“Foie gras ou faux gras?” Salvem os animais e o planeta.

Você prefere “foie gras”, ou “faux gras”? Não é piada. A marca “faux gras”, um patê de fígado “fake” existe, e é nome de um novo produto que tem feito um grande sucesso. Com a marca da associação Gaia, por enquanto apenas na Bélgica já vendeu mais 30.000 caixas para as festas de fim de ano. Carrefour e Lidl fazem ofertas, em Bruxelas, a um preço imbatível, pouco menos de 3 euros por caixa de 130 gramas, no meio das gôndolas de foie gras verdadeiro. Os produtores já estão em contato com o Carrefour para vender na França e no resto da Europa e um dia, quem sabe, no mundo. O “faux gras” não é um foie gras, embora faz de tudo para ser igual a ele. É um patê Bio, orgânico, com champanhe e trufas, que não contém nenhuma proteína animal, e é feito para ser comido com torradinhas, nos brindes e nas festas como seu primo famoso e caro. Na propaganda do “faux gras” você vai ouvir uma música cantada como num sussurro, tipo Marilyn Monroe, com o refrão original revisto e corrigido “Ducks wanna be loved by you”. Para aqueles que preferem Elvis Presley, Gaia, na publicidade, diz que se pode saborear o “faux gras” tocando “Don’t Be Cruel”. Atores sósias dos originais ressaltam a procedência do produto aos clientes. As mensagens são, sem dúvida, moldadas por Ann de Greef e Michel Van den Bossche, fervorosos defensores do bem-estar animal. Desde 1992, a sua associação Gaia declarou guerra à agricultura intensiva, em experimentos com cães e gatos, jardins zoológicos e as condições de transporte dos animais. A organização, que reivindica 20.000 simpatizantes, vive de contribuições e doações. O “faux gras” é a sua idéia e seu produto mais recente. É fabricado pelo alemão Tartex especializado em comidas biológicas. O “faux gras” é feito com levedura, água, óleo de palma, fécula de batata, polpa de tomate, canela, sal, pimenta, tudo acompanhado por champanhe e trufas. Mas isso não importa… é apenas uma questão de fé.



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