Cena Executiva: Avaliando publicidade
(Cenário: sala de reunião, mesa grande com papeis e pastas espalhadas, datashow ligado, imagens na tela. Sentados à mesa um grupo de 6 pessoas e na cabeceira um senhor, sênior diretor. Todos olhando as ultimas imagens. Em pé 3 pessoas, duas ao lado da mesa e outra em frente de todos e de lado para a platéia, um jovem, com cara e roupa de publicitário, sorri e olha a platéia com ar blasé.)
Sobe o pano
Todos ainda guardam um sorriso no rosto, alguns até parecem enxugar lagrimas de tanto rir. O publicitário desligando o datashow, olha seu público:
Diálogo:
Publicitário: Que tal??? Gostaram do novo filme??? É muito engraçado, não é??? A musica tá ótima, alegre, né?
Diretor: O que vocês imaginaram como mídia e veiculação?
P.: (com um ar de quem já esperava) Bem, o senhor sabe…. imaginamos 10 inserções diárias, em cada um dos veículos, nas TV, Globo, Record, SBT, Band, e em 2 ou 3 canais a cabo…. no horário nobre…. nos próximos 6 meses… vai dar a cobertura… e….
D.: Meu rapaz, por quantas vezes, você acredita, que uma pessoa é capaz de ouvir e rir com a mesma piada ??? Mesma história?? Mal vai começar e ela já muda de canal …
Os outros da reunião em coro: Mas o filme tá muito bom, tá campeão… vai ganhar premio em Cannes
D.: É… mas, infelizmente, boas piadas não vendem sabão em pó.
(Cai o pano rapidamente)
(Por trás dos panos)
“lo que pasa” é que a grande maioria das peças publicitárias não são avaliadas pelos resultados das vendas, mas sempre pela qualidade “artísticas”, criatividade, inovação, ou beleza.Infelizmente quem paga a publicidade não são os prêmios conseguidos, mas os lucros resultantes das vendas conseguidas.
DROPS Carreira:
- Publicitários voltam ao banco escolar. Profissionais de criação têm de se preocupar cada vez mais com os resultados das idéias nos balanços das empresas. “Estamos na sociedade do pós-consumo. Tudo o que vendemos, as pessoas já têm. As pessoas só compram porque precisam da experiência de compra. Num mundo assim, você precisa dirigir sua aptidão em direção às carências.” Júlio Ribeiro, Presidente da Talent.
- Para driblar o problema de falta de talentos, muitas companhias estão apostando na formação da próxima geração. O Itaú, por exemplo, está de olho em quem está saindo da faculdade.
DROPS Empresas:
- Danone: A Danone, que no passado produziu até champanhe, colhe os frutos da decisão de reforçar a atuação nos alimentos funcionais – na qual lidera com iogurtes – para se tornar uma empresa de “alimentação saudável”.
- Valor Econômico: O Valor completa oito anos com um conjunto de novidades para seus leitores. As mudanças foram desencadeadas pela forte expansão do mercado de capitais e a demanda crescente de informação relacionadas a investimentos.
- Kodak: Empresa busca no passado um caminho para o futuro. Empresa que inventou a câmera digital, e a negligenciou, tenta recuperar o espaço perdido. Em 2008, a Kodak contratou Antonio Perez, tirando-o Hewlett-Packard. Perez, atual presidente-executivo da empresa, espalhou ex-funcionários da Hewlett pelo quadro executivo. Juntos, eles viraram a Kodak pelo avesso. Tiraram a companhia de um negócio central, o de geração de imagens para sistema de saúde, e levaram-na de volta para a impressão por jato de tinta.
- Microsoft: O fracasso da Microsoft em sua tentativa de comprar a Yahoo acrescenta um novo capítulo ao principal problema da gigante americana, sob o comando de Steve Ballmer: a luta para expandir a receita além dos computadores.
- Deutsche Telekom: A Deutsche Telekom avalia a possibilidade de fazer uma proposta para comprar a Sprint Nextel, medida que poderia alavancar a operadora alemã da quarta para a primeira colocação no mercado americano de telefonia móvel, em número de clientes.
- IBM: IBM quase duplica exportação de serviços. Para atender à demanda, serão abertas 1,5 mil vagas e investidos US$ 10 milhões em treinamento. No quartel-general da IBM em São Paulo, uma torre de 70 metros construída há mais de 30 anos, falta espaço para acomodar todos os funcionários. E não é só lá que o problema acontece. A empresa já lotou cinco instalações na cidade e mais duas no Rio, sem contar as sedes nos dois centros, mas continua sem espaço.
- Ford: Ford pode vender as marcas Volvo e Mercury. Empresa já passou as marcas de luxo Jaguar e Land Rover para a indiana Tata, por US$ 2,3 bilhões.
- Siemens: A Siemens construiu um falso aeroporto, sem aviões nem passageiros, na Baviera, para testar as novas tecnologias para infra-estrutura aeroportuária que quer vender pelo mundo.
DROPS Economia:
- Sistema S: O governo federal está prestes a abrir um contencioso com as entidades patronais, com uma proposta legislativa que mudará os critérios de repartição de recursos para o sistema S, que reúne Senai, Senac, Senar, Senat, Sescoop, Sebrae, Sesc, Sesi e Sest, Segundo proposta do ministro da Educação, Fernando Haddad, haverá uma inversão na repartição dos recursos arrecadados pelo sistema: 60% dos cerca de R$ 8 bilhões amealhados irão para atividades educacionais e 40% para sociais.
- Combustíveis: Preço do diesel na bomba já tem alta de até 10%. Gasolina não teve alteração de preço, mas algumas redes de postos de São Paulo cobravam ontem mais de R$ 1,90 pelo litro de diesel.
- Agrishow: A 15ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) terminou ontem com a expectativa de que os negócios superem os R$ 800 milhões previstos inicialmente – no ano passado foram R$ 710 milhões.
- Jornais no futuro: Há 66 razões para o jornal sobreviver às inovações introduzidas no mundo da comunicação com a chegada da era digital. A Associação Mundial de Jornais (WAN) e a consultoria Kairos Future elaboraram cenários possíveis para a indústria dos jornais em 2020.
- Colapso da internet: O mundo está diante de uma nova previsão catastrófica: a do colapso mundial da internet em 2010, feita pelo vice-presidente de assuntos regulatórios da AT&T, Jim Cicconi, ao falar há duas semanas no Westminster E-forum, em Londres.
- Etanol em Gana: Uma empresa de Gana vai produzir etanol de cana-de-açúcar a partir de 2010, graças a uma parceria técnica com o Brasil e um empréstimo do BNDES. A Nothern Sugar planeja plantar 30 mil hectares de cana em terras virgens do norte do país para alimentar um fábrica.
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