Arquivo de Setembro de 2008
Nos países ricos, pior dia desde 1970
Pelo Índice MSCI, que monitora as bolsas de 48 países, a queda nos 25 mais desenvolvidos já chega a 12%. Na Ásia e na Europa, o temor de que o pacote americano não seria aprovado levou o mercado a um colapso, o que acabou sendo confirmado horas depois com o veto dos congressistas americanos. O que mais preocupa é que, sem um novo sinal de ajuda no horizonte, as incertezas devem continuar.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Sobram poucas armas para lidar com a crise. Sem pacote de salvamento, EUA só podem reduzir juros e injetar liquidez no mercado.
- Crise fortalece influência de China e Índia. Papel dos emergentes na formação das cotações de commodities ganha peso.
- UE já salvou 4 instituições financeiras e tem outras na zona de risco. BCE injetou até hoje 120 bilhões de euros para melhorar a liquidez no mercado.
- Argentina e Brasil deixam o dólar na 2° feira. O dólar deixa de ser a moeda oficial de troca no comércio entre Brasil e Argentina a partir de segunda-feira.
- Dólar tem maior alta desde janeiro de 1999.
- Indústria aquecida. O nível de atividade na indústria paulista aumentou 3,98% em agosto, em relação ao mesmo mês no ano passado. Na comparação com julho, o indicador registrou queda de 2,98% (com ajuste sazonal). No ano, a alta acumulada é de 8,3% e de 8,5% em 12 meses.
- Múltis asiáticas assumem controle dos negócios no país. Grupos como Hyundai, produtora de máquinas, e a Kawasaki, de motos, terão fábricas no Brasil.
- CMN mantém TJLP em 6,25%. Taxa de empréstimos do BNDES vai permanecer até fim do ano, apesar do aumento de custos do banco.
- Sem pacote, investidores perdem rumo. Pela primeira vez desde janeiro de 1999, queda acentuada do Ibovespa interrompe o pregão no fim dos negócios, perda atinge 9,36%.
- Crise nos EUA derruba petróleo e metais. Fracasso na aprovação do plano de salvação apresentado pelo governo americano afetou cotações.
- Febre de vendas. Com 63 empreendimentos previstos para entrar em operação até 2010, o segmento de shopping centers mantém ritmo de crescimento superior ao do varejo e ao da economia em geral. Empregos devem encerrar o ano em 655 mil.
- Companhias lançam campanha para promover banda larga móvel. Objetivo do projeto é incentivar acesso à web por meio das redes de telefonia celular.
- Mudança tributária facilita vida das micros. Regime que entra em vigor em janeiro permitirá que empresas paguem impostos só quando receberem pela venda.
DROPS Empresas:
- As ações da fabricante de eletrônicos Apple registraram ontem a maior queda nos últimos oito anos. Os papéis da empresa, que registrou o melhor desempenho da Nasdaq em 2007, caíram 18%, pressionadas pelas previsões de analistas do Morgan Stanley, sobre queda de preços e redução de lucros.
- A Intel, maior fabricante mundial de chips de computador, espera um aumento de 29% nas vendas de microcomputadores da América Latina neste ano. Nos primeiros seis meses de 2008, foram vendidos 12,8 milhões de PCs na região, volume 25% maior que os 10,2 milhões de unidades vendidas em igual período do ano passado.
- A Marisol antecipou a meta deste ano de abrir 50 lojas One Store, rede de vestuário infantil e para a família. A empresa inaugura a 50ª loja hoje em Itatiba (SP). Agora, o novo plano é somar 70 pontos-de-venda nos próximos três meses.
- Nestlé na Índia. A Nestlé investiu US$ 64 milhões na Índia neste ano. Para 2009, já está aprovado o dobro do investimento no país, informou a companhia. A operação na Índia respondeu por 1,5% dos ganhos globais da fabricante e cresceu 25% na primeira metade de 2008, atingindo US$ 452,8 milhões.
- A rede de comida rápida Mister Sheik, especializada na cozinha árabe, acaba de vender sua primeira franquia no exterior, para um empresário de Luanda, capital da Angola.
- O jornal gratuito “Metro” foi lançado em maio de 2007 na cidade de São Paulo. Quase um ano e meio depois, Per Mikael Jensen, presidente e CEO do Metro Internacional, estima que a versão brasileira do diário atingirá seu equilíbrio financeiro ainda neste ano.
- Wal-Mart leva sua bandeira de “atacarejo” para Índia em 2009. Executivos da subsidiária indiana fizeram treinamento na rede brasileira Maxxi.
- Nintendo prepara aparelho com câmera.
- O Mitsubishi UFJ, o segundo maior grupo financeiro do mundo, divulgou um acordo para comprar, por US$ 9 bilhões, 21% do capital do banco de investimentos americano Morgan Stanley. É a segunda vez em uma semana que uma empresa japonesa ajuda a capitalizar um banco dos EUA.
- A Lehman Brothers fechou acordo com as empresas de private equity Bain Capital e Hellman & Friedman, ambas dos EUA, para lhes vender a unidade de administração de recursos Neuberger Berman, por US$ 2,15 bilhões.
- Hilton vai abrir 150 hotéis na América Latina.
- A Alitalia conseguiu a aprovação final do governo italiano para vender seus ativos, depois que todos os sindicatos de empregados concordaram com o plano de resgate de US$ 1 bilhão proposto por um grupo de empresários do país. O plano inclui a fusão com a companhia local Air One.
- Vale despenca após Citi cortar projeção de lucro. Banco reduz em 30% estimativa de ganho por ação, devido a preços menores para o minério de ferro.
- A MidAmerican Energy, controlada pelo bilionário americano Warren Buffett, comprou por US$ 230 milhões 9,9% das ações da BYD, fabricante chinesa de baterias para celulares e carros elétricos.
- Citigroup compra Wachovia e volta a ser 1°.
Sem comentários »“Tempos de Grandes Mudanças”:
Pacote de socorro vai deixar EUA mais dependentes do capital estrangeiro. O sucesso do pacote que o governo americano discute para socorrer o sistema financeiro provavelmente depende tanto dos bancos centrais da China e do Oriente Médio quanto do Congresso americano e do Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos. Os EUA estão se voltando para outros governos e investidores estrangeiros em busca de compradores para uma boa fatia dos até US$ 700 bilhões em dívida do Tesouro que seria vendida para financiar a operação de salvamento.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal dizem que o plano do governo americano para socorrer o setor financeiro deve descongelar o mercado de crédito, mas provavelmente não evitará uma recessão nos EUA.
- O Congresso dos EUA aprovou um empréstimo a juros subsidiados de US$ 25 bilhões para a indústria automobilística, para que acelerem a produção de veículos de baixo consumo de combustível. O empréstimo deve ajudar Ford, GM e Chrysler num momento em que o crédito está mais escasso.
- O Banco Mundial aprovou um empréstimo de US$ 450 milhões para a Argentina desenvolver o setor agrícola e promover inovações na área de informática. O banco pretende emprestar US$ 2,7 bilhões ao país até 2009.
- Acordo garante pacote de US$ 700 bi. Congresso dos EUA impõe limites para remuneração dos executivos.
- Congresso dos EUA vota hoje plano de resgate.
- Déficit pode chegar a US$ 1 trilhão. Essa é a conta que terá de ser assumida pelo próximo presidente americano, John McCain ou Barack Obama.
- O fim de uma era em Wall Street. O mundo de quem gosta de jogar com dinheiro emprestado acabou.
- Do Bolsa Família para o mercado. Governo testa porta de saída do programa com treinamento para empregados na construção civil.
- Construtoras investem em cursos. Com falta de profissionais em áreas técnicas, empresas qualificam até filhos de funcionários.
- Games se tornam opção de treinamento. Cada vez mais empresas adotam os jogos como instrumento corporativo.
- Vale tudo para lançar carro no Brasil. Montadoras lançam 10 carros por mês e brigam pela atenção dos clientes.
- Demanda fraca e colheita derrubam os preços do trigo. Colheita no país deverá crescer 43,5%, para 5,7 milhões de toneladas; moinhos estão abastecidos.
DROPS Empresas:
- AIG pode vender ativos. A seguradora americana AIG considera vender mais de 15 ativos, incluindo suas aeronaves, uma participação em uma grande resseguradora dos EUA e bilhões de dólares em propriedades em um esforço para reembolsar um empréstimo de US$ 85 bilhões feito pelo Fed Reserve, banco central americano, para garantir o seu futuro.
- Goldman quer comprar. O banco americano Goldman Sachs considera adquirir até US$ 50 bilhões em ativos de instituições financeiras em dificuldades, como parte de seus planos para se tornar um banco comercial.
- Previ perde R$ 10 bi. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, perdeu ao menos R$ 10 bilhões em sua carteira de renda variável em razão da crise financeira global.
- WaMu tinha US$ 31 bi em “créditos podres”. A Washington Mutual Inc. (WaMu), protagonista de um dos maior colapsos empresariais nos Estados Unidos, declarou ter mais de US$ 8 bilhões em dívidas na documentação com que deu entrada em seu pedido de concordata em Wilmington, Estado de Delaware.
- Bélgica, Holanda e Luxemburgo socorrem Fortis com 11,2 bi de euros.
- Santander compra parte da Bradford & Bingley.
- A cartada da China contra a Vale. Importadoras de 40% do produto da brasileira, usinas rejeitam novo reajuste.
- Teste chinês da Coca. A Coca-Cola fez uma oferta de compra de US$ 2,5 bilhões pela maior fabricantes de sucos da China, a Huiyuan Juice Group Ltd., uma empresa pouco conhecida fora do mercado chinês mas cujos produtos são encontrados em qualquer mercearia do país.
- A gaúcha Colombo cresce em SP. A Lojas Colombo, uma das maiores varejistas de móveis, eletroeletrônicos e móveis do país, com sede em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, deu mais um passo para reforçar a presença em São Paulo. Comprou a rede Bernasconi, que tem matriz em São Carlos e 31 lojas no interior do Estado.
- Atlantica investirá R$ 360 milhões para ter mais 23 hotéis. Rede do fundo Darby Overseas já tem 67 empreendimentos no Brasil e chegará a 90 em 2010.
- O governo britânico deve nacionalizar o banco de crédito imobiliário Bradford & Bingley e vendê-lo em partes para outros bancos.
- Dia decisivo para a InBev. Os acionistas da InBev irão votar hoje, em Leuven, na Bélgica, às 11h do horário local, a fusão de US$ 52 bilhões da empresa com a americana Anheuser-Busch.
- Derrota do Iguatemi. O Iguatemi sofreu mais uma derrota na Justiça envolvendo a cláusula de raio, imposta pelo grupo nos contratos com os lojistas e que os impede de abrir lojas em locais a 3 ou 5 Km de distância do Shopping Iguatemi, em São Paulo.
- Camargo disputa obras de US$ 3 bilhões na Argentina. Em cimento e têxtil, grupo investiu mais de US$ 1,6 bi no país.
- Wachovia é negociado com Citi. Citigroup e Wells Fargo passaram o domingo preparando propostas para uma possível compra da instituição.
- Yahoo reformula venda de anúncios. O Yahoo anunciou na quarta-feira os detalhes do seu sistema de compra e venda de anúncios online, com o objetivo de dominar o mercado deste tipo de anúncios da mesma forma que o Google domina o mercado de busca. A nova plataforma, chamada APT, permitirá que editoras de sites e anunciantes administrem os anúncios publicados nos sites de centenas de jornais de todo o país, bem como nos sites do Yahoo e em grandes sites como eBay e WebMD.
Sem comentários »Salário de executivo deve ser limitado:
Acordo no Congresso exige que o Tesouro fixe padrões para evitar remuneração excessiva. Motivado pela indignação com os altos salários dos executivos de empresas financeiras que quebraram, o Congresso americano pretende limitá-los como parte do pacote de resgate de US$ 700 bilhões.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Republicanos resistem e ameaçam vetar pacote de Bush contra crise. Grupo do partido do presidente, que teria o apoio de John McCain, não quer dinheiro público para salvar bancos.
- França quer regular indenizações milionárias. Maior sindicato patronal francês propôs debate sobre o tema e recebeu apoio de Sarkozy.
- Índia acusa o Brasil de ‘vender posição’ em Doha. Ministro enviou carta para a OMC insinuando que o Itamaraty negocia cota de etanol com EUA e Europa.
- Henry Paulson enfrenta uma crise dupla. Quis o destino que Henry Paulson, defensor radical do livre mercado, assumisse o comando da maior economia do planeta às vésperas da maior crise econômica desde a Grande Depressão.
- Economia real já sofre nos Estados Unidos. Os danos causados pela crise financeira em Wall Street já atingem a enfraquecida economia americana, as famílias e as empresas sob a forma de crédito escasso e juros mais altos. Isso pode aumentar o desemprego e corroer lucros.
- Com avanço dos Brincs, mundo chega a 4 bilhões de celulares. Crescimento explosivo é puxado por Brasil, Rússia, Índia e China, que têm um terço do mercado.
- Faturamento de TV via web deve chegar a US$ 4,5 bilhões neste ano. O número de assinaturas de TV por internet (IPTV) deverá crescer 64,1% neste ano, atingindo a marca de 19,6 milhões de assinantes em todo o mundo, em comparação aos cerca de 12 milhões de usuários registrados no ano passado.
- Cresce custo do capital de giro. Aperto na liquidez impacta crédito de curto prazo em reais a empresas.
- Justiça nega cobrança de INSS sobra PLRs e anula autuações. Fisco tenta cobrar contribuições previdenciárias sobre participação nos lucros. Empresas largaram na frente na briga com o fisco em torno dos programas de participação nos lucros e resultados - os chamados PLRs.
- Desemprego nas grandes cidades cai para 7,6%. Resultado de agosto é o 2° menor desde 2002; rendimento subiu 1,2%.
- Propaganda no iPhone. A Hands, agência especializada em marketing no celular, fechou contrato com as operadoras Vivo e Claro para vender espaço publicitário no portal móvel criado especialmente para os aparelhos iPhone, que começam a ser vendidos hoje no Brasil.
DROPS Empresas:
- GE reduz previsão de lucro e anuncia medidas contra crise. A General Electric (GE) enfatizou ontem a gravidade da crise financeira ao emitir seu segundo alerto de lucros do ano e anunciar uma medida radical para conservar caixa, reduzir o endividamento e sua dependência da divisão de serviços financeiros.
- O J.P. Morgan fechou acordo para adquirir o grosso das operações do banco comercial Washington Mutual, um dos maiores dos EUA.
- O Lloyds, mercado britânico de seguros e resseguros, divulgou queda de 48% no lucro semestral antes de impostos e anunciou que espera redução significativa do lucro em 2008 por causa de um declínio no retorno em investimentos e de um enfraquecimento do setor de seguros.
- A Toyota, maior montadora do Japão, anunciou que a produção doméstica de automóveis caiu 16% em agosto em relação a um ano atrás. É a maior queda em mais de dez anos. As exportações também caíram.
- A Chrysler deve demitir 300 funcionários ainda hoje, para cumprir a meta de 1.000 demissões de cargos administrativos até o fim de setembro, informaram pessoas a par do assunto.
- Renault cortará 2 mil empregos na Europa. O grupo automobilístico francês Renault apresentou ontem aos representantes de seus funcionários um projeto para suprimir 2 mil postos de trabalho em suas filiais na Europa, que se juntam aos 4 mil anunciados na França no início do mês.
- Wal-Mart começa a vender pela internet. Dois outros gigantes do varejo, Casas Bahia e Carrefour, devem iniciar operações na web até o fim do ano.
- HSBC corta. O HSBC Holdings vai cortar 1,1 mil empregos na divisão de mercados e banco global, que inclui o banco de investimento e área de grandes empresas. O corte deve atingir as áreas de retaguarda, que representam 4% da força de trabalho do banco de atacado.
- Sem acordo. Terminaram sem acordo as negociações para a venda do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), de Porto Alegre, para a Anhanguera Educacional.
- PBKids cresce. A rede varejista de brinquedos PBKids pretende investir R$ 8 milhões nos próximos dois anos para inaugurar sete lojas.
- Campari inicia construção de nova fábrica em Pernambuco.
- Encana vende ativos no país para dois grupos indianos. Canadense deixa o Brasil para concentrar-se na América do Norte. A canadense Encana Corporation concluiu o processo de venda da subsidiária brasileira para um consórcio formado pelas empresas indianas Bharat Petroresources e Videcon Industries, ambas com sede em Mombain.
- Sadia perde R$ 760 mi com dólar. A Sadia teve uma perda financeira de R$ 760 milhões com instrumentos derivativos de dólar. O prejuízo, segundo a empresa, foi liquidado com recursos do caixa, que acumulava R$ 2 bilhões no fim de junho.
- Consórcio de compras. Cargill, Bertin, Bimbo e Arcor finalizaram a criação de uma central de compras conjuntas. Mesmo atuando em segmentos diferentes do mercado, as empresas esperam reduzir custos na aquisição de materiais diversos e insumos.
Sem comentários »Talvez seja pouco:
BC põe R$ 13,2 bilhões no mercado. Em meio à crise financeira internacional, o Banco Central decidiu ontem liberar R$ 13,2 bilhões para o sistema financeiro. Duas medidas farão com que bancos tenham de recolher menos recursos na forma de depósito compulsório ao BC.
Sem comentários »DROPS Economia:
- Falta de crédito prejudica venda de fertilizantes para soja em MT.
- Cautela dos bancos estanca crédito rural. Ritmo de liberação de empréstimos para financiar plantio cai 3,3%, mesmo com demanda firme.
- Pecuarista gaúcho já teme que crise de 2004 se repita.
- Dívida pública avança para R$ 1,319 trilhão. A dívida pública mobiliária apresentou alta de 1,66% em agosto, atingindo R$ 1,319 trilhão.
- Fundo de risco é a primeira vítima no País da crise global. Os fundos de investimentos de maior risco foram os primeiros a sucumbir no Brasil à crise financeira global. Essas aplicações, que permitem aportes de valor superior a seu patrimônio (conhecidos como alavancados), registram perdas superiores a 50% no acumulado do ano.
- Bancários ameaçam greve na terça-feira. Os bancários rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos. Os sindicatos podem aprovar greve de 24 horas no dia 30, terça-feira.
- Oferta pressiona preços em leilões de energia. Estudo mostra que distorções no mercado livre estão pressionando os preços dos leilões de energia elétrica. Grandes consumidores estão voltando para o mercado regulado.
- Consumo nos EUA derruba o preço do barril. Queda na demanda americana por combustível fez as cotações caírem ontem em Nova York e Londres. O contrato de WTI negociado para o mês de novembro em Nova York fechou valendo US$ 105,73, com queda de 88 centavos de dólar. O contrato para o mês seguinte caiu 45 centavos de dólar, para US$ 105,02. O barril de Brent para o mês de novembro encerrou cotado a US$ 102,45, com recuo de 63 centavos de dólar, e o vencimento de novembro caiu 47 centavos de dólar, para US$ 103,30.
- Franquias de alimentos mantêm sua expansão. As redes de franquias de alimentação mantêm, pelo menos por enquanto, agressivos planos de expansão até 2009.
- Grandes redes apostam no ‘atacarejo’. As três grandes varejistas - Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar - estão convertendo hipermercados convencionais para as suas marcas de “atacarejo”.
- Metrô de São Paulo vai licitar estações de esgoto. O Metrô de São Paulo se prepara para licitar, até maio do ano que vem, a construção de duas centrais de tratamento de esgotos nos pátios das estações Jabaquara e Itaquera (Linhas 1 e 3). As obras estão orçadas entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões.
- Publicidade em baixa. Os gastos com publicidade caíram 3,7% nos Estados Unidos no segundo trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado.
DROPS Empresas:
- Odebrecht diz que seus sócios no Equador recusaram acordo.
- IBM amplia sua produção no Brasil. A IBM vai investir US$ 2 milhões em novas linhas de produção para começar a fabricar equipamentos de armazenamentos de dados para pequenas e médias empresas no Brasil. A produção será na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, no complexo da Flextronics, especializada em fabricação terceirizada, com a criação de cem postos de trabalho.
- Wunderman entra na publicidade de massa com a Dell.
- EDF compra inglesa. A Électricité de France SA (EDF), a maior central elétrica nuclear do mundo, concordou em comprar a britânica British Energy por 12,5 bilhões de libras esterlinas (US$ 23 bilhões).
- Claro e Vivo correm para lançar iPhone.
- Binda compra GWG e fica entre 10 maiores do mundo. Grupo italiano terá duas lojas no Brasil até o fim de 2009. O grupo italiano Binda, fabricante de relógios e jóias das grifes Breil Milano, Moschino e D&G, entre outras, comprou neste mês a empresa americana Geneva Watch Group (GWG).
- Yahoo lança novo sistema de propaganda on-line.
- Dia abre mais lojas. O Dia, bandeira de pequenos supermercados de desconto do grupo Carrefour, inaugurou a sua sexta unidade em Ribeirão Preto (SP). Com a abertura, a bandeira chega a 304 lojas no Brasil, onde está presente desde 2001.
- Parmalat adia pagamento de leite a produtores do RS e leiloa veículos.
- Cai autuação da Receita contra a CSN. Em 2001, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) distribuiu R$ 589 milhões em juros sobre capital próprio que foram deduzidos do Imposto de Renda (IR), como permite a legislação.
- Estrangeiros garantem os projetos de shopping. Há dinheiro em caixa para garantir o crescimento do setor de shopping centers no País e levar adiante as construções e expansões anunciadas pelas empresas até 2010. Pelo menos é o que dizem Multiplan e ADShopping.
Sem comentários »Efeito Perverso:
A perda de valor das ações das empresas nas principais bolsas do mundo, de Xangai a New York, chega a US$ 18 trilhões de dólares. Este sentimento de perda vai provocar uma enorme “brecada” no consumo.
É o chamado efeito de sentimento de empobrecimento.
DROPS Economia:
- Incertezas sobre pacote derrubam bolsas pelo mundo.
- Correa expulsa a Odebrecht do Equador.
- Crise externa acaba com sobra de dólar e real pode se desvalorizar.
- BC eleva previsão de déficit para 2008. Remessas de lucros por parte de múltis devem crescer de US$ 29 bilhões para US$ 33 bilhões.
- Plásticos para veículos devem crescer 30%. Os fabricantes de plásticos de engenharia anunciaram expansão de aproximadamente 30% em 2008, levados a reboque pelas altas taxas de crescimento da indústria automobilística brasileira.
- Selo gráfico. Entidades da indústria gráfica lançaram selo para valorização do papel impresso oriundo de árvores de reflorestamento. O objetivo é evitar o discurso que incentiva o menor uso do papel, como mensagens eletrônicas dizendo “respeite o meio ambiente, não imprima este e-mail”.
- Vendas de fertilizantes têm forte desaceleração em agosto no país.
- Registro de domínios cresce 25% no país.
- Fôlego do consumidor. 9,36% foi o aumento de vendas dos supermercados de janeiro a agosto deste ano, sobre os mesmos 8 meses de 2007. É a maior variação para o período desde 2003.
DROPS Empresas:
- Presidente da GM defende empresa no YouTube.
- A financeira GMAC, da GM, anunciou acordo para vender sua unidade de serviços de habitação para a canadense Brookfield Asset Management. Com isso, a GMAC abandona o mercado de crédito imobiliário.
- Petrobrás abre licitação de US$ 2 bi para o pré-sal. É a primeira vez que a companhia faz uma só compra nesse valor; neste ano, licitações para aquisição de equipamentos devem somar US$ 10 bi.
- Recuperação judicial da Agrenco é aceita.
- Dona do Sheraton volta a SP e traz nova rede ao País. Americana Starwood quer inaugurar ‘hotel design’ a preços acessíveis até o fim do ano.
- Celular do Google é lançado nos EUA. T-Mobile venderá aparelho com software desenvolvido pela empresa.
- A Bristol-Myers Squibb, farmacêutica dos EUA, anunciou que fez uma oferta hostil de US$ 4,7 bilhões para comprar 83% das ações que ainda não possui da biofarmacêutica americana ImClone, fabricante do remédio contra câncer Erbitux, e quer negociar diretamente com os acionistas.
- A IBM está abrindo no Brasil, na Coréia do Sul, no Vietnã e na Índia centros de computação com servidores que podem processar tarefas para vários clientes ao mesmo tempo, conhecidos como centros de “cloud computing”.
- A Cemex, fabricante mexicana de cimento, informou que venderá ativos e cortará pessoal a partir de novembro devido à crise hipotecária dos EUA.
- Warren Buffett investe US$ 5 bilhões em ações da Goldman Sachs. A Goldman Sachs Group Inc. recebeu ontem uma injeção de US$ 5 bilhões do bilionário Warren Buffett, num impressionante voto de aprovação para um dos dois bancos de investimentos que sobreviveram a carnificina em Wall Street.
- Lanxess na Rússia. Com interesse em ter uma presença nos principais mercados emergentes, a Lanxess, fabricante de especialidades químicas, se prepara para entrar no mercado russo.
- Microsoft reduz preço. A Microsoft cortou o preço de um de seus softwares em 70% na China para combater a desenfreada pirataria. È a primeira oferta especial desde que a Microsoft entrou no mercado chinês em 1992.
- Desacelera consumo no NE mas Kraft ganha mercado. Ritmo de vendas ainda permite dobrar receita em três anos.
- Os grupos de ensino Anhanguera e Sistema Educacional Brasileiro (SEB) anunciaram novas aquisições esta semana.
- Votorantim fará maior usina da Colômbia. Grupo associa-se à colombiana Acesco em projeto de aço plano de US$ 1,5 bilhão em Barranquilla.
- Usinas em Tapajós. A Eletrobrás entrega nos próximos dias ao governo um projeto para construção de cinco usinas hidrelétricas no Rio Tapajós, com capacidade para 10 mil megawatts.
- A multinacional suíça Nestlé estaria negociando a compra da fabricante americana de chocolates Hershey.
- Venda do Frango Assado. A internacional Meal Company, holding de empresas do setor de alimentação controlada pelo fundo de “private equity” americano Advent na América Latina, comprou a rede de restaurantes Frango Assado, com 12 unidades nas principais rodovias paulistas.
- Parcerias na cana. A Bunge fechou acordo com a Itochu para formação de duas joint ventures na área de açúcar e álcool. A trading japonesa assumiu 20% da usina Santa Juliana e também será construída uma nova planta. Os investimentos previstos são de US$ 800 milhões.
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