DROPS Economia:
- Projeto institui fundo para empresas menores. Tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, aguardando recebimento de emendas, projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que institui o Fundo de Financiamento para Micro, Pequenas e Médias Empresas.
- Crise se espalha pelos emergentes. A moeda da Coréia do Sul teve sua maior desvalorização em dez anos e levantou suspeitas de que o país poderá ser a primeira vítima asiática da crise financeira mundial, que se alastra pelos países emergentes. O Banco Central Europeu (BCE) socorreu a Hungria e fez parte de empréstimos de até 5 bilhões de euros. Os bancos restringiram a oferta de crédito externo, enquanto a moeda e o mercado acionário têm acumulado perdas. Hungria e Ucrânia bateram às portas do Fundo Monetário Internacional com pedido de auxílio financeiro para fazer frente à forte dependência de crédito externo, que está desaparecendo.
- Chineses oferecem desconto para vender calçado ao Brasil. Empresários do setor calçadista prevêem uma nova enxurrada de sapatos chineses no mercado brasileiro. Mesmo com o dólar em alta, as fábricas chinesas querem “desovar” a produção que não conseguem mais vender para os Estados Unidos e a Europa.
- Inadimplência em alta. As dívidas dos brasileiros com os bancos atingiram valor médio de R$ 1.371,35 entre janeiro e setembro, alta de 7,5% sobre igual período de 2007. O valor médio dos cheques sem fundos também cresceu 12% para RS 677,64.
- Juros devem ser mantidos. O governo avalia que não há espaço para o Copom promover uma nova elevação da taxa de juros, pois isso agravaria a escassez de crédito. A equipe econômica já não considera mais possível que, em 2009, a inflação fique na meta de 4,5%.
- Governo tenta forçar retomada do crédito. Bancos podem ser obrigados a repassar dólares a exportadores e BNDES vai financiar capital de giro de empresas.
- Dólar faz IGP-10 subir 0,78%. Virada no índice, que aumentou em outubro após cair 0,42%, foi puxada por setor agropecuário no atacado.
- Bancários mantêm greve no País. Sindicato rejeita reajuste de 9% e negociações continuam hoje.
- Preço do petróleo cai mais de 50%. A cotação do barril de petróleo fechou ontem em US$ 69,85 no mercado de Nova York. Desde julho, a queda acumulada é de mais de 50%. A situação pode levar ao adiamento de projetos da indústria petrolífera em todo o mundo, incluindo investimentos no pré-sal brasileiro.
- Venda de veículos novos já caiu 6,62% em outubro. Comparação é entre os 15 primeiros dias do mês com o mesmo período de setembro; queda, porém, é menor em relação aos dados de 2007.
- Previ volta a buscar comprador para Sauípe. Crise global inviabilizou venda para o SuperClubs.
DROPS Empresas:
- Para Luiz Fernando Furlan, ‘perdeu mais quem acreditou no Brasil’. Ex-ministro diz que respondeu pessoalmente ao presidente Lula e garantiu que a Sadia não especulou contra o País.
- Sadia pede desconto de 10% a fornecedor. Medida é reflexo da perda de R$ 760 milhões que a empresa registrou com operações cambiais. A Sadia enviou uma carta a fornecedores solicitando desconto de 10% no preço dos itens entregues à empresa “ao longo dos meses de outubro, novembro e dezembro”. A medida é mais um reflexo do prejuízo de R$ 760 milhões que a empresa reconheceu em setembro após operações com derivativos de dólar.
- Anatel aprova regra que permite fusão entre Oi e BrT. Como o governo queria, a Oi venceu ontem o primeiro obstáculo para tornar legal a compra da Brasil Telecom (BrT). O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a proposta de reformulação do Plano Geral de Outorgas (PGO), que elimina as restrições para a fusão entre duas concessionárias de telefonia fixa.
- Klabin tem prejuízo e vai reduzir investimento.
- GM e Chrysler aceleram discussões sobre acordo. A General Motors (GM) e a Chrysler aceleram o ritmo das discussões de fusão, já que as duas empresas tem recebido forte apoio de bancos de outros potenciais credores que estão ansiosos para verem um acordo fechado, segundo pessoas familiares com o assunto.
- A Merrill Lynch anunciou prejuízo de US$ 5,2 bilhões no terceiro trimestre, no último balanço como empresa independente. A empresa, adquirida pelo Bank of America, vendeu no período, por US$ 4,3 bilhões, sua participação na empresa de notícias financeiras Bloomberg LP.
- A Ford mandou carta aos revendedores nos EUA garantindo que a divisão de crédito da empresa continua a financiar automóveis. Segundo pessoas a par do assunto, a carta está sendo repassada pelos revendedores a potenciais compradores de automóveis. A medida acontece um dia depois que a GMAC, braço financeiro da GM, começou a limitar empréstimos automotivos.
- O Citibank divulgou prejuízo de US$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre, a quarta perda consecutiva. O desempenho foi determinado mais pelo custo do crédito do que pelas baixas contábeis dos títulos de alto risco. Além da piora no mercado dos EUA, o Citi registrou perdas no Reino Unido, Espanha, Grécia, México, Brasil, Japão e Índia.
- A Saint-Gobain, fabricante francesa de vidros dona da Brasilit, vai investir US$ 200 milhões numa fábrica de vidro plano na Colômbia, informou a holding local Suramericana de Inversiones, que pagará US$ 7 milhões para ter 15% do projeto.
- Gávea e RBS fecham acordo de participação. Companhia de investimentos compra 12,64% do grupo de comunicação e vai indicar membro do conselho.
- Lucro do Google. O Google divulgou ontem uma forte alta de 26% no lucro trimestral, fazendo suas ações saltarem 4,1%. O lucro no terceiro trimestre subiu para US$ 1,35 bilhão, bem acima das previsões de analistas.
- IBM, maior empresa do mundo de serviços de tecnologia, divulgou ontem um lucro trimestral maior, com um aumento da receita de serviços e software a compensar a queda nas vendas de equipamentos. A receita de serviços, o maior segmento da IBM, subiu 8%, para US$ 14,8 bilhões. A receita da divisão de software, a mais rentável, avançou 12%, a US$ 5,2 bilhões. As vendas de equipamentos cresceram 10%, a US$ 4,4 bilhões.
- WPP nunca viu tempos tão ruins, mas cresce e compra. Grupo britânico faz empréstimos de US$ 1 bilhão para levar TNS e anuncia outra aquisição. Na reunião que teve há algumas semanas com os principais executivos do grupo WPP - um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, dono de um faturamento global de US$ 12,4 bilhões no ano passado -, o presidente do grupo, Martin Sorrel, disse ter sentido “o cheiro do medo”. “Nunca vivemos uma situação tão difícil”, diz Sorrel, que fundou o WPP no Reino Unido em 1986 e hoje tem 1,5% do grupo. “Os mercados ainda não responderam aos esforços dos governos das principais economias e, se já esperávamos um 2009 difícil - como são os anos pós-Olimpíadas e pós-eleições americanas -, o ano que vem será pior ainda”.
- Lucro da Nokia cai 31% no trimestre. A Nokia anunciou ontem forte queda no lucro do terceiro trimestre, afetada pelos cortes de preços dos concorrentes e pela redução de gastos dos consumidores. A maior fabricante mundial de telefones celulares divulgou lucro líquido de 1,09 bilhão de euros, 31% menor que o registrado no mesmo período em 2007.
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