Arquivo de Outubro de 2008

Crise Continua

US$ 50 bi para acalmar o mercado. Para tentar conter o nervosismo no mercado de câmbio, o Banco Central decidiu criar um programa para oferecer até US$ 50 bilhões em proteção cambial a bancos e empresas. A medida agradou e conseguiu reverter a trajetória do dólar, que começou a apontar para baixo após o anúncio feito na manhã de ontem.

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DROPS Economia:

- França lança plano de 375 bi de euros para tentar escapar da recessão. Presidente francês também anunciou a desoneração de impostos para as indústrias.

- FMI prepara pacote de US$ 1 tri para emergentes.

- China une-se ao BID para ajudar América Latina. A China juntou-se ontem ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “A China vai contribuir com US$ 350 milhões para financiar projetos de desenvolvimento na América Latina e Caribe”, informa documento divulgado pelo BID.

- PIB britânico recua e põe país à beira da recessão. Economia do país encolheu 0,5% na comparação entre o terceiro e o segundo trimestre deste ano.

- Bolsa de Moscou desaba e suspende pregão até terça-feira. Na Ucrânia, Standard and Poors rebaixou o risco do país e alertou para um possível empréstimo do FMI.

- Depois de subir 12% em 3 dias, dólar recua. Ação do BC reduz pressão sobre a moeda, que encerrou o dia a R$ 2,305.

- Construtoras atacam ‘estatização’ de empresas. Associações do setor imobiliário reagem ao plano que permite à Caixa comprar ações de empresas e pedem mais recursos para financiamento.

- Friboi e Minerva limitam abates de bovinos. Incertezas em relação a demanda global de carnes e a falta de animais levam empresas a alterar planos.

- Desemprego recua. A taxa de desemprego em setembro ficou em 7,6% da população economicamente ativa, estável em relação a agosto, mas inferior aos 9% de setembro de 2007. O rendimento médio real dos trabalhadores (R$ 1.267,30) subiu 0,9% em relação a agosto e 6,4% sobre setembro de 2007.

DROPS Empresas:

- Credit Suisse tem perda de US$ 1,09 bi. Prejuízo do trimestre foi afetado por títulos lastreados em hipotecas e condições adversas. O segundo maior banco suíço anunciou prejuízo líquido de 1,26 bilhão de francos suíços (US$ 1,09 bilhão) no trimestre, em comparação ao lucro de 1,3 bilhão de francos verificado no mesmo período do ano passado.

- Demissões na Xerox. A Xerox, maior fabricante de impressoras em cores para grandes volumes de cópias, pretende fechar 3 mil postos de trabalho nos próximos seis meses e agilizar os cortes dos custos de produção para se preparar para enfrentar uma “economia imprevisível”.

- Vendas do Carrefour crescem 8,4% no Brasil no terceiro trimestre.

- P&G anuncia fábrica de R$ 45 milhões em Alagoas. Nova unidade vai produzir fraldas e absorventes.

- Direção da Michelin mantém plano de expansão no Brasil. Francesa estuda ampliar a atual fábrica ou montar nova unidade.

- A farmacêutica Bristol-Myers Squibb obteve lucro líquido de US$ 2,6 bilhões no terceiro trimestre deste ano, quase o triplo do ganho apurado pela empresa no mesmo período do ano passado, de US$ 858 milhões.

- Aquisição do Fleury. O grupo Fleury comprou a rede de laboratórios Biesp, com cinco unidades, sendo uma dentro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

- Lucro da Vale sobe 167% e vai a R$ 12,4 bi. Valor representa o maior ganho trimestral já registrado pelo grupo.

- Bill Gates, que em julho deixou oficialmente o dia a dia da Microsoft, criou uma nova companhia chamada bgC3. Rodeada de mistérios, a bgC3 já tem domínio registrado e deve se dedicar a “gerar idéias e produtos” para a Microsoft e para a Fundação Gates.

- A Microsoft Corp registrou um aumento de 2% no lucro líquido no terceiro trimestre, para US$ 4,37 bilhões. A receita cresceu 9% no trimestre, para US$ 15,06 bilhões, e ficou confortavelmente acima do esperado pelos analistas.

- Friboi conclui a compra da Smithfield. O grupo JBS Friboi anunciou ter concluído a compra da Smithfield Beef, unidade de carne bovina do Grupo Smithfield, além de suas operações de confinamento Five Rivers, por US$ 565 milhões, em dinheiro.

- GM e Chrysler farão novos cortes. Montadoras, que estariam negociando uma fusão, anunciaram mais demissões em fábricas nos Estados Unidos.

- Telefônica testa banda larga sem fio em São Paulo. Empresa dá inicio a projeto-piloto com tecnologia WiMax, mas ainda espera homologação da Anatel.

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Crise Continua

O medo da recessão continua fazendo com que as bolsas despenquem. Ásia e Europa apresentam baixas significativas e o mesmo acontece no resto do mundo.

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DROPS Economia:

- Casa Branca chama G-20 para reunião. Governo americano supera resistências e decide atender apelo da Europa para discutir crise.

- Brown admite que Reino Unido enfrentará recessão. Primeiro-ministro britânico usa palavras do presidente do Banco da Inglaterra, para quem sistema bancário está próximo do colapso.

- Nova MP cria ‘ruído’ e bolsa cai 10%. Tensão externa também pesa e faz dólar disparar 6,4%, para R$ 2,38; ações de bancos têm perdas expressivas.

- Brasil registrou fuga de US$ 22 milhões por hora. Números são da semana passada, quando US$ 2,662 bi saíram do País.

- Petróleo em NY recua 7,52%. Os contratos futuros de petróleo caíram para o menor nível desde junho de 2007, recuando com o mercado de ações e sofrendo pressão das altas significativas dos estoques comerciais de petróleo e derivados nos EUA.

- Fabricantes de papel e celulose perdem R$ 2,7 bilhões no trimestre. Empresas enfrentam momento de queda da demanda e dos preços, além do crescimento da dívida em dólar.

- Bancários aceitam proposta e encerram greve. Os bancários de São Paulo, Osasco e Região aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenabran) ontem.

- O Ministério do Turismo espera lançar em novembro uma campanha de cerca de R$ 8 milhões para estimular viagens pelo país.

- Brasileiro consome 5,94% mais cerveja até setembro. Com a Lei Seca, venda cai nos bares e aumenta nos supermercados.

DROPS Empresas:

- Lucro cai e Merck anuncia demissão de 7,2 mil pessoas.

- Renault/Nissan e GM aproximam-se da Chrysler.

- A Samsung, fabricante sul-coreana de eletrônicos, enviou carta à fabricante americana de memória flash SanDisk informando que vai retirar sua oferta de US$ 5,8 bilhões para comprá-la, citando a reestruturação recente da joint venture da SanDisk com a Toshiba.

- Depois de acordos com as redes Wal-Mart e Ponto Frio, a Dell, segunda maior fabricante mundial de computadores, anunciou ontem que a rede Carrefour também vai revender as máquinas da marca no Brasil, informou a Reuters. A Dell, que até o ano passado só vendia computadores diretamente ao cliente, passou a acertar parcerias com o varejo como forma de tentar conter a redução na sua participação de mercado.

- A Boeing, fabricante americana de aviões, divulgou queda de 38% no lucro do terceiro trimestre ante igual período de 2007, para US$ 695 milhões, e a atribuiu principalmente a uma greve que já dura sete semanas e a forçou a fechar fábricas.

- O Wachovia, banco americano comprado recentemente pelo Wells Fargo, divulgou prejuízo de US$ 23,9 bilhões no terceiro trimestre. Ele contabilizou uma despesa de US$ 18,8 bilhões para refletir a queda do valor da carteira de créditos imobiliários de um banco que comprou em 2006, o Golden West.

- O McDonald’s divulgou lucro de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre, 11% acima de um ano atrás. A rede de lanchonetes já se beneficiou de outros períodos de desaceleração econômica.

- Itaú na seleção. O Itaú anunciou ontem que fechou contrato de patrocínio no valor de US$ 15 milhões por ano com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2014, ano da Copa do Mundo. O acordo inclui as seleções feminina e as equipes de base.

- BB fica mais próximo de comprar Nossa Caixa. Ao permitir pagamento em dinheiro, MP aumenta poder de fogo da instituição na negociação com governo da São Paulo, que rejeita papéis.

- TAM e Gol querem aumentar a frota própria de aviões. Compra de aeronaves, em lugar do leasing operacional, é forma de se proteger do dólar.

- Natura adia planos de investir nos EUA. Lucro da empresa cresceu 31,6% no 3° trimestre.

- Samsung desiste de compra da SanDisk. Ações de fabricante americana de memórias caem mais de 30%.

- Lucro da Embratel cai 20% no trimestre. A Embratel anunciou queda de 20% no lucro líquido no terceiro trimestre, na comparação com igual período do ano anterior para R$ 94,5 milhões.

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Crise

OIT prevê 20 milhões de demissões. Documento da entidade também projeta um aumento de 140 mil miseráveis até o fim de 2009.

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DROPS Economia:

- Europa insiste em Bretton Woods 2. Proposta do presidente francês Nicolas Sarkozy é refundar sistema financeiro mundial, com apoio dos emergentes.

- Fed anuncia mais US$ 540 bi para ajudar fundos. Nova injeção de recursos vai socorrer instituições que aplicam em renda fixa e em papéis de baixo risco.

- China fecha fábricas de brinquedos. Produtos de baixo valor agregado dão lugar aos de alta tecnologia.

- BC injeta US$ 22,9 bi para conter o dólar.

- Leilões do BC não evitam alta do dólar. Moeda sobe 5,6% e vai a R$ 2,236; no ano, ganha 26%.

- Dólar e inflação elevam conta de luz em 15% em SP. Aumento passa a valer a partir de amanhã; para consumidores industriais, reajuste será de 16,36%.

- Dinheiro para safra não ajuda produtor de soja, afirma Maggi. Para governador do MT, produção do Estado deve cair de 5% a 10%.

- Executivos financeiros tiveram 20% de aumento no salário. Pesquisa mostra como cresceu a remuneração no Brasil nos últimos três anos, sem contar os bônus generosos.

- Selo “pegada de carbono” já é usado por 30 empresas. Britânica Carbon Trust certifica de salgadinho a sabão.

DROPS Empresas:

- Fundo dos EUA amplia fatia na Gafisa para 18,7%. Operação de compra de ações na Bolsa de NY movimenta US$ 50 mi.

- Ações caem e Vale ganha R$ 3,3 bi. Empresa vai gastar R$ 6,7 bilhões para recomprar papéis vendidos em julho pelo equivalente a R$ 10 bilhões.

- Receita da Randon cresce 46% em setembro, para R$ 305 milhões.

- TIM Brasil muda e tenta deixar problemas para trás. Empresa perdeu o segundo lugar do mercado e registrou prejuízo nos primeiros semestres.

- Net tem perda de R$ 64 milhões. Empresa, porém, fala em elevar investimentos.

- Com prejuízo Yahoo anuncia demissões.

- Bilionário desiste de investir na Ford. Kirk Kerkorian perdeu mais de 60% do que investiu na montadora.

- Gol perde R$ 48 milhões com operações de hedge.

- Controladora socorre a Açúcar Guarani. Tereos empresta US$ 220 milhões à empresa para pagar dívidas.

- A novata INQ aposta em celular avançado, mas com preço baixo. Plano é entrar na disputa com fabricantes como Nokia, Motorola e Apple.

- Dasa volta às compras. Passado mais de um ano desde sua última aquisição, a Diagnósticos da América (Dasa) anunciou ontem a compra da Maximagem – empresa de diagnósticos por imagem com sete unidades na capital paulista – por R$ 36,2 milhões.

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Sentimento de Empobrecimento

De outubro de 2007 a outubro de 2008 o mercado “perdeu” US$ 28,7 trilhões de dólares em valor de ações, fundos, empresas, etc… Vai levar décadas para se recuperar.

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DROPS Economia:

- Campo e construção recebem ajuda oficial. Depois de reunião da equipe econômica, o presidente do Banco Central, anunciou que os bancos oficiais devem aumentar sua participação no crédito a empresas e pessoas físicas. “Os bancos oficiais estão se preparando para aumentar a participação no crédito para capital de giro, para pessoas físicas e consumo. E o BNDES, no crédito para investimentos”.

- Inflação volta a subir com pressão cambial. A prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,86% neste mês de outubro, ante variação de 0,04% em igual medição do mês de setembro.

- Turbulência agrava situação de pequenas e médias operadoras. Cerca de 320 convênios têm dificuldades para atender regra de provisionamento. As pequenas e médias operadoras de saúde enfrentam um cenário difícil. De um lado, está Agência Nacional de Saúde (ANS), que desde janeiro exige um provisionamento financeiro que muitos desses convênios médicos estão tendo problemas para alcançar. Do outro lado, a crise financeira mundial começa a respingar no país, deflagrando demissões em empresas – os principais clientes dos planos de saúde.

- Múltis investem US$ 492 bi em inovação. Gastos em desenvolvimento de produtos cresceram 10% em 2007, revela estudo da Booz & Company. O tipo de produto varia: pode ser um carro novo, um medicamento mais eficaz ou um software que dá novos usos ao computador. Independentemente da área de atuação, porém, as maiores companhias do mundo continuam a investir fortemente em inovação.

- Rússia pára de comprar carne. Excesso de oferta e falta de crédito à importação praticamente paralisaram a venda de carne bovina brasileira para a Rússia, que tenta renegociar contratos. Alguns frigoríficos suspenderam a produção destinada ao país.

DROPS Empresas:

- BNDES financiará capital de giro a taxa de mercado. O BNDES vai lançar uma linha de crédito para capital de giro a juros de mercado para socorrer o setor privado, com recursos da ordem de R$ 3 bilhões e sem restrições a setores de atividade. O programa Revitaliza, que fornecia capital de giro até junho, restringia a operação a segmentos com problemas de exportação por causa do câmbio, como calçados e têxteis. Outro programa, o Progerem, concede giro a micro e pequenas empresas.

- Fusão entre Chrysler e GM sai em 2 semanas. As fabricantes norte-americanas de automóveis General Motors (GM) e Chrysler pretendem completar um acordo de fusão nas próximas duas semanas, ou antes das eleições presidenciais de 4 de novembro, segundo o jornal norte-americano USA Today.

- Ponto Frio muda site e faz guerra pelo 2° lugar. Em novembro, o Ponto Frio.com estreará sua nova configuração no comércio virtual, para brigar com B2W, Extra.com.br, Magazine Luiza, Pernambucanas e Lojas Colombo.

- A Chrysler pode entrar para a aliança existente entre a Nissan e a Renault. Segundo pessoas a par do assunto, a firma de private equity dona da montadora americana, a Cerberus, ainda prefere vendê-la para a GM, mas está deixando a porta aberta para negociar participações com as rivais japonesa e francesa. Nesse caso, as duas comprariam uma fatia minoritária na Chrysler, disseram essas pessoas.

- O ING, grupo financeiro holandês, anunciou a venda de sua subsidiária de seguro de vida em Taiwan para a holding local Fubon por US$ 600 milhões. A venda ocorreu um dia depois de o governo holandês anunciar uma injeção de capital de US$ 13,4 bilhões no ING.

- O Citigroup obteve parecer favorável de uma corte americana em processo movido contra ele pela Parmalat, que o acusava de responsabilidade na concordata dela, há cinco anos. O banco americano alegou que foi ludibriado por executivos corruptos do laticínio italiano, e a corte mandou a Parmalat pagar US$ 364 milhões ao Citigroup.

- O HSBC fechou acordo para comprar 88,89% do banco indonésio Ekonomi Raharja por US$ 607,5 milhões, num sinal da agressiva estratégia do banco britânico para se expandir em mercados emergentes.

- Merrill Lynch vai demitir ‘milhares’ de empregados. O principal executivo da Merrill Lynch & Co., John Thain, disse prever o fechamento de “milhares” de postos de trabalho em decorrência da aquisição do banco de investimentos pelo Bank of America Corp. (BofA), por US$ 50 bilhões. A maior parte das dispensas ocorrerá na área de informática, operações e finanças.

- Itaú investe R$ 120 mi em acordo de dez anos com a rede Marisa. Banco vai oferecer cartão de crédito, seguros e financiamento em 207 lojas.

- Hipercard chega a 10 milhões de cartões no país. A Hipercard acaba de chegar a marca de 10 milhões de cartões. De uma empresa de meios de pagamentos focada no Nordeste, a bandeira, comprada pelo Unibanco em 2004, já tem atuação nacional e deve movimentar este ano R$ 14 bilhões. Em número de cartões só perde no país para a Visa e a MasterCard, as duas maiores bandeiras do mundo.

- Cai receita da Positivo. A Positivo Informática apresentou queda de 4,2% em sua receita líquida no terceiro trimestre, quando comparada ao valor obtido nos três meses imediatamente anteriores. As vendas de julho a setembro somaram R$ 525,7 milhões, abaixo dos R$ 548,8 milhões registrados no segundo trimestre.

- Ericsson surpreende. A Ericsson surpreendeu investidores ontem com a divulgação de um forte lucro de terceiro trimestre. A companhia escapou ilesa das turbulências nos mercados financeiros mundiais e suas ações chegaram a subir mais de 20%.

- Queda em publicidade on-line pode afetar Yahoo. O Yahoo poderá revelar hoje os primeiros sinais de um esperado declínio em todo o setor de publicidade de banners on-line, em anúncio de resultados financeiros para o terceiro trimestre.

- Cortes na NBC. A NBC Universal, dos Estados Unidos, vai reduzir em US$ 500 milhões, ou 3%, o seu orçamento para 2009 em relação a 2008. O motivo, segundo o principal executivo da emissora, Jeff Zucker, é a queda no consumo da população americana.

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Carga Pesada:

43% do salário de um trabalhador brasileiro de classe baixa vai para o pagamento de impostos indiretos e diretos, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho. 16% do salário da classe mais rica, com pelo menos 30 salários mínimos, vai para impostos. A OIT faz um alerta da necessidade de reformas no sistema tributário.

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DROPS Economia:

- Projeto institui fundo para empresas menores. Tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, aguardando recebimento de emendas, projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que institui o Fundo de Financiamento para Micro, Pequenas e Médias Empresas.

- Crise se espalha pelos emergentes. A moeda da Coréia do Sul teve sua maior desvalorização em dez anos e levantou suspeitas de que o país poderá ser a primeira vítima asiática da crise financeira mundial, que se alastra pelos países emergentes. O Banco Central Europeu (BCE) socorreu a Hungria e fez parte de empréstimos de até 5 bilhões de euros. Os bancos restringiram a oferta de crédito externo, enquanto a moeda e o mercado acionário têm acumulado perdas. Hungria e Ucrânia bateram às portas do Fundo Monetário Internacional com pedido de auxílio financeiro para fazer frente à forte dependência de crédito externo, que está desaparecendo.

- Chineses oferecem desconto para vender calçado ao Brasil. Empresários do setor calçadista prevêem uma nova enxurrada de sapatos chineses no mercado brasileiro. Mesmo com o dólar em alta, as fábricas chinesas querem “desovar” a produção que não conseguem mais vender para os Estados Unidos e a Europa.

- Inadimplência em alta. As dívidas dos brasileiros com os bancos atingiram valor médio de R$ 1.371,35 entre janeiro e setembro, alta de 7,5% sobre igual período de 2007. O valor médio dos cheques sem fundos também cresceu 12% para RS 677,64.

- Juros devem ser mantidos. O governo avalia que não há espaço para o Copom promover uma nova elevação da taxa de juros, pois isso agravaria a escassez de crédito. A equipe econômica já não considera mais possível que, em 2009, a inflação fique na meta de 4,5%.

- Governo tenta forçar retomada do crédito. Bancos podem ser obrigados a repassar dólares a exportadores e BNDES vai financiar capital de giro de empresas.

- Dólar faz IGP-10 subir 0,78%. Virada no índice, que aumentou em outubro após cair 0,42%, foi puxada por setor agropecuário no atacado.

- Bancários mantêm greve no País. Sindicato rejeita reajuste de 9% e negociações continuam hoje.

- Preço do petróleo cai mais de 50%. A cotação do barril de petróleo fechou ontem em US$ 69,85 no mercado de Nova York. Desde julho, a queda acumulada é de mais de 50%. A situação pode levar ao adiamento de projetos da indústria petrolífera em todo o mundo, incluindo investimentos no pré-sal brasileiro.

- Venda de veículos novos já caiu 6,62% em outubro. Comparação é entre os 15 primeiros dias do mês com o mesmo período de setembro; queda, porém, é menor em relação aos dados de 2007.

- Previ volta a buscar comprador para Sauípe. Crise global inviabilizou venda para o SuperClubs.

DROPS Empresas:

- Para Luiz Fernando Furlan, ‘perdeu mais quem acreditou no Brasil’. Ex-ministro diz que respondeu pessoalmente ao presidente Lula e garantiu que a Sadia não especulou contra o País.

- Sadia pede desconto de 10% a fornecedor. Medida é reflexo da perda de R$ 760 milhões que a empresa registrou com operações cambiais. A Sadia enviou uma carta a fornecedores solicitando desconto de 10% no preço dos itens entregues à empresa “ao longo dos meses de outubro, novembro e dezembro”. A medida é mais um reflexo do prejuízo de R$ 760 milhões que a empresa reconheceu em setembro após operações com derivativos de dólar.

- Anatel aprova regra que permite fusão entre Oi e BrT. Como o governo queria, a Oi venceu ontem o primeiro obstáculo para tornar legal a compra da Brasil Telecom (BrT). O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a proposta de reformulação do Plano Geral de Outorgas (PGO), que elimina as restrições para a fusão entre duas concessionárias de telefonia fixa.

- Klabin tem prejuízo e vai reduzir investimento.

- GM e Chrysler aceleram discussões sobre acordo. A General Motors (GM) e a Chrysler aceleram o ritmo das discussões de fusão, já que as duas empresas tem recebido forte apoio de bancos de outros potenciais credores que estão ansiosos para verem um acordo fechado, segundo pessoas familiares com o assunto.

- A Merrill Lynch anunciou prejuízo de US$ 5,2 bilhões no terceiro trimestre, no último balanço como empresa independente. A empresa, adquirida pelo Bank of America, vendeu no período, por US$ 4,3 bilhões, sua participação na empresa de notícias financeiras Bloomberg LP.

- A Ford mandou carta aos revendedores nos EUA garantindo que a divisão de crédito da empresa continua a financiar automóveis. Segundo pessoas a par do assunto, a carta está sendo repassada pelos revendedores a potenciais compradores de automóveis. A medida acontece um dia depois que a GMAC, braço financeiro da GM, começou a limitar empréstimos automotivos.

- O Citibank divulgou prejuízo de US$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre, a quarta perda consecutiva. O desempenho foi determinado mais pelo custo do crédito do que pelas baixas contábeis dos títulos de alto risco. Além da piora no mercado dos EUA, o Citi registrou perdas no Reino Unido, Espanha, Grécia, México, Brasil, Japão e Índia.

- A Saint-Gobain, fabricante francesa de vidros dona da Brasilit, vai investir US$ 200 milhões numa fábrica de vidro plano na Colômbia, informou a holding local Suramericana de Inversiones, que pagará US$ 7 milhões para ter 15% do projeto.

- Gávea e RBS fecham acordo de participação. Companhia de investimentos compra 12,64% do grupo de comunicação e vai indicar membro do conselho.

- Lucro do Google. O Google divulgou ontem uma forte alta de 26% no lucro trimestral, fazendo suas ações saltarem 4,1%. O lucro no terceiro trimestre subiu para US$ 1,35 bilhão, bem acima das previsões de analistas.

- IBM, maior empresa do mundo de serviços de tecnologia, divulgou ontem um lucro trimestral maior, com um aumento da receita de serviços e software a compensar a queda nas vendas de equipamentos. A receita de serviços, o maior segmento da IBM, subiu 8%, para US$ 14,8 bilhões. A receita da divisão de software, a mais rentável, avançou 12%, a US$ 5,2 bilhões. As vendas de equipamentos cresceram 10%, a US$ 4,4 bilhões.

- WPP nunca viu tempos tão ruins, mas cresce e compra. Grupo britânico faz empréstimos de US$ 1 bilhão para levar TNS e anuncia outra aquisição. Na reunião que teve há algumas semanas com os principais executivos do grupo WPP - um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo, dono de um faturamento global de US$ 12,4 bilhões no ano passado -, o presidente do grupo, Martin Sorrel, disse ter sentido “o cheiro do medo”. “Nunca vivemos uma situação tão difícil”, diz Sorrel, que fundou o WPP no Reino Unido em 1986 e hoje tem 1,5% do grupo. “Os mercados ainda não responderam aos esforços dos governos das principais economias e, se já esperávamos um 2009 difícil - como são os anos pós-Olimpíadas e pós-eleições americanas -, o ano que vem será pior ainda”.

- Lucro da Nokia cai 31% no trimestre. A Nokia anunciou ontem forte queda no lucro do terceiro trimestre, afetada pelos cortes de preços dos concorrentes e pela redução de gastos dos consumidores. A maior fabricante mundial de telefones celulares divulgou lucro líquido de 1,09 bilhão de euros, 31% menor que o registrado no mesmo período em 2007.

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