do Trabalho para os trabalhadores temporários e terceirizados e instituir a representação sindical desses trabalhadores por meio dos empregados permanentes.

- Novo edifício da Faria lima terá área recorde. Novo projeto prevê edifício com lajes de até 5 mil metros quadrados para escritório de luxo; Após arrematar uma das últimas áreas mais cobiçadas pelo mercado de edifícios corporativos, o consórcio formado por Brascan, Residencial Properties, Company e Grupo Malzoni está prestes a definir um projeto para construir uma torre de escritórios que terá uma das maiores lajes corporativas da América Latina, estimada em até 5 mil metros quadrados.

- O setor de call center gerou R$ 17 bilhões no ano passado e deverá crescer 13% este ano. De olho em cerca de 70% desse mercado, que ainda é inexplorado pelas grandes empresas especializadas, redes como Atento, da Telefônica, e Dedic da Portugal Telecom, criam ações para brigar por uma fatia maior do mercado bilionário.

- Telecomunicações: Ações da Oi e BrT desabam na Bolsa. No primeiro pregão após anuncio da venda, papéis caíram mais de 10% e já hpa cobrança por mudanças no acordo.

- Déficit externo é o maior desde 1947. As contas do Brasil com o exterior tiveram o pior março já registrado pelo Banco Central (BC), que começou a coletar dados em 1947. Considerando todas as transações de comércio - serviço e financeiras -, o resultado foi um déficit de US$ 4,429 bilhões, resultado que surpreendeu o mercado e o próprio governo, que esperavam saldo negativo em torno de US$ 3 bilhões. Foi também o pior primeiro trimestre da história: US$ 10,757 bilhões de déficit

DROPS Empresas:

- Ford I: Depois da GM e Fiat, ontem foi a vez da Ford anunciar investimentos de R$ 600 milhões na unidade de Taubaté (SP) para fabricação de uma nova linha de motores. A produção deverá chegar a 500 mil unidades/ano.

- Ford II: O grupo de investimento Tracinda, do bilionário Kirk Kerkorian, anunciou que pretende ampliar sua participação de 4,7% nas ações da montadora norte-americana Ford.

- Blue Tree Hotels cresceu 15% nos negócios e 25% no lucro do primeiro trimestre de 2008. A rede também anunciou a construção de um resort em Manaus, por R$ 150 milhões.

- Bradesco: Lucro do Bradesco chega a R$ 2,1 bilhões. Resultado é o maior de um banco privado brasileiro nos últimos 20 anos, segundo cálculos da Economática.

- Laticínios: Kraft se une à Sadia para produzir queijos. Com investimentos de R$ 30 milhões, a nova companhia vai fabricar e distribuir queijos das duas marcas.

- Eike negocia minas com siderúrgicas. Empresário não aceita, porém, vender jazidas para mineradoras rivais. Depois de vender o sistema Minas-Rio para a Anglo-American, a mineradora MMX negocia a venda de outros ativos de minério de ferro para siderúrgicas nacionais e estrangeiras, segundo afirmou hoje o presidente da companhia, Eike Batista.

- General Eletric: GE vai investir US$ 50 milhões em fábrica. Empresa deve começar a produzir aparelhos de raio X no país em 2009.

- Mars: O grupo americano Mars, dono da marca M&M’s, anunciou ontem a compra da Wrigley, líder mundial em chicletes, por US$ 23 bilhões. A aquisição cria a maior empresa do mundo em doces, superando as fabricantes de chocolates Hershey’s, americana, e Cadbury, britânica.

Sem comentários »

CEO Profissão Perigo: Já havia perdido salário, agora foi-se o emprego

Marcel Ospel, que havia ficado sem 90% do seu salário de presidente do Banco UBS há um mês, agora foi substituído na presidência do conselho por Peter Kurer, que já chega anunciando uma revisão completa das estratégias de investimentos do banco.

Quando se está por baixo, não adianta negociar. É melhor partir para outra.

DROPS Economia:

- Combustíveis: Petrobrás pode reajustar gasolina em mais de 5%.

- Construção civil: Demanda aquecida e alta das commodities puxam os custos do setor de construção civil. A pressão deve continuar nos próximos meses, com reajustes salariais da categoria.

- Petróleo caro viabiliza reservas: Petróleo, a nova esperança da África. Após confirmar a existência de megarreservas, países tentam garantir que dinheiro seja usado para reduzir a pobreza.

- Efeito câmbio: Dólar não pára de cair, e gasto com viagens sobe 50%. Desembolso de US$ 8,9 bilhões no exterior nos 12 meses até fevereiro faz déficit do turismo atingir US$ 3,8 bilhões.

- Crise dos alimentos: A supersafra de 140,7 milhões de toneladas de grãos que o País colhe neste ano garante a comida no prato do brasileiro, mas a pressão de preços dos alimentos no bolso do consumidor deve se agravar nos próximos meses.

- Sistema tributário: A arrecadação de impostos pelo governo federal fechou o primeiro trimestre de 2008 em R$ 161,741 bilhões, aumento de 12,97% (deflacionado pelo IP-CA) ante o mesmo período do ano passado. Um novo recorde.

- Audiência Pública: A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) colocou em audiência pública minuta de deliberação sobre ativos intangíveis. O objetivo da norma é definir o tratamento contábil que deve ser dado a esses ativos.

- Eletroeletrônicos: A Samsung e a Sony decidiram investir cerca de US$ 1,8 bilhão na expansão da capacidade de sua joint venture que fabrica monitores de cristal líquido em meio a uma disparara na demanda mundial por televisores de tela fina.

- Telecomunicações I: Amanhã, a Anatel assinará os termos das licenças de 3G, validando a utilização dos serviços na faixa de 2,1 GHz.

- Telecomunicações II: O empresário Sérgio Andrade, não esconde os planos ambiciosos. “Vamos crescer no Brasil e fora do Brasil, na América do Sul e na África”, afirma ele que, ao lado do amigo Carlos Jereissati, controlará a nova “supertele” que surgiu com a aquisição da Brasil Telecom pela Oi.

- Acidentes de trabalho: A concessão de benefícios devido a doenças causadas por acidente de trabalho atingiu 80.932 nos primeiros três meses deste ano contra 33.837 benefícios em igual período do ano anterior – alta de 139%.

- Vendas on-line: As redes varejistas de eletrodomésticos e informática estão ampliando rapidamente o número de lojas em que os clientes escolhem boa parte dos produtos via internet, já que poucos produtos estão à vista ou em estoque.

- Bancos: O lucro obtido pelos bancos no primeiro trimestre manterá o forte ritmo de crescimento visto em 2007, com avanços acima de 15%. Motivo: a alta demanda por crédito continuou forte até março, época tradicionalmente menos aquecida.

DROPS Empresas:

- Saint-Gobain: O grupo Saint-Gobain pretende investir US$ 5 milhões na Argentina para aumentar em 70% a produção de garrafas de vinho e espumante no mercado global.

- WEG: A fabricante de motores WEG registrou no primeiro trimestre lucro líquido de R$ 125,8 milhões, resultado 2,4% menor do que o lucro obtido no mesmo período do ano anterior. A receita bruta somou R$ 1,1 bilhão ante R$ 971,2 milhões no primeiro trimestre de 2007.

- Coca-Cola Femsa: A Coca-Cola Femsa, a maior engarrafadora latino-americana de produtos Coca-Cola e a segunda maior do mundo em volume de vendas, anunciou na sexta-feira que sua receita bruta no primeiro trimestre de 2008 cresceu 6,4% em comparação com os primeiros três meses de 2007, atingindo R$ 2,7 bilhões (ou 17,2 bilhões de pesos mexicanos).

- Cedro Cachoeira: A Companhia de Fiação e Tecidos Cedro Cachoeira adota um forte programa de ajustes para voltar ao azul este ano, depois de contabilizar prejuízos seguidos em 2006 e 2007. A palavra de ordem na empresa é reduzir o endividamento, cortar custos e expandir mercados.

- Caloi: A fabricante de bicicletas Caloi, segundo balanço divulgado na semana passada, registrou queda de 52% na receita líquida de vendas em 2007 com relação ao ano anterior - caiu de R$ 12, 3 milhões para R$ 5,8 milhões.

- Baosteel: A Baosteel, maior siderúrgica da China, prepara o lançamento de ações em Nova York, Londres ou Hong Kong. O objetivo é obter parte dos US$ 8,6 bilhões necessários para aumentar sua produção de aço.

- Honda: A Honda divulgou lucro de US$ 243,5 milhões no quarto trimestre do ano fiscal terminado em 31 de março, 86% menos que um ano antes. A segunda maior montadora do Japão prevê terminar o ano fiscal com uma queda de 18% no lucro líquido.

- Volvo: As especulações sobre a venda da Volvo aumentaram. Fontes próximas ao presidente da Ford, Alan Mullay, afirmaram que o executivo pretende cortar os laços com a sueca Volvo

- ArcelorMittal: A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, planeja investir até US$ 8 bilhões na Indonésia, comprando uma participação na siderúrgica estatal Krakatau e associando-se à mineradora estatal Aneka Tambang

- Wachovia: O banco Wachovia, dos EUA, está sendo investigado por promotores federais do país como parte de um inquérito mais amplo sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao tráfico de drogas, através de empresas de remessas de dinheiro do México e da Colômbia,

DROPS Empregos:

- Construtoras já ‘importam’ mão-de-obra. Para driblar escassez de operários, empresas contratam em outros Estados e até no Paraguai.

Sem comentários »

Cena Executiva: Gerenciando pessoas

(Cenário: sala típica de alto executivo, mesa grande com papeis e pastas espalhadas, mesa redonda de reunião à frente. Sentado atrás da mesa um senhor, sênior diretor, sentado a sua frente e de lado para a platéia, um jovem, com cara e roupa de executivo.)

Nota-se uma clara relação chefe - subordinado e um certo clima difícil e tenso.

(Sobe o pano)

Diálogo:

Diretor: E então? O que está acontecendo? As coisas estão muito lentas…. as vendas estão “devagar”… precisamos dar uma pegada nesta tua turma ….

Jovem executivo: Bem, o senhor sabe, né …. a minha turma é .. como dizer…. gosta de discutir … colocar suas idéias …. o senhor sabe … eu montei uma equipe de bons amigos, somos “ligados” … eu não gosto de impor …. o senhor sabe, né … deteriora o clima, cria conflitos…

D.: Hum, hum …. mas temos prazos, temos metas … e tô achando que tua turma … sei lá….

J.E.: Pode ficar tranqüilo …. nós estamos muito “juntos” … comprometidos…

D.: Meu rapaz, não discuto teu estilo … mas compromisso é com resultado …. não entre si …. nós estamos aqui para dar resultado e não para sermos amados…. se você quer ser amado … compre um labrador.

(Cai o pano rapidamente)

(Por trás dos panos)
“lo que passa” é uma coisa muito comum no mundo corporativo… a confusão entre pessoal e profissional…ou seja, as pessoas se acham em família, querem ser amigas …. é uma característica típica de carência afetiva…. nada contra, desde que isso não atrapalhe as decisões necessárias, as ordens que devem ser dadas … e, muito menos, a busca dos objetivos a serem atingidos. Carência afetiva é um péssimo parceiro profissional. Se o que se “busca” é ser “amado incondicionalmente” … melhor é ter um bom e meigo cão Labrador.

Direto de Paris:

- O Deutsche Bank confirma seu interesse em adquirir os ativos alemães do Citigroup. A aquisição na Alemanha vai permitir ao Deutsche Bank se reforçar no varejo e ganhar 3,25 milhões de novos clientes.

- O desenvolvimento sustentável até na ponta das antenas: Com seu novo “relais” radio, a Ericsson consegue promover uma enorme redução nos gastos de eletricidade nos transmissões de telefonia móvel. O mundo tem hoje 3 bilhões de usuários de telefones celulares, praticamente metade da população mundial, e esta redução gera uma significativa economia global no consumo de energia.

- A Amazon decide continuar com sua estratégia de preços baixos. O líder mundial de vendas pela internet continua com sua forte política de crescimento no faturamento, permitindo que suas margens se reduzam.

- Carrefour suspende sua campanha publicitária na China. Depois das manifestações anti-francesas na China devido as ameaças de boicote francês às Olimpíadas, o grupo francês Carrefour cancelou sua campanha publicitária no país.

DROPS Economia:

- Petróleo: Depois de um forte salto nos últimos dias, os preços do petróleo retrocederam ontem. Os dados do setor imobiliário americano acentuaram a perspectiva de recessão nos EUA, que é o maior consumidor global de petróleo. Além disso, a influência do dólar sobre as cotações da commodity foi em sentido contrário

- Gasolina: BC já admite reajuste da gasolina neste ano. Copom vê pressões maiores sobre combustíveis, apesar de ainda considerar que manutenção de preços seja mais provável. Equipe econômica avalia que alta dos juros abriu espaço para reajuste da gasolina.

- Automóveis: As montadoras tiveram lucro no primeiro trimestre do ano, impulsionadas por mercados emergentes, como o Brasil.

- O Japão, maior importador de alimentos do mundo, irá à OMC pedir normas que impeçam os países de restringir exportações de grãos. A alta do trigo fez o preço do pão subir pela primeira vez em 17 anos no país.

- Agricultura: A Fundação Gates, de Bill e Melinda Gates, irá aumentar os gastos com projetos agrícolas em 50% este ano em resposta à ameaça de fome e distúrbios sociais em partes do mundo devido à carestia dos alimentos.

- Seguros: Abertura do resseguro deve baratear apólice para as empresas.

- Auditorias: As empresas de auditoria do “segundo pelotão”, como BDO Trevisan, Terço Grant Thorton e Baker Tilly, estão com carteiras lotadas e comemoram a mudança nas Normas Brasileiras de Contabilidade.

DROPS Empresas:

- Whirlpool: A América Latina, com grande destaque para o Brasil, foi responsável por 75% do lucro operacional da americana Whirlpool no primeiro trimestre deste ano, embora a região tenha gerado apenas 20% da receita líquida da companhia.

- Cosan: Adquire ativos da Esso no Brasil. Empresa brasileira do setor sucroalcooleiro pagará US$ 954 milhões para assumir operações da americana Exxon Móbil no país.

- ZF: A direção da ZF, multinacional alemã do setor de autopeças, está percorrendo vários Estados para escolher o local de uma nova fábrica de transmissões para veículos comerciais.

- Oi: Depois de cinco meses de negociações e muitas idas e vindas, está tudo certo para ser assinada hoje a compra da Brasil Telecom pela OI.

- Monark: A fabricante de bicicletas Monark informou, via comunicado à CVM, que estuda a possibilidade de fabricar alguns modelos na China.

- British Petroleum: A British Petroleum será a primeira companhia de petróleo no mundo a produzir álcool combustível no Brasil, em Goiás.

- Embratel: A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou a concessão de licença para que a Embratel ofereça serviço de TV por assinatura via satélite.

- Guardian: A fabricante americana de vidros Guardian vai investir US$ 160 milhões no Brasil. Os recursos serão usados na construção de duas fábricas, que deverão estar prontas em 2009. Hoje, a empresa só possui uma operação no país, localizada em Porto Real (RJ), com capacidade anual de 200 mil toneladas de placas de vidro plano.

- Procter & Gamble e General Mills: Na prateleira de um supermercado de Manhattan, dedicada a cereais para o café da manhã, uma caixa de Cheerios da General Mills divulga uma oferta especial. Um pequeno quadro oferece a oportunidade de economizar US$ 1,50 numa caixa das fraldas descartáveis Pampers, fabricada pela Procter & Gamble (P&G).

- LVMH: A LVMH, grupo francês de bens de luxo, anunciou, sem revelar valores, a compra do fabricante suíço de relógios Hublot, cujos modelos de pulso custam em média US$ 475.000.

- Wendy’s: A Wendy’s, rede de lanchonetes dos EUA, anunciou uma fusão com a Triarc, empresa dona dos restaurantes Arby’s e cujo conselho de administração é liderado pelo investidor Nelson Peltz. O acordo foi avaliado em US$ 2,3 bilhões.

- Mitsubishi: A Mitsubishi vai investir US$ 80 milhões na brasileira Politec, prestadora de serviços na área de TI. Com o aporte, a gigante japonesa – que já era cliente da Politec no Brasil – deverá assumir cerca de 25% da empresa.

- Perdigão: A Perdigão teve lucro líquido de R$ 51 milhões no primeiro trimestre de 2008, queda de 18,7% na comparação com o mesmo período em 2007.

- Vale: A Vale do Rio Doce encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 2,2 bilhões de 55,8% em relação a igual período do ano passado. A receita bruta atingiu R$ 14,5 bilhões, queda de 12,5%.

- Motorola: A Motorola previu, ontem, que sua participação no mercado de telefones celulares irá estabilizar-se, apesar de ter anunciado que seu prejuízo aumentou, com uma forte queda nas vendas.

- Credit Suisse: O Credit Suisse anunciou um prejuízo pior que o esperado no primeiro trimestre, de US$ 2,9 bilhões, frente ao lucro de US$ 2,6 bilhões de um ano antes. Apesar de ter feito uma provisão de US$ 5,2 bilhòes para cobrir prejuízos ligados ao mercado de hipotecas e financiamentos de aquisições, o banco suíço afirmou que continua se beneficiando da reputação de “porto seguro”.

DROPS Empregos:

- Em SP, 42% das empresas não cumprem cota para deficiente:

http://www.bpi.com.br/arquivos/tabela blog.bmp

- Desemprego contraria a tendência e cai em março. Taxa ficou em 8,6% no mês passado; normalmente, índice sobe no terceiro mês. Formalização cresce e já chega a 51,6% do mercado de trabalho, mas renda cai 0,6% em relação a fevereiro, afetada pela inflação maior.

Sem comentários »

Profissionais assumem cargos diferentes da formação

Folha de S. Paulo - 06/04/2008
IGOR GIANNASI

Durante muito tempo, os médicos achavam que Isaac Gil, 57, diretor clínico do Hospital Santa Paula, em São Paulo, fosse administrador de empresas. Cardiologista formado em 1976, ele, na verdade, atuou pouco tempo na medicina.

Gil chegou a abrir um consultório, mas logo decidiu dedicar tempo integral à gestão administrativa na área de saúde. “Se eu continuasse na esfera médica, talvez fosse só mais um”, considera. “Agora, con- sigo ver os dois lados.”

Esse caso do médico administrador é um exemplo de como profissionais “invadem” áreas que não são exatamente aquelas ligadas ao seu passado acadêmico.

“A formação, assim como a escola em que ela foi obtida, é um detalhe importante mais no início da trajetória profissional”, aponta Gilberto Guimarães, presidente do Grupo BPI.

Técnicos X líderes

Segundo ele, na hora de escolher um candidato a um posto de gestão, as realizações que o profissional obteve na carreira são mais relevantes. “Elas comprovam que ele está preparado para o próximo desafio.”

Uma prova de que a experiência pode falar mais alto do que a formação é a existência de bons técnicos com competências de liderança que deixam a desejar, na avaliação de Brunna de Campos Veiga, gerente de desenvolvimento organizacional da Caliper Estratégias Humanas.

“Em dois anos, é possível fazer um curso de especialização. Mas, nesse período, não se aprende a ser um bom líder”, compara Veiga.

Sem comentários »

CEO – Profissão Perigo: Volta por cima

Quando o Itaú comprou o Boston, Geraldo Carbone, na época o No.1 do Boston, permitiu que a troca fosse correta e segura.

Caiu no Conselho do Itaú.

Agora, o Itaú anuncia reestruturação e o Geraldo Carbone assume funções executivas importantes.

Com competência, autoconfiança e persistência, pode-se dar a volta por cima.

DROPS Empresas:

- Bosch: A Bosch reforça a marca Continental de olho no consumo maior das classes C e D.

- Iguatemi: O Iguatemi Porto Alegre está investindo R$ 60 milhões na ampliação em 10 mil metros quadrados de sua área de vendas. Hoje, o shopping tem 39 mio metros quadrados.

- Aliansce: Aliansce reforça plano de expansão para liderar em shoppings.

- Claro: deverá investir R$ 2 bilhões neste ano somente para colocar em operação sua nova rede de telefonia celular de terceira geração (3G). O valor exclui o R$ 1,4 bilhão pago pelas licenças pelas licenças em dezembro.

- Filizola: Filizola reestrutura gestão para crescer. Fabricante quer dobrar faturamento em três anos, com lançamentos e entrada em outros segmentos.

- Natura: A Natura encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido consolidado de R$ 79 milhões, com ligeira queda de 1,7% em relação ao mesmo período de 2007.

- Romi: A maior fabricante de máquinas-ferramenta e injetoras de plástico do país, está em busca de novas aquisições para crescer.

- Even: A construtora e Incorporadora Even oficializou ontem a abertura de uma linha de crédito no valor de R$ 475 milhões junto ao Itaú. Os recursos serão utilizados para realizar a compra de novos terrenos e financiamentos à construção dos empreendimentos. O prazo de pagamento é de 66 meses.

- Delphi: Anunciou ontem um acordo de fornecimento de sistemas para a produção de uma motocicleta com motor biocombustível. O veículo será produzido pela AME Amazonas Motocicletas Especiais. A Delphi fornecerá a tecnologia de injeção eletrônica.

- Apple: A Apple superou as projeções dos analistas em seu segundo trimestre fiscal, cujos resultados foram divulgados ontem. As vendas chegaram a US$ 7,51 bilhões, com alta de 43%. A previsão dos analistas era de US$ 6,96 bilhões.

- OGX: A OGX, petrolífera do empresário Eike Batista, informou às autoridades de mercado que está planejando abrir seu capital na Bovespa. A companhia não revelou detalhes financeiros nem o cronograma.

- Liberty Mutual: A seguradora americana, fechou acordo para comprar a Safeco, firma de seguros para empresas, por US$ 6,2 bilhões.

- UBS: O UBS anunciou planos para enxugar sua divisão de banco de investimentos para se concentrar mais no lucrativo braço de “private bank”, além de alterar a maneira como seu conselho opera para reforçar o foco em gestão de risco.

- General Motors I: A GM viu suas vendas globais cair 0,6% no primeiro trimestre, para 2,25 milhões de unidades, abatida pela debilidade do mercado americano. Já a japonesa Toyota registrou um aumento de 2,7% nas suas vendas do período, para 2,41 milhões de veículos.

- General Motors II: Toyota passa à frente da GM.

- GRSA: A líder nacional em refeições coletivas, encerrou 2007 com lucro líquido de R$ 13 milhões, 27,2% menos do que no ano anterior. O resultado foi impactado principalmente pelas despesas não-operacionais que no ano passado somaram R$ 58,3 milhões.

- Starbucks: A americana Starbucks anunciou ontem que prevê, pela primeira vez desde 2000, um lucro menor que o previsto este ano devido à queda nas vendas nas lojas dos EUA, segundo informou a Bloomberg.

- Estrela: A fabricante de brinquedos Estrela lançou 240 produtos em 2007 e conseguiu aumentar em 34% a receita líquida de vendas, para R$ 73,6 milhões, a maior desde 2003, com números deflacionados. Mas graças a aumentos de despesas e a uma indenização trabalhista de R$ 2,5 milhões, a empresa amargou prejuízo líquido de R$ 17,2 milhões. Em 2006 teve lucro de R$ 1,1 milhão.

- Brasil Telecom: A estratégia de buscar as classes C e D para manter o crescimento da base de assinantes de telefonia celular fez com que a Brasil Telecom sofresse e com que a receita média por usuário (ARPU, na sigla em inglês) ficasse em torno de R$ 29,80 mensais no primeiro trimestre do ano, queda de 10,9% ante mesmo período de 2007.

DROPS Economia:

- Inflação I: Os aumentos nos preços do petróleo e dos alimentos elevaram a inflação a taxas recordes na Ásia e Oceania. A inflação na Austrália chegou a 4,2% no primeiro trimestre, a mais alta em 17 anos.

- Inflação II:Área econômica quer reajustar gasolina logo. BC chegou a considerar na última reunião do Copom alta na gasolina e no diesel neste ano, o que pesou na decisão do juro. Aumento do diesel deve ser anunciado antes do que o da gasolina por ter impacto menor no IPCA, o índice oficial de inflação.

- Varejo: As vendas dos supermercados registraram crescimento real de 13,84% no mês passado, em relação a março de 2007. O resultado do primeiro trimestre foi o melhor dos últimos cinco anos, segundo a Abras.

- Construção civil: Construtoras miram capital externo do turismo: Método Engenharia, Odebrecht, Ecocil, etc… apostam em parcerias na hotelaria. As incorporadoras Gafisa e JHSF miram segunda moradia a estrangeiros.

- Hotelaria: Na contramão do boom turístico nordestino, redes hoteleiras como Accor Hospitality e Vila Galé conseguem ainda encontrar espaço na região sudeste brasileira, mesmo nas capitais.

- Telecomunicações: A Câmara Federal realizou ontem um debate sobre o projeto de lei que regulamenta o mercado de televisão por assinatura no Brasil. O relator do Projeto de Lei 29/07, do deputado Jorge Bittar (PT-RJ), defendeu a tese de que seu substituto dinamizará o mercado de TV por assinatura no país.

DROPS Empregos:

- Emprego na indústria de veículos sobe 15%.

- Jornada de 40 horas: Os trabalhadores da indústria farmacêutica de São Paulo são a primeira categoria do país a conquistar a redução da jornada para 40 horas semanais. A convenção coletiva foi assinada ontem pela Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado (Fequimfar), pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT (Fetiquim) e pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma).

Sem comentários »

Cena Executiva: montando novas equipes - 2

(Cenário: mesma sala típica de alto executivo, mesa grande com papeis e pastas espalhadas, mesa redonda de reunião à frente. Sentado atrás da mesa um senhor, sênior diretor, sentado a sua frente e de lado para a platéia, um jovem, com cara e roupa de executivo.)

Algum tempo depois. A clara relação chefe - subordinado evoluiu para uma relação mais próxima e a dificuldade de relacionamento e comunicação é menor.

Sobe o pano

Diálogo:

Diretor: E então? Como vão indo as coisas?

Jovem executivo: Bem, o Senhor sabe…. a turma é meio fraquinha, estou tenho dificuldades em impor meu jeito, dar velocidade ….

Diretor: Hum, hum

Jovem executivo: Eu até queria falar mesmo com o senhor. Eu gostaria de poder mandar embora o gerente regional …. ele só faz as coisas do jeito dele e acaba atrapalhando tudo …. Ele dá resultado mas podia ser melhor….. O que o senhor acha???

Diretor: Meu rapaz, bons líderes não cortam cabeças, as dobram, Conseguem ser respeitados, convencem e influenciam seus subordinados, descobrem talentos.

(Cai o pano rapidamente)

Sem comentários »

DROPS Economia:

- Inflação I: Sem trigo argentino, pão fica mais caro. Argentina volta a suspender exportações ao Brasil, pressionando preço do pão que já subiu 17% nos últimos 12 meses.

- Inflação II: Projeção da inflação sobe pela 4ª vez seguida.

- Petróleo: Preço do petróleo para entrega em maio fechou a US$ 119,37 em Nova York – alta superior a US$ 57 nos últimos 12 meses.

- Batatas e a crise de alimentos: A dramática crise de alimentos que afeta países em desenvolvimento está impulsionando a maior utilização da batata nos cardápios. Os dois maiores plantadores do mundo, China e Índia, decidiram aumentar a produção.

- Paraguai: O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que o Paraguai não abandonará o Mercosul e anunciou que seu país buscará relações com a China, atualmente inexistentes.

- Seguro de crédito: O aumento na inadimplência das empresas americanas provocou alta de 10% no preço do seguro de crédito à exportação para as companhias brasileiras, segundo empresas mais atuantes no mercado de curto prazo, de até dois anos. Cresceu a demanda pelo produto financeiro, que protege o exportador brasileiro contra o não-pagamento de uma importação, diante dos temores de que mais companhias nos EUA e Europa enfrentem dificuldades.

- Metrô: A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem a contratação de dois empréstimos – no valor total de US$ 630 milhões – destinados ao Metrô paulista.

- Brinquedos: A indústria de brinquedos planeja deixar São Paulo e abrir um pólo de produção no Nordeste. A Abrinq estima que, em até cinco anos, o projeto atrairá 80% das empresas, com a eliminação de 18,5 mil empregos no Estado.

- Disputa nos lácteos: A multinacional Nestlé liderou a captação de leite no país em 2007, seguida pela Eleva, da Perdigão. Mas as recentes aquisições da segunda podem levá-la ao topo do ranking neste ano.

- Telecomunicações: Telmex e Globo detêm um acordo que prevê a venda de 2% das ações da empresa brasileira à companhia mexicana de Carlos Slim caso seja aprovado Projeto de Lei nº 29. Com isso, a Telmex tomará para si o controle acionário da Net, já que atualmente a Globo detém 51% das ações e a Telmex controla os 49% restantes. A Telefônica também aguarda os benefícios da nova lei a oportunidade de adquirir o controle acionário da TVA. E a Oi, quer expandir sua TV por assinatura, a Oi TV para outras regiões do país, caso a nova lei seja aprovada.

- Expansão do varejo: Estimulados pelo recorde histórico de confiança do consumidor no varejo alcançado em abril, redes do varejo reforçam planos de expansão.

DROPS Empresas:

- Danone: A Laep Investments, controladora da Parmalat, comunicou oficialmente ao mercado ontem a compra da marca Poços de Caldas, e o licenciamento da marca Paulista, ambas pertencentes à Danone. Também ontem, a Danone anunciou a demissão de todos os 170 funcionários de sua fábrica em Guaratinguetá (a 176 km de São Paulo), que será arrendada para a Parmalat.

- Duratex: A compra da Ideal Standard pela Duratex envolve plantas em Jundiaí (SP) e Queimados (RJ) e aumenta a capacidade da líder de louças e metais sanitários, a Deca para 5,6 milhões de peças por ano, o que lhe garante uma participação de mercado de 25%.

- OGX: A OGX Petróleo e Gás, do empresário Eike Batista, protocolou ontem na CVM, pedido de registro para uma oferta pública primária de ações ordinárias (com direito a voto). A operação será realizada exclusivamente para investidores qualificados. A concretização da oferta estará sujeita às condições favoráveis do mercado de capitais nacional e internacional.

- BES: O Banco Espírito Santo elevou a sua participação no Bradesco por meio da compra de 1,5% de ações ordinárias da instituição brasileira. O banco português desembolsou R$ 685 milhões para a aquisição e detém, agora, 7,97% dos papéis com direito a voto do Bradesco – e uma fatia de 3,99% do capital total do banco.

- Yahoo: Quadruplicou seu lucro líquido no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2007, para US$ 542,2 milhões.

- eBay: A eBay, empresa americana de leilões online, informou que moveu um processo contra o website de anúncios classificados Craigslist, alegando que seus executivos propositadamente tomaram medidas que diluem o valor das ações que possui da empresa.

Sem comentários »

CENA EXECUTIVA: Montando Novas Equipes - 1

(Cenário: sala típica de alto executivo, mesa grande com papeis e pastas espalhadas, mesa redonda de reunião à frente. Sentado atrás da mesa um senhor, sênior diretor, sentado a sua frente e de lado para a platéia, um jovem, com cara e roupa de executivo.)

Nota-se uma clara relação chefe - subordinado e uma certa dificuldade de relacionamento e comunicação. O jovem foi recém contratado e tem menos de 6 meses no cargo.

Sobe o pano

Diálogo:

Diretor: E então? Como vão indo as coisas?

Jovem executivo: Bem, o Senhor sabe…. a turma é meio fraquinha, estou tenho dificuldades em impor meu jeito, dar velocidade ….

Diretor: Hum, hum

Jovem executivo: Eu até queria falar mesmo com o senhor. Eu gostaria de poder trazer minha equipe anterior…. afinal eles sabiam trabalhar comigo … O que o senhor acha???

Diretor: Meu rapaz, bons líderes não arrastam velhas equipes, montam novas, formam novos talentos.

(Cai o pano rapidamente)

DROPS Empresas:

- Google: Pelo segundo ano seguido, o Google liderou o ranking Brandz de marcas mais valiosas do mundo, elaborado pela consultoria Millward Brown. O site aparece no topo, com valor de mercado em torno de US$ 86 bilhões.

- Wal-Mart: A rede de supermercados Wal-Mart manteve-se como número um do ranking da revista ‘Fortune’, feito com base nas receitas das 500 maiores empresas dos EUA. Em 2007, o faturamento da rede alcançou US$ 378,8 bilhões.

- O Bank of America informou queda de 77% nos lucros, para US$ 1,21 bilhão no primeiro trimestre. Na semana passada, o Citigroup havia informado perda de US$ 5,11 bilhões.

- GM: A General Motors vai reduzir a produção em duas unidades – uma no Canadá e outra no estado de Michigan – devido ao impacto crescente da greve de um fornecedor. As atividades da American Axle & Manufacturing Holding estão suspensas há 56 dias e já levaram à diminuição ou à paralisação da produção em 31 fábricas da GM na América do Norte.

- Ernst & Young: A Ernst & Young lançou ontem a maior reestruturação no setor de auditoria desde o colapso da Arthur Andersen ao anunciar a intenção de fundir suas firmas européias e integrar outros 42 países em uma única sociedade. A decisão é a mais audaciosa já tomada por uma das quatro grandes firmas do setor para superar as restrições legais e regulatórias de cada país que impedem as firmas de acompanhar plenamente o alcance global de seus clientes multinacionais.

- Banco Fator: O Banco Fator começa em junho a operar no mercado de seguros. Por US$ 1, o banco comprou o que sobrou no país das operações da americana Cigna, que deixou o Brasil em 2003, após problemas no mercado de seguro saúde.

- DuPont: Toneladas de bagaço de cana tem sido exportadas, anualmente, pela subsidiária brasileira da DuPont a seu quartel-general nos EUA. É a munição com que a empresa decidiu se alistar na batalha em defesa do biocombustível, que vem se tornando alvo de críticas de instituições preocupadas com os aumentos nos preços mundiais dos alimentos.

- Bic: As ações da fabricante de canetas Bic atingiram seu menor patamar nos últimos três anos e meio, na última sexta-feira 18, no pregão de Paris, segundo a agência Bloomberg. Isso aconteceu depois que a empresa informou que terá um lucro 39% menor e vendas inalteradas. A causa é a recessão americana.

- Pão de Açúcar: Grupo Pão de Açúcar começa a administrar postos de rua. Venda de álcool e gasolina vira negócio à parte para grandes redes.

- Dulcini: A Dulcini, líder na produção de açúcar líquido do país, vai investir R$ 40 milhões em parceria com a destilaria Baldin para a construção de uma nova fábrica. A unidade será instalada em Pirassununga (SP), onde a destilaria mantém sua sede.

DROPS Economia:

- Brasil admite negociar tarifa de Itaipu. Segundo o ministro Celso Amorim, governos brasileiro e paraguaio vão discutir ‘a maneira de fazer’ o reajuste. Isto significa que a energia vai continuar subindo além dos 200% que já subiu.

- Atrito indústria x varejo: A ampliação da substituição tributária de ICMS no Estado de São Paulo afetou fortemente a negociação de preços entre indústria e comércio. Os varejistas estão reagindo à elevação de preço dos produtos derivada da inclusão do imposto pago antecipadamente. Alguns setores da indústria, por sua vez, resistem a relevar os preços sobre os quais o ICMS foi calculado, tal como está previsto na lei estadual que regula o mecanismo. Dependendo da estrutura de distribuição, o valor sobre o qual o ICMS foi pago revela a margem de lucro que o fabricante tem com a mercadoria.

- Promoção nos Shoppings: Mudança na regulamentação de promoções comerciais promete dar nova vida aos sorteios de shopping centers. A portaria 41 do Ministério da Fazenda, de 19 de fevereiro deste ano, facilita o pedido de autorização de promoções comerciais coletivas, que envolve não só sorteios, mas também vale brinde e concurso.

- Automóveis de luxo: O empresário Sérgio Habib, que comunicou o desligamento da presidência da marca Citroën na sexta-feira, deve voltar a ser o importador dos automóveis de alto luxo da marca Jaguar. Os veículos da marca inglesa eram até agora importados pela filial brasileira da Ford. Mas como a a Ford recentemente vendeu tanto a Jaguar como a também inglesa Land Rover para a indiana Tata as operações de importação dessas duas marcas deverão ser reorganizadas.

- Marketing: Com crescimento superior ao da publicidade tradicional, o setor têm atraído grandes grupos internacionais como Accor, Omnicom e Publicis, que apostam em aquisições no país.

- Alimentos: Brasil exporta trigo por preço abaixo do mercado interno.

- Agrobusiness: No primeiro trimestre a quantidade de fertilizantes entregue ao consumidor final do Brasil foi recorde, com 5,4 mihlões de toneladas, de acordo com dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

- Turbulência global: China impões normas para segurar mercado.

- Mais devagar: 1,7% é o crescimento estimado pelo FMI para a economia dos países da
União Européia em 2008. No ano passado, a expansão dos integrantes do bloco foi de 3,1%.

- Mercado financeiro: Banco da Inglaterra injeta US$ 100 bilhões e ajuda bancos.

- Guerra ao Biocombustível: Alta de alimentos ameaça derrubar governos na África. Crise estimula protestos e a luta contra a fome se torna a principal bandeira de oposições e de grupos rebeldes.

- Cias. Aéreas: A Air France-KLM declarou ontem que sua oferta de aproximadamente US$ 226 milhões para comprar a Alitalia “já não é válida”. A companhia aérea franco-holandesa diz que a alquebrada rival italiana não conseguiu aclarar sua “situação legal”.

DROPS Carreira:

- Vai e vem: Roberto Setúbal anuncia mudanças na estrutura do Itaú. Geraldo Carbone vai comandar o varejo.

Sem comentários »

    Atenção à era do cliente do conhecimento!

Entrevista com Gilberto Guimarães - Revista Cliente SA.
www.clientesa.com.br/ março 2008

Reestruturação. Palavra que assusta executivo e funcionários ao ser cogitada em qualquer empresa. Ela pode vir de revisão do modelo de negócio, ou novas oportunidades e, com ela, a perda do investimento em conhecimento, além de provocar um problema social e ter um problema de imagem associado á marca. Nesta Entrevista Exclusiva, Gilberto Guimarães, que dirigiu várias empresas no Brasil e hoje e o responsável pelo crescimento da francesa Groupe BPI no País, conta como foi o surgimento da empresa, que nasceu com foco de Outplacement, e se multiplicou em direção à consultoria. Ele é veemente ao falar sobre mudanças que o cliente do conhecimento está impondo ás empresas em todo o mundo e as oportunidades mercadológicas das empresas tradicionais ás do conhecimento, como Google e Yahoo. Ou do relacionamento, como Orkut.

A BPI acabou se transformando numa das maiores empresas de consultoria e planejamento, com 70 escritórios espalhados pelo mundo, faturando 120 milhões de euros. No Brasil, inicio suas atividades com um grande desafio: reestruturar a Brasil Telecom, projeto que teve um dos maiores índices de recolocação da BPI, com 93% das mais de cinco mil pessoas dos vários estados onde atua. Guimarães, que é autor dos livros “Esta Desabalada Carreira” e “Reestruturando Vidas e Empresas”, fala de experiências, novo perfil da área de recursos humanos, como a inovação afeta a empresa e o surgimento da sociedade do conhecimento dentro das empresas, transformando em cultura organizacional o grande desafio pela própria sobrevivência.

“A gestão do conhecimento é a grande arma para as empresas manterem seus negócios e enfrentar um cliente cada vez mais participativo e exigente, que não sai mais ás compras sem consultar o produto que quer adquirir. Essa nova realidade impõe mudanças nas empresas, das mais tradicionais e conservadoras, às de vanguarda, formando uma nova frente de profissional - O do Conhecimento.”

Quem é o Gilberto e como ele chegou à BPI?

Sou engenheiro formado pela Universidade Politécnica de São Paulo. Logo depois de formado, fui trabalhar em grandes empresas de informática que, na época, iam buscar engenheiros da Poli para formar suas equipes, tanto técnicas quanto comerciais. Em paralelo, comecei a fazer meu mestrado em Pesquisa Operacional na Getúlio Vargas. Comecei a dar aulas na FGV e segui com a carreira executiva. Foi então que comecei a viajar muito e abandonar um pouco o meio acadêmico. Anos depois voltei ao meio acadêmico, e reintegrei o corpo docente da FGV, bem como do IBMEC São Paulo, onde dou aulas de reestruturação de empresas. Reestruturação passou a ser minha nova área. Hoje, dirijo no Brasil a BPI, criada na França há 20 anos, exatamente para apoiar empresas em processo de reestruturação. A legislação européia determinava que, se as empresas durante o processo de reestruturação, demitissem pessoas por razões econômicas, elas teriam de ajudar essas pessoas a se recolocarem. E toda a lógica do negócio é a montagem de um plano que tem o objetivo de, antes da reestruturação, reduzir o volu¬me de rupturas de contrato de trabalho, diminuindo a quantidade de desligados e ajudando aqueles que foram desligados a encontrarem um novo desafio profissional. Em função disso, a BPI cresceu muito. Nos últimos 20 anos, houve um maior volume de reestruturações. E o Brasil hoje está entrando também nesse novo mundo, nesse tempo de grandes mudanças.

A que você credita esse crescimento?

A BPI está presente hoje em 1 7 países, fortemente na Europa, Brasil, Estados Unidos e em alguns países no norte da África. Na Ásia, nossa atuação ainda é pequena, pois lá o desemprego ainda não é uma situação tão dramática e, na verdade, está em processo de estruturação, ou seja, é uma fase de entrada de empresas, a consolidação de novos mercados. BPI cresceu muito por meio da quantidade de empresas em reestruturação. Hoje, é uma empresa de consultoria geral em recursos humanos da ordem de 120 milhões de euros de faturamento, o que é muito para uma empresa de consultoria em re¬cursos humanos. No Brasil, o primeiro grande trabalho foi no ano de 2000, com a Brasil Telecom. Um grande projeto que teve como diferencial nosso índice de recolocação, que foi, e ainda é, dos mais altos. A BPI recoloca no mercado, em média, 87% das pessoas em menos de quatro meses. No caso da Brasil Telecom, foi fantástico. Foram 93% das mais de cinco mil pessoas dos vários estados em que a operadora atua. É importante falar tudo isso, porque o mundo mudou. Em função disso, a carreira também mudou. Tenho dois livros no mercado e dou aula nas universidades em cima desses temas. Um desses livros é sobre carreira, que é um dos trabalhos básicos da BPI. O livro se chama “Desabalada Carreira”. Aliás, é o mesmo nome do meu blog. E o outro livro se chama “Reestruturando Vidas e Empresas”, porque quando você reestrutura uma empresa, modifica a vida de milhares de pessoas. E é esse processo que me leva a definir qual é o novo perfil dos recursos humanos e o que é esse mundo, o que é a gestão de pessoas nesse novo mundo.

Mas em que nível vocês atuam?

Em todos os níveis. É claro que 80% dos desligamentos vem da base. Esse é o grande diferencial da BPI, porque ela faz o outplacement de porteiro a presidente. Outplacement não é só um benefício, na verdade, é uma ação social econômica para toda a estrutura da empresa.

http://www.bpi.com.br/arquivos/cliente conhecimento I.jpg

E qual a justificativa para o negócio dar certo?

Primeiro, as empresas contratam a BPI por uma questão de obrigatoriedade legal, depois porque a imagem é afetada durante as grandes reestruturações. Basta olhar¬mos o que está acontecendo com uma grande rede varejista que está passando por um processo de reestruturação e demitiu 25% da diretoria; isso sempre gera um desgaste. No Brasil, além de desgaste, gera um volume muito grande de demandas judiciais. O Brasil é um país maluco. Temos 2,5 milhões de ações judiciais por ano, coisa que não existe em país nenhum. Ao apoiarmos as pessoas, a demanda judicial cai a praticamente zero. Em todos os nossos clientes, o volume de demanda judicial é quase nulo e o custo disso é muito baixo. Há um benefício enorme para a empresa, porque a imagem divulgada é muito importante e a empresa precisa de uma imagem pública adequada. O fato de elas ajudarem pessoas que foram demitidas, recolocando-as, é de extrema importância. E para a pessoa é essencial, porque ela recebe não só os valores legais, como normalmente existem adicionais que a empresa oferece por ano de casa. Então, ela recebe 40% da multa de fundo de garantia, o próprio fundo de garantia, verbas rescisórias legais e extra legais. Além disso, em menos de quatro meses ela terá outra renda. Isso para a pessoa é fantástico. Esse tipo de programa e processo tem crescido bastante porque é bom para o profissional e também para a empresa.

http://www.bpi.com.br/arquivos/cliente conhecimento II.jpg

Como é essa mudança de visão em recursos humanos?

A grande mudança no conceito de recursos humanos é a grande mudança do capitalismo. Aos fatores de produção, fatores básicos do capitalismo, temos que levar em consideração um novo fator, que é o conhecimento e que Peter Drucker chama de sociedade do conhecimento. Hoje, as grandes empresas são criadas praticamente sem capital, sem dinheiro envolvido. Microsoft, Cisco, Hp, Yahoo, foram criadas pelo conhecimento, pelo bom uso da informação e não por uma injeção de capital financeiro. Isso significa que hoje, o trabalhador do conhecimento é o grande profissional, é o profissional do amanhã, é aquele que põe em execução seu conhecimento e não a sua força física. Na verdade, o conhecimento é um produto extremamente inovador. É um produto que você produz, vende, entrega e continua com ele. O trabalhador do conhecimento realiza o grande sonho do Marxismo; ele é dono das ferramentas de trabalho e do produto do seu trabalho. Quando a empresa demite uma pessoa, desliga todo o conhecimento que aquele profissional leva com ele. É por isso que hoje a gestão de recursos humanos tem que ser entendida como a gestão do conhecimento que, por sua vez, não e mais aquela ferramenta que registra o conhecimento. É, sim, a capacidade de influenciar pessoas a fazerem o que deve ser feito, de conseguir manter em outras pessoas da empresa o conhecimento desenvolvido por cada membro de sua equipe. Esse é o novo desafio do gestor de pessoas.

O senhor está falando de um novo trabalhador?

No fundo, não é só um novo trabalhador. Isso é generalizado, pois agora também existe o “cliente na sociedade do conhecimento”. Antes, o vendedor dispunha da especialização, entendia do produto ou serviço que estava sendo vendido, enquanto que o comprador não sabia nada. O cliente vinha até vendedor perguntar o que era bom para ele. Isso não é mais realidade. Hoje, antes de chegar ao vendedor, o cliente já pesquisou na internet, nas comunidades especializadas, usou todas as fontes de informação e, ouso dizer até que ele entende tanto quanto o vendedor. O vendedor tem que entender esse cliente do conhecimento como um igual. Não existe mais a possibilidade de “fazer a cabeça dele”. Agora, o vendedor deve influenciá-lo de maneira a que ele resolva adotar a solução que tem certeza que é melhor para ele, porque o convence disso. Isso vale para telemarketing, cobrança, negociação e venda direta, etc, para todo tipo de negócio. Este treinamento para formação do vendedor na sociedade do conhecimento é o grande desafio do RH. A maneira como você trata seus empregados, será a maneira como seus empregados tratarão os seus clientes, não se esqueça disso.

Como seguir essa cultura?

A evolução do processo de mudança é a mesma em qualquer mudança social. Ela sempre passa por três fases. A primeira fase é chamada de normalidade. Se todo mundo faz de um jeito, eu também vou fazer. Ou seja, a normalidade não é quando todos fazem algo, mas quando a maioria faz. Então a normalidade se espalha. Uma vez que esta normalidade virou moda, é criado o conceito de moralidade. Se todo mundo faz ou se a maioria faz, deve ser correto, e vira ético e moral fazer desta forma. Na sociedade do conhecimento, ainda estamos na fase da normalidade. Depois dessa fase, a sociedade cria a fase da Legalidade, ou seja, estabelece uma regra dizendo que o correto é ser feito desta forma e quem não o faz é errado. Se estamos ainda longe da moralidade, estamos mais longe ainda da legalidade. E é por isso que encontramos uma forte incoerência entre a nova postura do trabalhador do conhecimento, que trabalha sem horário, em casa, sem controle de produtividade e a CLT, por exemplo. A legalidade antiga e a nova normalidade são aspectos difíceis para o gestor de pessoas harmonizar.

http://www.bpi.com.br/arquivos/cliente conhecimento IV.jpg

Quem está quebrando esses paradigmas?

As empresas que criaram a nova, normalidade são aquelas fortemente calcadas no conceito de conhecimento, aquelas que necessitam do “produto conhecimento” com mais intensidade. É claro que vamos encontrar isso em fábricas de software, agências de publicidade, agências de créditos, financeiras e menos freqüentemente na área industrial.

Mas o cliente do conhecimento está em contato com qualquer empresa?

Sim, e ele é um cliente jovem, bem informado, socialmente bem colocado. A geração que nos precede provavelmente nunca se preparou para fazer uma compra. A que virá agora, depois de nós, nem imaginará sair para um processo de compra sem antes pesquisar na internet e junto aos amigos sobre o produto. Por isso, hoje o fator mais importante para o marketing é o marketing de rede, o marketing viral, o boca-a-boca nas comunidades. E é isso que a publicidade tradicional não atinge. É claro que quem faz a propaganda vai dizer que seu produto é o melhor, mas isso não cria credibilidade em um cliente do conhecimento. Esse novo mundo exige novas mídias, novas formas de fazer.

Como as empresas estão se preparando para atender esse cliente?

Em linhas gerais, não é só um desafio para o RH. É um desafio maior ou igual para os profissionais de marketing e eles têm que entender isso. Ao lançar um carro novo, saiba que a credibilidade vai ser conseguida muito mais por outras mídias, como internet e opinião de especialista, do que na publicidade que o cliente do conhecimento vai assistir no intervalo da novela das 20h.

Qual a percepção do cliente quando liga para uma área de atendimento?

É importante lembrar que não existe mais o conceito do coletivo, aquela generalização muito comum na administração. Cada cliente é um indivíduo importante. Um líder não lidera equipes, e sim, pessoas. Cada pessoa é uma individualidade. Se, para uns, você tem que apenas mostrar e valorizar o novo, para outros, deve demonstrar que aquele é o melhor produto. É tratar a pessoa de acordo com seu perfil. Essa mesma técnica deve ser levada ao vendedor ou ao operador do call center. Você percebe que cada pessoa é diferente e isso significa que não dá mais para ter um script engessado, um roteiro que vem na tela e é usado em todas as ligações. É preciso se adaptar ao interlocutor do outro lado. Essa é a grande dificuldade no treinamento de pessoas, sobretudo, em televendas e telecobrança. Também é a diferenciação entre o modelo antigo e o modelo novo. Existe, sim, um novo jeito de vender e de liderar pessoas. Em resumo, o que a empresa tem que entender é que, hoje, existem novas maneiras de liderar, novos profissionais do conhecimento e novas maneiras de se vender para os novos clientes do conhecimento. A empresa e o profissional que não mudarem, serão ultrapassados.

http://www.bpi.com.br/arquivos/cliente conhecimento V.jpg

A mudança fica mais clara na internet?

Mais ou menos, pois quando se fala de internet, ela é só um meio do conhecimento e não um produto em si. Costumo dizer que as empresas têm que, a cada dois a três anos, se reinventarem, senão serão ultrapassadas. Como a Motorola foi ultrapassada pela Nokia e como a Nokia está sendo ultrapassada pelo iPhone. A Kodak também foi ultrapassada pela fotografia digital num piscar de olhos e agora ela corre atrás para tentar reverter e voltar a ser líder em um mercado que perdeu. Como é que faz?

E quem decide a mudança? O presidente?

Estamos entrando no assunto da reestruturação de empresas, que é uma das especialidades da BPI. Normalmente, quando a empresa entra nesse processo, não é por decisão de uma única pessoa, mas sim, uma reação à deterioração do negócio. As empresas começam a reestruturação quando perdem a liderança. Não é por uma unica decisão de um CEO. Normalmente, esse CEO passa a ser parte do problema e não é o mais indicado para liderar a reestruturação. Tem que ser alguém novo, de fora, porque quem está dentro não enxerga mais os problemas. Isso é humano. Nos acostumamos com o que temos, por melhor ou pior que seja. Esta característica é uma grande vantagem para o ser humano, permite a adaptabilidade, mas é, também uma grande desvantagem porque pode impedir de se ver e corrigir os problemas.

Sem comentários »

Próxima Página »