Arquivo de Agosto de 2008
Adiado o Fim do Mundo:
A economia americana registrou crescimento de 3,3% no segundo trimestre. Apesar da boa notícia, a previsão para os dois próximos trimestres é de crescimento fraco.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Acordo em biomassa. A John Deere, a ADM e a Monsanto firmaram, nos EUA, acordo de colaboração em pesquisas com o objetivo de desenvolver tecnologias e processos para transformar os restos das lavouras de milho em produtos para bionergia e ração animal. Elas buscarão identificar métodos ambiental e economicamente sustentáveis.
- Cerveja fica mais cara no México. A Femsa (Fomento Económico Mexicano SAB), a maior cervejaria da América Latina, e o Grupo Modelo, o maior do México, com participação de 57%, anunciaram preços mais altos ontem para seus produtos. Na Femsa, os aumentos chegaram a 3%. No Grupo Modelo, os reajustes ficaram entre 2% e 3% para os distribuidores.
- O petróleo do pré-sal demandará aportes de R$ 1,25 trilhão.
- Estoque sobe nos EUA e segura preço do petróleo. Os preços futuros do petróleo conseguiram inverter o rumo de alta dos três últimos pregões e fecharam com baixa, acompanhando o movimento dos preços do gás, que tombaram cerca de 6% ontem, devido ao aumento dos estoques acima do esperado.
- Camex aprova taxa sobre trigo importado. Produto saiu da lista de exceções da TEC e tarifa aplicada aos países do Mercosul volta a ser 10%.
- Acesso à banda larga 3G atrai fabricantes. A procura pelos modems para ligar o computador à rede de terceira geração está sendo maior do que se previa e começa a atrair o interesse de novos fabricantes. Motorola e LG são exemplos de empresas que vão começar a produzir as placas.
- Seguradoras buscam reduzir fraudes para baratear prêmio. Representantes e empresários do setor de seguros já apostam em uma queda no número de sinistros irregulares no médio e longo prazo.
- Empresários criticam excesso de exigências. Juros altos e a burocracia são maiores dificuldades no acesso das pequenas empresas ao crédito.
- Leilão para o trem-bala sairá me fevereiro. O leilão de concessão do projeto do trem-bala (de alta velocidade) que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, no interior paulista, deve ocorrer em fevereiro de 2009, com investimentos de US$ 11 bilhões, e chama a atenção de empresas como a Siemens e Alstom, entre outras.
- A três meses da entrada em vigor das novas regras para os serviços de call center - que reúne 250 empresas no país e mais de 750 mil trabalhadores - poucas companhias iniciaram a implementação de mudanças.
DROPS Empresas:
- A Runner inicia plano de expansão por meio do licenciamento. A intenção é vender as 11 unidades próprias, ao mesmo tempo em que negocia a adesão de outras academias. A meta é ter cem licenciados até 2012.
- ZF aumenta produção. A ZF, fabricante de autopeças de capital alemão que comemora 50 anos no Brasil, ampliou seus planos de investimento para atender o crescimento da demanda. Serão R$ 753 milhões até 2013.
- Tesouro banca prejuízo de R$ 41,6 bi do BC. O Tesouro Nacional terá de fazer uma injeção líquida de R$ 41,6 bilhões no Banco Central para cobrir perdas da instituição no primeiro semestre, resultado da condução da política cambial.
- Maggi cria regras para obter soja transgênica ‘sustentável’.
- Supermercado médio faz frente a grande no interior. Com faturamento de R$ 302 milhões ano passado, o supermercado médio Grupo Comercial Zaragoza abrirá 4 unidades ano que vem, em várias cidades paulistas, além de ter interesse em chegar ao interior fluminense.
- Makro começa a fazer entregas. Rede holandesa testa serviço em 22 lojas para atrair novos clientes e avalia a criação de um site.
- Tiffany dobra lucro. O lucro líquido da rede de joalherias Tiffany dobrou no segundo trimestre, em relação a igual período do ano passado, subindo de US$ 40,5 milhões para US$ 80,8 milhões. A receita subiu 11% no período, para US$ 732,4 milhões.
- Lucro trimestral da Tata Steel fica acima do esperado e cresce 60%.
- A Shell anunciou a suspensão da produção no Golfo do México para se prevenir contra a tempestade tropical Gustav, que deve atingir a região segunda-feira, talvez com força de furacão.
- A Dell divulgou lucro de US$ 616 milhões no segundo trimestre, uma queda de 17% ante um ano atrás. A fabricante americana de computadores informou estar enfrentando queda de preços e aumento dos gastos com marketing, especialmente para conquistar mercado na Ásia.
- A Diageo, maior fabricante de destilados do mundo, anunciou alta de 2% no lucro do ano fiscal encerrado em junho, para US$ 2,8 bilhões. Segundo a fabricante do Johnnie Walker, o resultado foi puxado, entre outros fatores, pelo aumento das vendas de uísque no Brasil.
- A Pernod Ricard, gigante francesa de bebidas, está vendendo para a americana Fortune Brands, por US$ 100 milhões, a marca de rum Cruzan. A Pernod também pagará US$ 250 milhões à Fortune para encerrar o contrato de distribuição da vodca Absolut nos EUA. A francesa comprou recentemente a Vin&Sprit, sueca fabricante da Absolut.
- Crise global faz Toyota reduzir meta de vendas. A Toyota Motor Corp. decidiu adiar seus planos de se tornar a primeira montadora do mundo a vender mais de 10 milhões de carros por ano, no indício mais recente de que as montadoras multinacionais se preparam para uma longa desaceleração econômica.
Sem comentários »- Olavo Setúbal -
Com a morte de Olavo Setúbal, encerra-se o ciclo dos grandes criadores e renovadores do Sistema Financeiro Brasileiro.
Olavo, junto com Moreira Salles, Amador Aguiar, Roberto Campos e outros, formou a elite que revolucionou o sistema financeiro, criando modelos como o Itaú, o Bradesco, baseados na informática avançada e na velocidade de absorção de novas aquisições, a partir da segunda metade dos anos sessenta.
Morre um dos melhores brasileiros.
As novas gerações, que herdam seu legado, devem construir uma nova revolução e novos líderes de mesma estirpe.
DROPS Economia:
- Governo paga R$ 106,8 bi em juros. Os governos municipais, estaduais e federal já pagaram este ano mais de R$ 100 bilhões em juros aos credores da dívida pública.
- Orçamento prevê aumento de 16,5% nos gastos com pessoal. Serão contratados mais 64.540 servidores federais em 2009; este ano, estão previstos 56.355.
- Carga de tributos deve ultrapassar PIB em 2009. O projeto de lei orçamentária enviado ontem ao Congresso indica que a carga tributária federal continuará crescendo mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009.
- Projeto de lei define salário mínimo de R$ 464,72.
- Dólar se recupera com retração das economias da Europa e do Japão.
- Em SP, 48% compram carro zero pela 1° vez. Pesquisa em feirões mostra que alta dos juros não afugentou os consumidores.
- Varejo busca recursos. Com a turbulência no mercado de ações, varejistas regionais buscam alternativas para captar recursos e crescer.
- Expansão portuária vai exigir aporte de US$ 25 bi. Brasil precisará de 105 novos berços de atração até 2017. Maior porto do país, Santos já opera com mais de 70% da sua capacidade.
- Emprego fica estável em julho. Pesquisa mostra 14,6% da população trabalhadora sem ocupação, menor taxa para o mês desde 1998.
- País é o 10° mais atrativo para indústria do petróleo. Incerteza sobre exploração no pré-sal impediu que Brasil subisse no ranking.
- Senado aprova MP das dívidas da agricultura. Medida prevê descontos, prazos adicionais e redução de juros para R$ 75 bilhões em débitos.
- Mudança no PGO pode criar batalha jurídica. Proposta do ministro Hélio Costa de modificar o texto encaminhado pela Anatel é questionada e apontada como intervenção na agência.
- O número de brasileiros que acessaram a internet a partir de suas casas cresceu 28% em julho, passando de 18,5 milhões em julho de 2007 para 23,7 milhões de usuários no mês passado.
- Enólogos e mestres cervejeiros já ganham como executivos. Disputa de mercado dá novo status a profissões técnicas.
DROPS Empresas:
- Citi pede falência da Agrenco, que tenta recuperação judicial. Em meio a acusações de fraude, empresa tenta proteção na justiça para negociar controle.
- Ações da construtora Tenda caem 23,88%. As ações da construtora Tenda despencaram ontem 23,88% na Bolsa de Valores depois que o banco Goldman Sachs rebaixou sua indicação para os papeis de “compra” para “neutro”.
- As ações da Alcatel-Lucent subiram ontem pelo segundo dia consecutivo, diante da possibilidade de que Mike Quigley, ex-diretor de operações da empresa, assuma o posto de presidente-executivo. Ele poderá retornar à fabricante de equipamentos de telecomunicações, que vive um momento difícil, para substituir a recém-destituída Patricia Russo.
- Microsoft reforça sua aposta na internet. Chega ao país serviço para compartilhar documentos on-line.
- A GM vai construir uma fábrica de motores e de transmissão de veículos de passageiros na Índia, de acordo com um memorando de entendimento com o governo indiano a ser assinado hoje. O valor do investimento e a capacidade de produção não foram divulgados.
- A Moller-Maersk, produtora e transportadora dinamarquesa de petróleo, informou que fez acordo para comprar a concorrente sueca Brostrom, por US$ 566 milhões. Juntas, as duas empresas terão uma frota de mais de 130 navios.
- A Dell anunciou, ontem, como parte de uma estratégia global, a criação de uma linha de notebooks e computadores de mesa voltados a mercados emergentes. No Brasil, os modelos serão produzidos na unidade de Hortolândia.
- Sodexo vai atuar com recebíveis. Dona de um terço do mercado brasileiro, a Sodexo, maior empresa de vale refeições do país, quer ampliar sua atuação com uma financeira. A autorização já foi solicitada ao Banco Central. O objetivo é trabalhar com a antecipação dos recebíveis dos mais de 120 mil restaurantes filiados à sua rede.
- BB deve incorporar Besc em 30 de setembro.
- Exposto a risco, Crédit Agricole deve anunciar lucro bem menor.
- Commerzbank é o mais cotado para a aquisição do Dresdner.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Desbloqueio de aparelhos esquenta disputa entre teles. Em uma semana, Oi liberou 17,8 mil telefones móveis em SP.
- Celular sintoniza TV analógica. A fabricante de chips Telegent Systems anunciou ontem o lançamento no Brasil de celulares que conseguem sintonizar o sinal analógico da TV aberta.
- Sotheby´s prevê faturar R$ 1 bi com imóveis de luxo no Brasil. País deve ser o próximo grande destino imobiliário de luxo.
DROPS Empresas:
- Schincariol aposta em franquias de bares. O Grupo Schincariol pretende contar até 2012 com 100 franquias de bares, que funcionarão com as marcas Devassa, Eisenbahn e Schincariol.
- Bar Brahma investirá R$ 10 milhões em 15 novos pontos até 2013, dizem os sócios Álvaro Aoás e Luis Lacerda.
- Odebrecht se arma para entrar na disputa por serviços de saneamento. Grupo cria companhias para atuar com água, esgoto e resíduos industriais.
- GAD´ compra Brivia e estuda novas aquisições. A GAD´, consultoria de branding e design com sede em Porto Alegre, comprou a agência de marketing digital Brivia, de Novo Hamburgo, também no Rio Grande do Sul.
- Inbrands compra 70% de empresa de Herchcovitch. Estilista continua à frente de criação e lojas passam por reforma.
- Thyssen venderá unidade de serviços. A Thyssenkrupp, o conglomerado industrial e siderúrgico alemão, pretende vender a maior parte de sua unidade de serviços industriais, numa tentativa de simplificar seus negócios e financiar novas aquisições.
- A Nokia lançou dois novos modelos de celulares com acesso à internet e conteúdo musical para competir com o iPhone, da Apple. O modelo mais sofisticado, o N85, custa US$ 665 sem subsídios nos EUA, e o N79, US$ 350.
- BCG adquire Liquidez. A corretora americana BGC Partners assinou contrato para aquisição de 100% da brasileira Liquidez.
- Cortes no Citigroup agora atingem diretor do conselho de administração. O Citigroup avançou na segunda-feira no seu plano de simplificar a sua pesada estrutura corporativa, ao eliminar uma diretoria do conselho de administração presidida por Robert Rubin e concedendo ao ex-secretário do Tesouro dos EUA o novo título de “consultor sênior”.
- MasterCard expande operações e resiste à desaceleração americana. Pouco mais de 50% das receitas vêm do exterior; Brasil é destaque.
- Mapfre lucra R$ 102,2 mi no semestre.
- O Bradesco reestruturou sua área de gestão de fortunas, agora sob o comando de Antonio Barbuto. O limite mínimo para investimentos foi elevado para R$ 2 milhões.
Sem comentários »Gilberto Guimarães no Gazeta Mercantil - 26/08/2008:
Comunicação e RH têm papel fundamental
São Paulo, 26 de Agosto de 2008 - O termo “reestruturação” costuma causar inquietações no mundo corporativo. E, pelo visto, o incômodo tem razão de existir. Segundo pesquisa realizada pela consultoria francesa Business & People Integration (BPI), especializada em gestão de pessoas e implantação de processos de mudanças, 70% dos projetos de reestruturação empresarial não saem como planejado.
Os dados foram levantados entre 2005 e 2007, em 13 países onde a empresa atua. “Constatamos uma percepção que já tínhamos: as grandes reestruturações empresariais não alcançam o objetivo esperado”, revela o diretor da BPI no Brasil, Gilberto Guimarães. “Elas [reestruturações] levam mais tempo e custam mais do que o planejado. Cerca de dois terços desse tipo de projeto dá errado.”
Apesar dos receios e resistências que a mudança pode provocar, muitas vezes ela é fundamental para evitar a obsolescência da empresa. Um dos exemplos mais conhecidos de como uma reestruturação pode ser fundamental é o IBM. A gigante da informática quase beijou a lona no começo dos anos 1990, por causa da concorrência de empresas menores e mais ágeis. Mas a Big Blue - como também é conhecida - conseguiu se reinventar, escapando de um nocaute que parecia certo.
Comunicação deficitária
Mas se a reestruturação é tão importante, por que ela costuma ter resultados insatisfatórios? Segundo o estudo da IBP, os principais motivos das falhas no processo são a comunicação insuficiente, a falta de um modelo de controle de gestão adequado e, sobretudo, a não-adesão dos funcionários às mudanças. “Detectamos que 50% do sucesso de um processo de mudança deve-se à boa qualidade da comunicação”, diz Guimarães. “Sem isso, até mesmo mudanças simples podem gerar resistências e problemas. É preciso criar mecanismo para escutar como as pessoas estão reagindo às idéias apresentadas”, explica.
Segundo o executivo, uma reestruturação pode levar em consideração processos ou pessoas. “A má gestão é aquela que está preocupada exclusivamente com o primeiro item. Vamos supor que o planejamento inclua o fechamento de uma fábrica e a construção de outra”, conjetura. “Muitos setores da companhia terão um controle próprio da mudança, mas geralmente não haverá gestão do todo nem da adesão das pessoas”, adverte.
Para Guimarães, a resistência à reestruturação acontece porque os profissionais temem possíveis perdas com a mudança. “Há a promessa vaga de que o futuro será melhor, mas esse futuro é intangível”, argumenta o consultor. “O medo pode ser muito intenso caso não exista comunicação correta”, alerta.
A pesquisa da BPI analisou diversos tipos reestruturações. Para realizar fusões e aquisições, 71% das empresas levaram mais tempo do que o esperado e 75% gastaram mais do que haviam previsto. Os mesmo percentuais foram identificados quando a intenção foi implantar sistemas de gestão integrada. A introdução de uma nova estratégia e uma nova visão demandou 59% mais tempo e custou 61% além do previsto. Já o redesenho de processos provocou consideráveis gastos adicionais de tempo e de dinheiro: 33% e 42%, respectivamente.
Reação em cadeia
Para evitar atrasos e gastos excessivos, a sugestão de Guimarães é que a empresa esteja atenta aos desafios específicos de cada projeto. Segundo ele, as dificuldades de uma reestruturação podem ser classificadas como técnicas ou relacionais.
Alguns projetos têm alta dificuldade técnica, enquanto os obstáculos relacionais são baixos. Isso pode ocorrer quando a mudança é vista por todos os envolvidos como positiva, mesmo que sua implantação seja complexa.
Porém, algumas mudanças simples podem gerar impasses. “Você pode modificar o layout da sede da companhia, eliminando o conceito antigo de que cada pessoa tem sua sala”, afirma Guimarães. “Tecnicamente, é só derrubar paredes e comprar móveis modernos. Do ponto de vista comportamental, as pessoas reagem brutalmente a esse tipo de mudança”.
Há ainda projetos com dificuldades nos dois aspectos, como a implantação de um sistema integrado de gestão (ERP, sigla de Enterprise Resource Planning). Neste caso, tantos as pessoas quanto o funcionamento técnico da empresa são afetados. O problema é que, segundo o consultor, há a tendência de se buscar soluções apenas para os aspectos técnicos da reestruturação. “É mais simples, porque eles são elementos racionais. O lado ruim é que isso deixa as pessoas malucas”, alerta. “O segredo é conseguir a adesão de cada indivíduo.”
Evidentemente, nem sempre é fácil conseguir o apoio dos colaboradores. Para isso, pode-se recorrer até mesmo a estratégias de outras áreas, como a Sociologia Política. “Medimos a sociodinâmica dos atores, ou seja, como cada pessoa envolvida se posiciona em relação ao processo - se com sinergia ou com antagonismo. Um problema comum é dar atenção excessiva aos opositores. As empresas tentam atraí-los, o que é uma bobagem. O importante é que, geralmente, 80% das pessoas são indecisas. Essas é que precisam ser conquistadas”, afirma Guimarães.
Para realizar o estudo, a BPI analisou cerca de 800 projetos de reestruturação - dos quais participou ou estava ligada de algum modo - em países como Brasil, Estados Unidos, Itália, Espanha, França, Alemanha, Polônia, Suíça, Inglaterra e Bélgica. Os dados do levantamento foram usados por Guimarães no livro “Tempos de Grandes Mudanças - Reestruturando Vidas e Empresas” (R$ 40, 216 páginas), que acaba de ser lançado pela Editora Senac. Na obra, o consultor analisa o passo-a-passo de um processo de reestruturação.
Auto Suficiência?
Petróleo faz País ter déficit comercial. Balança ficou negativa em 840 milhões na quarta semana de agosto, o pior resultado desde 1998.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Crédito avança, mesmo com juro alto. Custo médio dos empréstimos é de 39,4% ao ano, o maior desde janeiro de 2007, e o volume atinge R$ 1,067 tri.
- Leasing cresce 141% em 12 meses. Dívida de brasileiros nessas operações chegou a R$ 49 bilhões em julho, com expansão de 7,8% em um mês.
- Crédito oficial e paralelo pode representar 50% do PIB. Projeção da Anefac inclui empréstimos entre empresas e até agiotagem.
- Crise imobiliária. Vendas de casas usadas nos EUA tiveram alta de 3,1% em julho, com a procura por imóveis com descontos nas regiões do país onde a crise imobiliária teve efeitos mais severos.
- Reajustes no Japão. Toyota planeja aumentar os preços de seus carros e caminhões no mercado japonês pela primeira vez em 16 anos, para compensar as altas do aço e outras matérias-primas. A Nissan já anunciou aumento de 2% a 3%.
- Energia mais cara. Com aumento superior a 400% no mercado livre desde 2004, os preços da energia elétrica vão continuar em alta pelo menos até 2012, puxados pela oferta apertada e pela geração termelétrica.
- Usinas deixam de pagar fornecedores de cana. Parte dos fornecedores de cana do centro-sul do país, sobretudo os de São Paulo, está sem receber pela matéria-prima entregue em algumas usinas.
- Penhora extrajudicial. Governo federal prepara um pacote para agilizar a cobrança de dívidas tributárias. A medida mais polêmica prevê a possibilidade de penhora de bens ainda na fase da cobrança administrativa.
DROPS Empresas:
- GP compra mais 17,7% da San Antonio. GP Investments adquiriu uma participação adicional de 17,7% no capital da San Antonio Internacional, empresa prestadora de serviços relacionados à exploração de petróleo e gás.
- Claro diz estar pronta para a portabilidade. A operadora de telefonia calular Claro afirmou, em nota distribuída a imprensa, que está pronta para iniciar em 1° de setembro a portabilidade numérica – regra pela qual assinantes de serviços de telefonia móvel e fixa poderão trocar de operadora sem necessidade de mudar o número da linha.
- Positivo entra no mercado de brinquedos. A Positivo Informática, maior fabricante de computadores do País, anunciou ontem o lançamento de uma linha de brinquedos educativos, chamada Bichos da Floresta.
- Dono da Datasul faz aquisição nos EUA.
- Giufrida é eleito presidente da Anbid e substitui Setubal. Responsável pela área de asset management do BNP Paribas Brasil quer reforçar o papel de auto-regulação em fundos e no mercado de capitais.
- A fabricante de armas Forjas Taurus anunciou ontem que negocia a compra de equipamentos e licenças de armas longas da Rossi Metalúrgica e Munições.
- Fusão Totvs-Datasul. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um crédito de R$ 404,5 milhões à desenvolvedora brasileira de softwares corporativos Totvs. Os recursos serão utilizados pela companhia para finalizar a compra da Datasul, sua principal concorrente nacional.
- Homem forte da Telecom Italia presidirá conselho da TIM. A Telecom Italia designou ontem o presidente do conselho de administração do grupo, Gabrieli Galateri di Genola, para comandar também o conselho da TIM Brasil. A presidência executiva continua nas mãos de Mario Cesar Pereira de Araujo.
- AMD vende unidade de chip para TV digital à concorrente Broadcom.
- O J.P. Morgan Chase, banco dos EUA, informou que pode arcar com uma baixa contábil de US$ 600 milhões no terceiro trimestre por causa das ações preferenciais das hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac que possui.
Sem comentários »Conjuntura:
O mercado encerrou mais um período “volátil” mas, dessa vez, com final relativamente feliz. Apesar de ter afirmado que as taxas dos Fed Funds estão “relativamente baixas” e que a inflação deu um “salto”, o presidente do FED, Ben Bernanke, destacou que o declínio recente dos preços das commodities e a estabilidade cada vez maior do dólar são “encorajadores”. Se esses movimentos não se reverterem, eles poderão, juntamente com um ritmo de crescimento econômico abaixo do potencial, provocar uma “moderação da inflação neste ano e no próximo”.
Ou seja, cotações em queda de commodities e ritmo econômico lento podem ser suficientes, na opinião de Bernanke, para reduzir as pressões inflacionárias, sem que o banco central dos EUA seja obrigado a lançar mão de um aperto macroeconômico. Essas indicações, claro, tem sido muito bem recebidas por investidores, e os principais índices de Wall Street firmaram-se em território positivo.
Fonte: Cecília Brandileone, RBC, USA
Sem comentários »DROPS Economia:
- Recursos para Detroit. As montadoras General Motors, Ford e Chrysler e as fabricantes americanas de autopeças estão tentando obter US$ 50 bilhões em empréstimos garantidos pelo governo dos Estados Unidos, o dobro da soma inicialmente solicitado, para desenvolver veículos mais econômicos no consumo de combustível. O setor também está reivindicando condições menos restritivas sobre a maneira pela qual esses recursos serão empregados, disseram fontes próximas.
- Rafael Correa, presidente do Equador, ameaçou expulsar a construtora Norberto Odebrecht do país caso ela não corrija problemas técnicos que paralisaram a hidrelétrica San Francisco, inaugurada em 2007.
- Jornal é mais confiável do que novas mídias. Pesquisa mostra que, apesar do rápido crescimento da internet, os empresários confiam mais nos jornais.
- Revistas femininas encolhem para crescer. Sucesso da Gloss, da Abril, motiva editoras a lançar novas publicações ou adaptar suas revistas ao novo formato.
- Petróleo cai mais de US$ 6 e volta aos US$ 114.
- Com queda dos metais, minas promissoras se tornam dores de cabeça. A queda das commodities e os custos elevados de produção começam a pesar sobre a indústria de mineração, já que os bilhões de dólares empregados em novos projetos podem levar anos para ser recuperados.
- Afetados pela crise internacional e pelo temor de um desaquecimento na expansão do crédito, as ações dos bancos foram bastante castigadas no primeiro semestre. Os papéis do Unibanco, por exemplo, perderam 18,84% ano. Mas analistas acreditam em recuperação no curto prazo.
- Novas regras para empresas de call center prometem aquecer o mercado com novas contratações. Nível de ocupação no setor, que emprega 1 milhão de pessoas, já cresceu 33% em um ano e meio.
- Software escapa do ICMS. O Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de São Paulo, em recurso administrativo apresentado pela empresa americana EMC, extinguiu a cobrança de ICMS na venda de software. Decisão abre precedente para outras empresas.
- Terceirização perde espaço nas empresas. A reversão do modelo responde à maior fiscalização do Ministério do Trabalho, à busca de ganhos de eficiência e ao crescimento da economia.
- Editoras de obras técnicas disputam universidades. Anhanguera e Estácio de Sá compraram 1 milhão de exemplares.
- Concorrência da China e real forte atingem produtor. Mais uma vez a valorização do real em relação ao dólar e a concorrência chinesa dificultam a vida de uma atividade econômica no Brasil. Dessa vez no interior da Bahia. Os produtores de sisal tiveram que reduzir sua atividade e mudar o destino da produção já a partir de 2003.
DROPS Empresas:
- As vendas mundiais de servidores aumentaram 12,2% em unidades no segundo trimestre, ante igual período de 2007, para um total de 2,3 milhões de aparelhos. O faturamento cresceu 5,7%, para US$ 13,8 bilhões.
- Anatel rejeita pedido de teles para adiar portabilidade.
- Michellin reduz peso e tamanho do pneu de carga. Produto fabricado para o mercado local poderá ser exportado. Após três anos de desenvolvimento, incluindo um ano e meio de testes de campo, a francesa Michellin lança em setembro uma nova linha de pneus para semi-reboque (a carroceria da carreta) com dimensões menores, mais leve e mais barata do que a linha padrão atual.
- Fábrica da GE em São Paulo recebe nova linha de produto. A GE Water & Process Technologies, da General Eletric, inaugura hoje, em Sorocaba (SP), uma linha de montagem de equipamentos que realizam a osmose reversa, um processo que retira os minerais da água.
- Ford adota sisal no Brasil e vai explorar experiência. Fibra torna os carros mais leves e atende exigências ambientais.
- A Swatch, a Richemont e a Rolex iniciaram uma campanha para que o governo suíço aumente a exigência de peças fabricadas no país para que um relógio seja identificado como “fabricado na Suíça”.
- A Petrobras pretende investir mais de US$ 112 bilhões para construir cinco novas refinarias até 2017 e exportar mais derivados de petróleo, revelou o diretor-presidente da estatal, Sergio Gabrielli.
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