DROPS Economia:

- Bancos dos EUA devem bilhões a executivos. Os gigantes financeiros americanos que estão recebendo injeção de dinheiro público devem a seus executivos mais de US$ 40 bilhões por salários e pensões de anos anteriores, ainda que o governo esteja tentando restringir a remuneração futura dessas firmas.

- Governo reduz o superávit de 2009 para 3,8%.

- IGP-M acelera e fecha outubro com alta de 0,98%. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), usado para o reajuste de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde mais antigos, acelerou mais que o esperado em outubro, refletindo, em boa medida, um reajuste mais forte dos preços no atacado. O indicador teve alta de 0,98% neste mês, ante avanço de 0,11% em setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. No ano, o índice acumula alta de 9,53%. Nos últimos 12 meses, o ganho foi de 12,23%.

- Cotação do petróleo tem outro dia de baixa. Os contratos futuros de petróleo recuaram, em razão das insistentes preocupações com a queda da demanda mundial pelo produto. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para dezembro caíram 2,28%, para US$ 65,96 o barril. No caso do petróleo tipo Brent, a queda foi de 3,16%, para US$ 65,47 no pregão eletrônico da ICE Futures.

- Instituições reduzem pessoal. Os bancos médios estão fazendo cortes para ajustarem os quadros às mudanças de estratégia causadas ou não pela crise global de liquidez.

- Balanços de bancos médios já mostram marcas da crise. Os cinco primeiros bancos médios que divulgaram balanço do terceiro trimestre mostraram uma característica semelhante: os depósitos encolheram, o crédito desacelerou e os lucros caíram. Os números de Daycoval, Paranabanco, Pine, Sofisa e ABC Brasil exibem as primeiras marcas da crise internacional.

- Montadoras e governo discutem pacote de crédito. GM alega queda nas vendas e anuncia novas férias coletivas para 10 mil funcionários no ABC e Gravataí.

DROPS Empresas:

- Nissan anuncia 3,5 mil demissões na Espanha, Japão e EUA. Serão 1 mil vagas cortadas no Japão e o restante nos outros dois países. Montadora teve uma queda de 40,5% no lucro líquido no primeiro semestre.

- Alcatel-Lucent fecha trimestre com prejuízo de 40 milhões de euros. A empresa anunciou ter registrado um prejuízo de 40 milhões de euros no terceiro trimestre. O resultado, apesar de negativo, ainda é melhor que o obtido em igual período do ano passado, quando a empresa perdeu 345 milhões de euros. Segundo a empresa, o prejuízo entre julho e setembro deste ano foi causado pela retração nas vendas para operadoras de telefonia.

- Lucro da Oi cai 61% por conta do dólar. A Oi (Tele Norte Leste Participações) registrou lucro líquido de R$ 246 milhões no terceiro trimestre, com queda de 61,4% em relação ao mesmo intervalo de 2007.

- Souza Cruz tem receita recorde. As campanhas antifumo, que se intensificaram nos últimos anos, ainda passam longe dos balanços da Souza Cruz, maior fabricante de cigarros do país. A empresa registrou no terceiro trimestre o maior faturamento dos últimos dez anos, em termos reais, ou seja, numa base corrigida pela inflação.

- Vendas da Renner desaceleram no terceiro trimestre.

- Natura faz novas demissões. Depois de demitir três profissionais de alto escalão, empresa de cosméticos reduz quadro de gerentes. Embora não confirme oficialmente, a Natura promoveu novas demissões nesta semana. Segundo fontes do mercado, foram demitidos 26 gerentes. No mês passado foram desligados da companhia de cosméticos três profissionais de alto escalão, cujos nomes não foram divulgados. Seriam eles o diretor do jurídico, a diretora do núcleo de fragrâncias e o diretor de marketing. Em meio a esse processo, a empresa anunciou, na semana passada, a suspensão do projeto de entrada no mercado norte-americano. Em nota oficial, empresa informa que as demissões e a suspensão do processo não são reflexos da atual crise econômica mundial, e sim resultado da revisão de processos e de um plano de negócios pouco atraente.

- Basf lucrará menos. Basf deve reportar a primeira queda nos lucros em sete anos por causa da menor demanda por plásticos e resinas. Os lucros da empresa caíram 8% no terceiro trimestre para 1,57 bilhão de euros, e a perspectiva é que sejam menores do que os ganhos de 2007.

- GM pára duas fábricas. A General Motors anunciou mais férias coletivas, envolvendo agora mais operários, incluindo os de fornecedores. Cinco mil empregados de São Caetano (SP) terão 10 dias de férias a partir de segunda-feira. No mesmo dia, 5,2 mil metalúrgicos da GM e dos fornecedores instalados dentro do complexo de Gravataí (RS) vão para casa por 16 dias, seja por meio de férias ou licença remunerada.

- Kodak estuda demissões e projeta declínio nas vendas. A Eastman Kodak anunciou ontem planos para cortar mais empregos e previu o terceiro declínio anual consecutivo das vendas, enquanto o executivo-chefe Antonio Perez reformula a empresa fotográfica de 128 anos em meio a uma economia “cada vez mais difícil”.

- A seguradora americana Hartford, que opera no Brasil por meio de joint venture com a Icatu, anunciou ontem prejuízo de US$ 2,6 bilhões no terceiro trimestre. No mesmo período do ano passado, teve ganho de US$ 851 milhões. Já a MetLife, que em meio a crise teve que se recapitalizar com oferta de ações, lucrou US$ 600 milhões, abaixo dos US$ 985 milhões do terceiro trimestre de 2007. As receitas totais subiram 16% e ficaram em US$ 8,6 bilhões.

- Mapfre lucra mais. A seguradora espanhola Mapfre anunciou aumento de 41% no lucro líquido, para 815,6 milhões de euros. As receitas somaram13 bilhões de euros, dos quais 2,6 bilhões de euros vieram das operações da Mapfre Americas.

- Amex vai cortar 7 mil empregos. A American Express (Amex), a maior empresa de cartões de crédito dos Estados Unidos em termos de compras, deverá fechar 7.000 postos de trabalho, ou cerca de 10% de seu quadro de funcionários, e assumir uma provisão de até US$ 290 milhões no quarto trimestre vinculada aos cortes.

- A Exxon Mobil, dona da marca Esso no Brasil e maior petrolífera do mundo, anunciou lucro recorde de US$ 14,8 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 58% em relação ao mesmo período do ano passado.

- A Unilever, dona das marcas Knorr e Omo, entre outras, anunciou lucro de US$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre, um salto de 63% em relação ao ano passado. A empresa anglo-holandesa atribuiu o ganho à venda de algumas operações, ao corte de empregados e a uma revisão do portfólio de produtos.

- A Motorola anunciou que vai demitir mais 3.000 empregados, suspender o plano de vender a divisão de celulares e cancelar o lançamento de novos produtos em 2009. A empresa planeja cortar US$ 600 milhões em custos na unidade de celulares e mais US$ 200 milhões no resto da companhia.

- Temor de insolvência cerca GM e Chrysler. Enquanto a General Motors Corp. e sua velha rival Chrysler LLC continuam a negociar uma possível fusão, uma dura realidade está ficando evidente: sem uma fusão e uma possível ajuda do governo americano, duas das três grandes montadoras de Detroit podem ficar sem caixa dentro de uma ano.

- Ulbra tenta escapar do colapso. Em meio a uma batalha jurídica sobre sua condição de entidade beneficente – cassada liminarmente pela Justiça Federal -, a universidade Luterana do Brasil (Ulbra) busca uma ampla reestruturação financeira e administrativa para evitar colapso.

- Sócios da Abyara desfazem parcerias. As incorporadoras que são sócias da Abyara em terrenos e empreendimentos estão comprando a parte da empresa nas parcerias e assumindo os investimentos. Diante das dificuldades da Abyara e da falta de aporte nos projetos conjuntos, a BN Corp, joint venture entre a incorporadora Bueno Netto e Merrill Lynch, e a Agra estão desfazendo os acordos.



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