Arquivo de Maio de 2008
CEO - Profissão Perigo: Quando a Imagem Perde o Brilho - segundo capítulo
As ações da Alcatel-Lucent subiram ontem 3,13%.
Amanhã, em Paris, será a assembléia geral de acionistas e os investidores especulam sobre uma mudança na direção geral do grupo.
Rumores garantem que serão tomadas decisões autorizando a demissão de Patricia Russo, a famosa e vaidosa CEO americana.
De qualquer maneira, os mesmos rumores indicam que apesar da autorização para demiti-la, sua partida ainda levará alguns meses.
Será que ela aceitará permanecer no cargo quando sabe que será demitida?
Vaidade e bom senso não se misturam no mesmo drink.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Recuperação americana: A economia americana registrou um crescimento anualizado de 0,9% no primeiro trimestre, conforme o dado revisado divulgado ontem pelo Departamento de Comércio. O número anterior apontava um aumento do PIB de 0,6%.
- Vendas de celulares: As vendas mundiais de telefones celulares aumentaram 13,6% no primeiro trimestre, em relação a igual período do ano passado, para 294,3 milhões de unidades. Na América Latina o crescimento foi de 28,4%.
- Desregulamentação do câmbio: O Conselho Monetário Nacional flexibilizou as regras para operações de câmbio de pequeno valor, até US$ 3 mil, para agentes bancários, agências de viagens e hotéis.
- Ganhos reais: Em 2007, as vendas pela internet somaram R$6,3 bilhões no Brasil e devem chegar a R$10 bilhões neste ano. Para o pequeno empreendedor,a vitrine virtual também ajuda a alavancar vendas no mundo físico.
- Petróleo cai US$4: As cotações do petróleo tiveram ontem um pregão de montanha-russa, mas acabaram encerrando o dia em queda expressiva. As cotações reagiram aos dados dos estoques americanos e aos sinais de que o consumo de gasolina nos EUA está diminuindo com os altos preços.
- Combustível de avião sobe 8,8%.
DROPS Empresas:
- Cortes na GM: A GM pretende demitir pelo menos 10 mil funcionários por meio da oferta de pacotes de demissão voluntária e vai acelerar a migração para a produção de carros de passageiros em vez de caminhonetes na tentativa de colocar um ponto final em 3 anos de prejuízos. O corte de 10 mil funcionários equivale a 14% da folha de pagamento dos empregados filiados ao sindicato United Auto Workers e elevaria o número de demissões voluntárias e antecipações de aposentadoria para 44,4 mil trabalhadores desde 2005.
- Microsoft e Yahoo: O executivo chefe do Yahoo, Jerry Yang, afirmou ontem que um acordo potencial com a Microsoft tem um poder tremendo, mas o gigante do software parece não estar mais interessada na fusão.
- Companhia americana Informatica Corporation amplia atuação no Brasil e pretende alcançar receita global de US$1 bilhão nos próximos quatro anos.
- Comando da Alcatel-Lucent enfrenta hoje o seu ‘Dia D’.
- Carrefour coloca um pé na internet.
- A Dell, fabricante americana de computadores, divulgou lucro líquido de US$784 milhões no seu primeiro trimestre fiscal, que terminou em 2 de maio. O resultado, 3,7% superior ao do mesmo período de 2007, foi ajudado pelo crescimento na demanda por laptops e redução de custos de operação.
- Bradley Birkenfeld, ex-banqueiro do UBS, concordou em admitir culpa em um caso de evasão fiscal nos EUA e, segundo pessoas a par da situação, colaborará com o Departamento de Justiça, revelando nomes de clientes ricos que usaram o banco suíço para fugir do fisco. Não foram revelados os detalhes do acordo.
Sem comentários »Eventos:
A Folha promove hoje, às 19h, debate sobre qualificação profissional e formação de mão-de-obra. As inscrições estão encerradas. Participam o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, o economista Claudio de Moura Castro e Luis Carlos de Souza Vieira (Senai-SP). O debate poderá ser visto ao vivo pela TV UOL (www.uol.com.br).
DROPS Economia:
- Impostos I: O Senado aprovou ontem projeto que muda a tributação para a produção de álcool e de bebidas. Venceu a pressão dos pequenos produtores de refrigerantes, que vão pagar uma alíquota proporcional ao preço de varejo dos produtos.
- Impostos II: A pedido do setor industrial, o governo reduziu o Imposto de Importação de 126 equipamentos que não são fabricados no país. Com a medida, que entrou em vigor ontem e se encerra no final do ano, as máquinas poderão ser importadas com alíquota de 2% para o tributo. A maioria dos equipamentos é destinada à indústria naval, metalúrgica, de papel e celulose, vidro e mineração.
- Legislação: Indenizações por dano moral devem ser isentas de imposto. Primeira seção do STJ já tem maioria de votos favoráveis à não-incidência do IR.
- Trabalho: Os aposentados que, após a concessão do benefício, continuarem trabalhando na mesma empresa e forem demitidos sem justa causa têm direito à multa de 40% sobre o saldo do FGTS de todo o período trabalhado. A decisão consta da orientação jurisprudencial 361, do TST, que substitui a 177, cancelada em 2006 (ela dizia que a multa era devida apenas sobre o período trabalhado posterior à aposentadoria).
- Qualificação: A carência de mão-de-obra qualificada nas empresas pode se tornar um gargalo para a expansão econômica nos próximos anos, avaliaram “pesos pesados” do empresariado nacional - como José Sergio Gabrielli (Petrobras), Roger Agnelli (Vale) e Emílio Odebrecht (Grupo Odebrecht), que participaram ontem de debate durante o 20º Fórum Nacional.
- Recursos Públicos: Incorporação da Nossa Caixa pelo BB deve render R$ 12 bilhões a SP.
- Recuperação: As encomendas de bens duráveis caíram 0,5% nos Estados Unidos em abril, com a diminuição da demanda por aeronaves civis. No entanto, excluído o setor de transportes, as encomendas cresceram 2,5% maior alta desde julho.
DROPS Empresas:
- UBS: UBS vê piora no cenário e risco de perda para Embraer.
- HiTs Telecom: A HiTs Telecom, empresa saudita de investimentos em telecomunicações fechou acordo para comprar 49% da Unicel, que detém licença para atuar na telefonia móvel em São Paulo, mas nunca entrou em operação.
- Azul: A Azul Linhas Aéreas, que deve começar a voar em janeiro, acelera negociações com o BNDES para obter financiamento para a aquisição de aeronaves da Embraer. A companhia já tem 38 pedidos firmes do modelo 195.
- BG: A BG pode anunciar ainda hoje a aquisição da Origin Energy, uma das maiores empresas australianas da área de energia. A BG melhorou sua oferta para US$ 12,7 bilhões, para assegurar o apoio do conselho da Origin.
DROPS Empregos:
- O desemprego na Grande São Paulo em março teve a maior queda para o mês desde 1996, para 14,2% da população economicamente ativa. Nas seis principais regiões metropolitanas do país, a taxa ficou em 15%.
Sem comentários »Novas rédeas e os velhos cabrestos corporativos
por Marco A. Quége
Quem trabalha no mercado de educação, sempre tem uma remuneração indireta altíssima (e de grande valia) proveniente de toda a rede de relacionamentos com intelectuais e executivos de todos os segmentos de mercado, que de uma forma ou outra sempre trazem algo de curioso e desafiador nas conversas de bastidores. A moeda aqui é o conhecimento.
Foi numa dessas conversas de bastidores que tive com o professor e consultor francês Jean Bartoli - já muito conhecido na comunidade executiva brasileira- que um tema despertou a minha atenção e resolvi transformá-lo neste artigo, com o objetivo de fazer mais pessoas refletirem sobre um assunto que é sempre provocador no mundo corporativo: a carreira.
Atualmente as empresas vivem um momento muito especial, para não dizer muito desafiador, no que diz respeito à convivência de, pelo menos, três diferentes gerações num mesmo ambiente de trabalho. A primeira delas iniciou sua carreira numa empresa com a convicção de que se aposentaria lá. A outra também iniciou com a anterior, mas trocou de empresa pelo menos uma vez quando a proposta foi muito melhor e sem riscos. E a terceira também conhecida como geração vídeo-game, está entrando neste jogo chamado “empresa” e se não passar de fase no próximo ano, vai procurar outra empresa, ou melhor, um novo projeto, usando as palavras do professor da USP José Pastore. Desempenho e apetite por desafios complexos não faltarão para esta geração.
Para apimentar este momento descrito anteriormente, segue uma pitada de economia. O tal crescimento econômico que agora faz parte do vocabulário nacional não só no dicionário, mas na prática também, gerou em alguns setores uma verdadeira caçada aos profissionais que já podem entrar jogando, sem usar o tempo na construção da famosa curva de aprendizado. Se o mercado está comprando agora, é agora que precisamos vender.
Esta situação gerou um enorme desafio para indivíduos e organizações no quesito retenção de talentos numa era de transitoriedade de carreiras. De quem é mesmo a responsabilidade pela carreira? Há quem diga que é das empresas, pois afinal elas criaram verdadeiros cabrestos corporativos que são os programas de avaliação de desempenho, planos de cargos e salários, coaching, feedback, plano disso, plano daquilo e ainda prometeram um futuro de encher os olhos no momento da contratação, no qual céu é o limite. Também há quem diga o contrário: o indivíduo é o responsável, pois somente ele pode determinar o que é bom ou ruim, fácil ou difícil, certo ou errado para o seu desenvolvimento. E óbvio, criou-se uma forma de ser, pensar e agir apenas em busca do bom, do fácil e do certo nas empresas. Criou-se gente que não sabe lidar com as adversidades do mundo corporativo. Quem disse que o ruim, o difícil e o errado também não fazem parte da construção de uma carreira de sucesso? E há também, um terceiro e pequeno grupo de lúcidos, que ainda acredita que a carreira pode e deve ser um projeto conjunto entre empresas e indivíduos, uma vez que a relação entre eles é bilateral. Não dá para explorar ou maximizar as oportunidades de carreira se o projeto não for assim.
Conduzir um plano de carreira desta forma pode abrir portas e oportunidades que jamais seriam vistas se apenas um dos lados assumisse as rédeas deste tema. Sim, exige investimento de tempo, dinheiro, transparência e muito boa vontade de ambas as partes. Há quem pense que trabalhar assim custa caro. Não se trata de um projeto caro ou barato, mas sim da relação custo-benefício que ele possui para o individuo e para as organizações do longo do tempo.
Marco A. Quége é diretor geral de programas executivos da Business School São Paulo
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O Profissional do Futuro
20/05/08 - Entrevista para o site Dicas Profissionais
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo.” Foi-se o tempo em que esse provérbio ditava as regras no ambiente empresarial e os subordinados submetiam-se aos mandos e desmandos de seus superiores por considerarem que estes sabiam mais. Em tempos modernos, o sistema hierárquico vem perdendo força e cede espaço a um novo tipo de profissional, o trabalhador do conhecimento. A entrevista com o executivo e professor do IBMEC - SP, Gilberto Guimarães mostra como será o profissional do futuro. Segundo Guimarães, o líder do futuro não dará mais ordens e, sim, pedirá colaboração.
Quais Foram as principais mudanças que ocorreram no mercado de trabalho nos últimos anos?
Gilberto Guimarães – O mercado de trabalho foi modificado em função de uma transformação profunda que houve no mercado em geral e na economia das empresas. Um dos fatores que contribuiu para promover essa alteração foi o esgotamento do mercado consumidor. A globalização também teve seu papel pois, se há esgotamento em um país, a saída é ir buscar mercado consumidor na nação vizinha. Tudo isso mexe com a estrutura da indústria. Antes, a produtividade do trabalhador era medida pela velocidade da máquina. Agora, sua produtividade é mais em função do conhecimento do que da velocidade com que ele trabalha.
Quais as vantagens e desvantagens que essas mudanças trouxeram para os profissionais?
Guimarães – Colocando os profissionais em uma pirâmide, podemos dividi-la em três partes. Na base estão os trabalhadores que não são especializados, que vendem sua força física e precisam estar presentes no trabalho. Esses, certamente, têm muitas desvantagens nesse mundo novo. No centro da pirâmide ficam os profissionais que tem especialização, porém não têm as características necessárias para liderar. A vantagem para os que estão no centro é poder ter melhor qualidade de vida, já que não precisam estar presentes na empresa. No topo, estão os que além de terem especialidade tem qualidades adicionais para serem líderes.
Quais são as características profissionais mais valorizadas hoje?
Guimarães – Antes de tudo, o profissional deve ser especialista em alguma coisa, pois aquela história de que bom é o generalista não é verdade. O empregador de hoje não sabe quanto tempo a empresa dele vai durar; por isso, ele não tem tempo para formar craques. Ele quer um que já esteja pronto. Esse profissional deve conhecer a si próprio, saber identificar suas limitações e no que é bom. Ele precisa ter autocontrole, pois quem não se controla não controla nada nem ninguém. É preciso também ter empatia, que é perceber o que os outros querem e fazer as pessoas perceberem o que você quer. Ter coragem de optar por um caminho sem medo, assim como a capacidade de influenciar outros. E, finalmente, a habilidade de se antecipar, que nada mais é do que estar atento ao que está acontecendo hoje e que pode influenciar o amanhã.
Hoje, é possível falar em emprego seguro?
Guimarães - Hoje, as empresas não podem mais dar a segurança do emprego permanente. O empregado tem de buscar empregabilidade por conta própria, e empregabilidade é o quanto ele vale fora da empresa.
É possível traçar um panorama de como o mercado de trabalho estará nas próximas décadas?
Guimarães – O trabalhador do futuro vende sua competência e não está preocupado com a perenidade. Em tese, é uma legião de prestadores de serviços, pois cada um está craque na sua especialidade e põe essa especialidade a disposição de um projeto, de uma organização. Daqui a alguns anos, a não presença do profissional na empresa vai ser muito mais forte. Será preciso mexer até mesmo na estrutura educacional, pois escolas e faculdades têm estruturas idênticas as das indústrias, com inflexibilidade de horário e descansos intermediários. O líder do futuro não dará ordem. Ele pedirá autorização.
Continuando a série de eventos sobre Melhores Práticas Empresariais, no próximo 5 de junho será realizada a palestra “Processos de Reestruturação”, por João Rached, executivo do banco HSBC.
Cena Executiva: Entrevista de recrutamento 2
(Cenário: sala de entrevista, mesa de reunião, 6 cadeiras. Sentado atrás da mesa um senhor, Entrevistador, sentado à sua frente e de lado para a platéia, um jovem, com cara e roupa de entrevistado.)
A entrevista parece fluir bem, quase na normalidade. A dificuldade de comunicação, normal em entrevistas, parece pequena.
Sobe o pano
Diálogo:
Entrevistador: E então, meu jovem, Por que você está querendo sair?
Jovem Entrevistado: Eu? Bem, eu “acho” que “tô” sem muita chance, né… depois que trocaram o diretor financeiro, a coisa ficou muito confusa, …. quer dizer….. a gente “tá” sempre fazendo as coisas do mesmo jeito que fazia mas ele nunca aceita ..né? Num sei… “tá” difícil …sabe como é, né…
E.: Hum hum! Interessante…. - Fale um pouco mais de sua empresa, dessa situação e de seu Chefe.
J.E.: Bem…. eu gostaria de poder dizer que gostaria muito de continuar a trabalhar lá, mas com o chefe atual “num tá dando mais”. Ele “tá” trazendo um monte de gente e nós, os antigos, estamos ficando para trás, aliás, eu sempre falei isso… não dá para trabalhar com este tipo de gente…. a empresa vai se dar mal… o senhor não acha???
Entrevistador levantando e formalmente se despedindo: Obrigado, nós entraremos em contato.
Jovem Entrevistado se despede e sai devagar e inseguro, e o Entrevistador fica sozinho na cena.
E.: Meu Deus, mais um que ficou pra trás!
(Cai o pano rapidamente)
(Por trás dos panos)
“lo que pasa” é que muitos executivos, quando um bom entrevistador os conduz, acabam se “soltando” e acabam demonstrando muito ressentimento e mágoa. É pior ainda quando foram demitidos e estão buscando novas oportunidades. Perguntas sobre empresa e chefia em uma entrevista são clássicas e tem como objetivo avaliar a capacidade de julgamento e adaptação aos requisitos de uma empresa e equipe. Nunca é razão para “falar verdades”, e muito menos mostrar que foi injustiçado. Ninguém gosta de ouvir crítica, nem explicações de derrotas.
Cena Executiva: Entrevista de recrutamento 1
(Cenário: sala típica de entrevista, mesa de reunião 6 cadeiras. Sentado atrás da mesa um senhor, sênior Entrevistador, sentado a sua frente e de lado para a platéia, um jovem, com cara e roupa de executivo.)
Aparentemente entrevista está no seu final. A relação entre o Jovem Entrevistado e o Sênior Entrevistador parece fluir quase na normalidade. A dificuldade de comunicação, normal em entrevistas, agora parece menor.
Sobe o pano
Diálogo:
Entrevistador: E então… Terminando, uma ultima pergunta… Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?
Jovem Entrevistado: Eu? Bem eu “tava” mesmo pensando nisso…. quer dizer….. Pela primeira vez como???? …. A gente “tá” sempre fazendo… né? Num sei… acho que… num lembro… sabe como é, né… Não “tava” preparado para a esta pergunta… mas …
Entrevistador: Hum hum!… OK, obrigado …. alguma pergunta???
Jovem Entrevistado: Bem …. eu gostaria de poder dizer que gostaria muito de trabalhar nesta empresa, aliás, eu sempre falei isso… Sério! …. Bem …. O que o senhor acha???
Entrevistador levantando e formalmente se despedindo: Obrigado, nós entraremos em contato.
Jovem Entrevistado se despede e sai devagar e inseguro, e o Entrevistador fica sozinho na cena.
Entrevistador: Meu Deus, mais um que ficou pra trás!
(Cai o pano rapidamente)
(Por trás dos panos)
“lo que pasa” é que muitos executivos, mesmo os jovens, se deixam ficar para trás, obsoletos, sem novidades, fazendo apenas o que devem fazer, sem correr grandes riscos. Esta pergunta em uma entrevista é “mortal”. A forma da resposta entrega. Se o entrevistado não lembra, ou responde que faz muito tempo que não faz nada de novo… Ele está no caminho da obsolescência. E aquele que não inova, não arrisca, tem muito menos chances nesses tempos de grandes desafios e mudanças.
Cena Executiva: Montando novas equipes - 3
(Cenário: mesma sala típica de alto executivo, mesa grande com papeis e pastas espalhadas, mesa redonda de reunião à frente. Sentado atrás da mesa um senhor, sênior diretor, sentado a sua frente e de lado para a platéia, um jovem, com cara e roupa de executivo)
Muito tempo depois, mais de ano. A relação chefe - subordinado entre o jovem executivo e o sênior evoluiu e agora flui quase na normalidade. A dificuldade de relacionamento e comunicação é menor.
Sobe o pano
Diálogo:
Diretor: E então? Parece que não atingiremos nossas metas?
Jovem Executivo: Eu “tava” mesmo precisando falar com o senhor. As vendas até foram dentro do esperado, mas as entregas acabaram atrasando… A fábrica… sabe, né…. Não estava preparada para a concentração do fim de mês….
D.: Hum hum! ….E aí???
J.E.: Bem…. Eu gostaria de poder mandar embora o gerente regional…. Ele só faz as coisas do jeito dele e acaba atrapalhando tudo…. O que o senhor acha???
D.: Não mandou embora ainda???? Faz mais de ano que você falou disso e ainda não resolveu???? “Tá” esperando o quê???
(Cai o pano rapidamente)
(Por trás dos panos)
“lo que pasa” é que muitos executivos seniors tem o hábito de falar transversamente. Dizem sim e dizem não quase ao mesmo tempo. É uma forma de se manter certo sempre. Assim, quando você acha que deve mandar alguém embora, não pergunte muito, pois o interlocutor vai, quase sempre, dizer para você dar mais uma chance …. afinal, o problema não é dele, nem de ninguém…só seu. Sua equipe tem que ser sua equipe e se der certo… sorte sua mas, se der errado… é você que paga o pato!!!
CEO - Profissão Perigo: Quando a Imagem Perde o Brilho
A elegante e agitada Pat Russo (Lucent) só perdia em imagem de executiva da “moda” para Carla Fiorina.
Fiorina deu no que deu na HP.
Agora é a vez de Russo.
Depois da compra da Lucent pela Alcatel, ela foi mantida como número um.
Atualmente, os acionistas estão furiosos com as perdas de mais de US$ 20 bilhões em valor das ações nesses 2 anos de fusão.
Além da imagem, parece que Pat Russo vai perder mais coisas…
DROPS Economia:
- Petróleo: Os preços futuros do petróleo fecharam a sexta-feira em alta de mais de US$ 2. A elevação foi explicada por projeto pelo Goldman Sachs, de que o barril poderá chegar a US$ 141 no segundo semestre.
- Balança comercial: Caiu 86% a balança de produtos industriais. O saldo da balança comercial da indústria brasileira caiu 86,3% entre janeiro e abril de 2008, comparado como o mesmo período do ano passado.
- Plano de Governo: Dólar barato e juro elevado podem minguar a nova política industrial. Economistas consideram que são necessárias medidas adicionais para remover os obstáculos ao crescimento.
- Inflação: Inflação se espalha e já atinge 61% dos itens do IPC-Fipe. Alta vai alem dos alimentos e chega aos serviços e matérias-primas, na base da cadeia de produção.
- Agronegócio: A cotação da arroba da vaca gorda subiu 14,1% no acumulado do ano e chega perto dos preços do boi gordo.
- Empresas de Refeição: GRSA, Sodexho e Gran Sapore investem mais no varejo e apostam em novos segmentos, abrindo unidades em estádios, eventos esportivos, pontos turísticos, hospitais e escolas.
- Telecomunicações: Spams também invadem os telefones celulares. Consumidor dos EUA têm até de pagar pelas mensagens indesejadas.
- Competitividade: Vestuários e calçados estão entre os setores que mais compensações tributárias vêm arrancando do governo federal, supostamente para melhorar sua capacidade de competição no mercado atacado duramente pelos chineses. Coincidência ou não, esses setores da indústria estão entre aqueles cujos produtos mais têm aumento de preço, como está na tabela.
- Oportunidades: Sonho europeu acaba para brasileiros. Desaceleração econômica em países como Irlanda e Espanha eleva o desemprego e traz uma legião de volta ao país.
DROPS Empresas:
- Accenture: A Accenture, multinacional americana da área de consultoria e gestão de TI, comprou a integradora mineira de software Atan, que atua nos segmentos de mineração e siderurgia. É a primeira aquisição da companhia.
- Procter & Gamble: Comemorando os 20 anos no Brasil, a P&G vai investir R$ 50 milhões em uma nova fábrica no Rio de Janeiro (RJ), pretendendo faturar R$ 1 bilhão ao ano a partir dela.
- Cargill: A Cargill prepara sua saída do mercado de nutrição animal no Brasil. A Evialis, de origem francesa, negocia a compra das quatro fábricas no país. O negócio, de valor não ter revelado, deve ser fechado ainda neste mês.
- Drogasmil: Grupo mexicano compra a rede Drgoasmil. Companhia brasileira conta mais de 90 farmácias no Rio, em São Paulo e no Paraná.
- Com crescimento de 50% nos negócios na América Latina, puxados pelo Brasil a Korn/Ferry, maior companhia de recrutamento de executivos do mundo, que faturou US$ 850 milhões em 2007, pretende focar seus investimentos dos próximos cinco anos na região e nos países emergentes. Segundo disse ao Valor o CEO Gary Burnison, a entrada de capital estrangeiro levará esses países a um outro patamar em dez anos, demandando executivos mais qualificados.
- Vodafone: O grupo Vodafone anunciou sua primeira aquisição na área de internet sem fio, informou o “Financial Times”. A empresa comprou, por € 31,5 milhões, a companhia holandesa Zyb. A Zyb possibilita ao consumidor fazer uma cópia de segurança de seus contatos do celular num portal na internet, além de oferecer o serviço de mensagens instantâneas e o compartilhamento on-line do calendário com os amigos.
- Citigroup: O Citigroup avalia a possibilidade de vender sua operação de varejo na Alemanha, como parte do esforço para superar as dificuldades provocadas pela crise de crédito. Estima-se o valor do negócio em até € 5 bilhões.
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